A filologia ocupa-se das práticas de edição e crítica de textos, buscando trazer, em novo circuito de leitura, as produções artístico-literárias e diferentes possibilidades de leitura e interpretação (crítica filológica). Neste artigo, pretende-se, a partir da massa documental que forma os acervos de escritores e dramaturgos baianos, relativa à produção dramatúrgica sob censura, no período da ditadura militar (1964-1985), dar destaque a algumas memórias lidas pelo pesquisador nos documentos que atestam a gênese do texto e/ou do espetáculo e as redes de sociabilidades do mesmo. Para tal fim, foram selecionados dois textos, levando-se em conta os gestos de produção e transmissão do texto teatral censurado, evidenciados no estudo do processo criativo (crítica genética) e das ações dos diferentes agentes sociais, escritores, atores, diretores, censores etc., envolvidos com a produção, circulação e recepção dos textos (crítica sociológica). No campo da filologia em diálogo com outros saberes, propõem-se edições e críticas em uma vertente editorial pragmática.
PALAVRAS-CHAVE:
filologia; acervos; memória; texto teatral; críticas
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Fonte: 
Fonte: Tavares, Ildásio. Caramuru. [Salvador], [19--], 29 folhas e Tavares, Ildásio. Lídia de Oxum; Homem e mulher; Mulher de rojo; Caramuru; O vendedor de jóias. Salvador: SCT, 2004. p. 41-75.
Fonte:
Fonte: Tavares, Ildásio. Caramuru ou Toda a verdade sobre as andanças do fidalgo D. Diogo Álvares Correia em terras de Pindorama. [Salvador], 1975. 26 f.
Fonte: Tavares, Ildásio. Lídia de Oxum; Homem e mulher; Mulher de rojo; Caramuru; O vendedor de jóias. Salvador: SCT, 2004. p. 75.
Fonte: Tavares, Ildásio. Quincas Berro d’Água redivivo. Jornal da cidade, 22 e 29 fev. 1976 e Augusto, João. O pombal e o mastro. A Tarde, 20 out. 1978.
Fonte: elaborado pela autora
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