Este artigo propõe uma reflexão sobre o papel do cuidado humano na gestão da saúde ocupacional em um contexto marcado pela hiperconectividade e pela crescente incorporação de tecnologias. Em um cenário organizacional orientado pela eficiência e pela produtividade, resgata-se o cuidado como eixo estruturante de relações de trabalho mais humanas, sustentáveis e eficazes. Argumenta-se que, apesar dos avanços das ferramentas digitais e da inteligência artificial, o cuidado permanece insubstituível. Destaca-se sua relevância para a prevenção do absenteísmo, a promoção da saúde mental e o fortalecimento do engajamento dos trabalhadores. Defende-se, assim, uma articulação entre tecnologia e humanização, na qual o cuidado se configura como diferencial competitivo e pilar de uma gestão mais empática e efetiva.
Palavras-chave
saúde ocupacional; absenteísmo; empatia; tecnologia; assistência integral à; saúde.