Introdução este ensaio trata das alterações no âmbito subjetivo de uma parcela da classe operária em sua experiência de autogestão na Flaskô, fábrica mais longeva sob controle dos trabalhadores no Brasil.
Objetivo analisar a perspectiva da subjetividade dos trabalhadores como protagonistas e arranjadores de uma utopia real de transformação do trabalho.
Métodos ensaio circunstanciado tendo como metodologia a história oral, voltada para a construção social da memória de seus atores, baseada nos testemunhos e nas histórias de vida de quatro trabalhadores.
Resultados a partir de um novo modo de produzir, possibilitado pela democratização das relações sociais de produção, houve um incremento do gênero profissional e aumento do poder de agir dos trabalhadores, como principal fator de autorrealização humana, preservação da qualidade do trabalho e da saúde dos trabalhadores.
Conclusão a experiência da Flaskô foi uma poderosa articulação de estratégias anticapitalistas, por dentro da ordem, que, ao visar a manutenção dos empregos pela estatização da fábrica sob gestão operária, transformou os elementos destrutivos dos modos de gestão capitalista que matam e adoecem os trabalhadores, possibilitando uma nova forma de existência social aos seus trabalhadores, por meio da democratização das relações sociais de produção.
Empresas Recuperadas por Trabalhadores; Clínica da Atividade; Autogestão; Mudança Organizacional; Indústria; Saúde do Trabalhador