Este artigo relata a interpretação e apropriação de uma política linguística (Johnson, 2013a) institucional por um grupo de professores de inglês de uma universidade pública em Medellín-Colômbia. Esta etnografia da política linguística (McCarty, 2011, 2015) segue os princípios da pesquisa qualitativa e os métodos de coleta de dados incluíram análise documental, observações diretas não-participantes e entrevistas individuais semiestruturadas. Os resultados indicam que os professores de inglês como língua estrangeira mostram um grau de resistência à política linguística institucional que os leva a fazer omissões, aditamentos e modificações nas suas práticas de ensino, especificamente na avaliação e metodologia propostas. Do mesmo modo, o tipo de vínculo laboral com a instituição de ensino leva a uma visão e a uma relação diferente com a política linguística, especialmente no que diz respeito à carga de trabalho.
Palavras-chave:
política educativa; análise política; professores de língua estrangeira; etnografia