Open-access Digital Stressors Scale: tradução e adaptação transcultural para o contexto brasileiro

Introdução  O estresse digital no trabalho representa um risco crescente à saúde dos(as) trabalhadores(as). Instrumentos de mensuração atualizados são essenciais para avaliação adequada.

Objetivo  Traduzir e adaptar transculturalmente o Digital Stressors Scale (DSS) ao contexto brasileiro.

Métodos  Estudo metodológico de tradução, avaliação por comitê com sete especialistas, pré-teste com cinco participantes da população-alvo, retrotradução e estudo-piloto com 150 trabalhadores(as). A validade de conteúdo foi avaliada pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e pela Taxa de Concordância (TC), e a consistência interna preliminar pelo alfa de Cronbach (α) e pelo ômega de McDonald (ω).

Resultados  Foram obtidas as equivalências idiomática, semântica, experimental e conceitual entre a versão traduzida e a original (IVC = 0,96). Mais de 95% dos participantes concordaram com a clareza e aplicabilidade do instrumento. As versões longa e curta apresentaram coeficientes α ≥ 0,68 e ω ≥ 0,70.

Discussão  A combinação de α e ω reforça a robustez da consistência interna, pois o ômega é menos influenciado pelas limitações do alfa.

Conclusão  A versão brasileira do DSS apresentou evidências iniciais promissoras em estudo-piloto, contudo, ainda não fornece evidências suficientes para uso amplo no Brasil. Recomenda-se a realização de análises psicométricas robustas em amostras maiores.

Palavras-chave:
Saúde do Trabalhador; Inquéritos e Questionários; Avaliação do Impacto na Saúde; Estresse Ocupacional; Tecnologia da Informação; Tecnologia Digital

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