Este artigo procura investigar como se constrói, por detrás da linguagem jurídica e jesuítica do narrador de Dom Casmurro, de Machado de Assis, um enredo econômico baseado na ideia fundamental da dívida, do papel-moeda e da moeda falsa. O argumento que se apresenta é que o narrador é, além de advogado e ex-seminarista, também uma espécie de falsário na construção de um enredo baseado no atraso e no calote das dívidas. A base histórica para o tratamento dado por Machado em seu romance parece-nos ser a crise do Encilhamento e o funding loan de 1898, acontecimentos contemporâneos à elaboração do romance.
PALAVRAS-CHAVE:
Encilhamento; economia; Machado de Assis
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