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Estudos qualitativos
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| Arreal e López (2014)29
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Analisar os impactos do trabalho noturno na saúde de trabalhadoras do setor metalúrgico. |
Foram identificadas desigualdades de gênero que impactavam diretamente nas condições de saúde das trabalhadoras metalúrgicas no turno noturno. Dentre as especificidades, destacaram-se: a subvalorização do trabalho, o tempo de descanso limitado, alimentação irregular, dificuldades para organizar a vida fora do ambiente laboral, ausência de rede de apoio e sobrecarga de responsabilidades. Esses fatores contribuíam para o sofrimento mental e outros tipos de adoecimentos. |
| Lopes et al. (2021)30
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Compreender a percepção de trabalhadoras da pesca artesanal acerca dos riscos e agravos relacionados ao trabalho e das ações de promoção à saúde dirigidas a essa atividade produtiva. |
As pescadoras, em sua maioria com baixa escolaridade e baixa renda, enfrentavam condições de trabalho precárias em ambientes hostis, como o manguezal. Frequentemente sofriam quedas, fraturas, ferimentos, afogamentos e apresentavam sintomas musculoesqueléticos relacionados à atividade laboral. No entanto, não percebiam esses eventos como decorrentes de exposição ocupacionais. Também não identificavam ações de promoção de saúde dirigidas a elas. |
| Cardillo, Gemma e Fuentes-Rojas (2021)31
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Compreender a organização e as características do trabalho das merendeiras, assim como seus efeitos tanto para a implementação do programa de alimentação escolar, quanto para as próprias trabalhadoras. |
O trabalho das merendeiras foi identificado como um trabalho feminino. A dupla jornada de trabalho, assim como o trabalho doméstico era exercido pela maior parte das entrevistadas. Foi relatada fragilidade do vínculo empregatício (terceirização) e elevada rotatividade das profissionais, além da falta de investimentos em ferramentas adequadas que auxiliassem na realização das atividades. |
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Estudos Transversais
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| Vidal e Silvany Neto (2009)32
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Traçar o perfil das mulheres brasileiras inseridas no mercado de trabalho, comparativamente aos homens, segundo características sociodemográficas, condições de saúde e situação socioeconômica de trabalho, utilizando dados da PNAD-IBGE de 2003. |
Em comparação aos homens, as mulheres apresentaram maior escolaridade, porém, rendas mensais inferiores e jornadas mais curtas de trabalho remunerado. Em contrapartida, as mulheres dedicavam mais tempo às atividades domésticas. Houve distribuição desigual entre os sexos nos grupamentos ocupacionais. Entre as trabalhadoras, foram identificadas maiores prevalências de doenças crônicas e relatos mais frequentes de pior estado geral de saúde. |
| Sousa, Araújo, Pinho e Freitas (2020)33
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Avaliar fatores associados à insatisfação com o trabalho em saúde, segundo gênero. |
A insatisfação com o trabalho foi elevada entre homens (27,4%) e entre as mulheres (25,6%). Em ambos os grupos, a insatisfação no trabalho associou-se a ter idade até 40 anos, vínculo temporário e atividades incompatíveis com o cargo. Entre as mulheres, ter escolaridade até o nível técnico ou médio/fundamental evidenciava redução da insatisfação |
| Silva et al. (2021)34
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Estimar a prevalência de distúrbios musculoesqueléticos e seus principais fatores de risco em catadoras de marisco em uma comunidade na Bahia. |
Foram entrevistadas 139 mulheres, com média de 44,3 anos, majoritariamente pardas/pretas (89,2%), casadas (66,9%), com filhos (93,5%), baixa escolaridade (57,6% até o fundamental incompleto) e renda mensal média de R$ 234,00. Predominaram trabalhadoras até 30 anos na ocupação (58,3%), carga diária de até 6 horas (54,0%), sem pausa para o almoço (89,9%) e que carregavam até 25 kg por até 60 minutos (73,5%). A maioria avaliou as condições de trabalho como ruins (60,4%) e todas relataram dores musculoesqueléticas, especialmente nas costas. Destacaram-se como fatores de risco: o excesso de movimento, a sobrecarga nos membros superiores, a ausência de pausas e o ritmo acelerado de trabalho. |
| Sousa e Araújo (2024)35
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Analisar os efeitos isolados e combinados do gênero, da raça e dos estressores ocupacionais sobre a saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras da saúde. |
A prevalência global de TMC foi de 21,7%, sendo maior entre mulheres, negros e pessoas expostas aos estressores laborais. Entre as mulheres negras em situação de Desequilíbrio Esforço Recompensa, a prevalência de TMC foi três vezes maior em relação aos homens brancos em situação de equilíbrio (grupo de referência). O efeito combinado dos fatores excedeu a soma dos efeitos isolados, demonstrando interação entre gênero, raça e estressores ocupacionais. |