O trabalho almeja investigar a figura do cantor presente no filme Orfeu negro (1959), de Marcel Camus, no filme Orfeu (1999), de Cacá Diegues - ambos baseados na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes -, e aproximá-los da imagem diferente do Orfeu presente no documentário AmarElo: É tudo pra ontem, do rapper Emicida. Tomando como base noções de “comunidade”, “sobrevivência” e “literatura e outras artes”, almejamos contribuir para o debate relativo à resistência e à inventividade negra brasileira. Emicida traz para a cena moradores de espaços periféricos e personagens que tiveram e têm lugar importante na luta por direitos de minorias no país. Mediações culturais, tonalidade lírica e perspectiva sociopolítica fazem-se presentes nas três obras que contribuem para a elaboração deste ensaio.
PALAVRAS-CHAVE:
literatura; Orfeu Negro; Orfeu; AmarElo; comunidade; sobrevivência