Objetivos: Estimar a prevalência de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em gestantes; analisar os desfechos gestacionais e maternos das mulheres com HIV; e avaliar indicadores de processo para prevenção da transmissão vertical do HIV segundo tipo de financiamento da internação hospitalar no estado do Rio de Janeiro.
Métodos: Estudo seccional, com 1.923 mulheres, realizado no período 2021–2023. Foram realizadas entrevistas com mulheres e extraídos dados da caderneta da gestante e de prontuários hospitalares. Foi estimada a prevalência de infecção pelo HIV, dos desfechos gestacionais e maternos e da adequação de indicadores de processo do manejo do HIV com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) segundo tipo de financiamento (público ou privado) da internação hospitalar para parto ou abortamento.
Resultados: Cobertura de assistência pré-natal, de realização de um e dois testes de HIV no pré-natal e de testagem na internação hospitalar de 93,7, 79,7, 45,8 e 78,2%, respectivamente. A prevalência de infecção pelo HIV foi estimada em 0,79% (IC95% 0,31–1,99). Apenas 40% das mulheres com HIV apresentavam registro de tratamento antirretroviral e 26% registro de exame de carga viral na caderneta da gestante. Mulheres com internação hospitalar com financiamento público eram mais vulneráveis socialmente e apresentaram menor cobertura de assistência pré-natal e de testagem com dois testes anti-HIV.
Conclusão: Foram identificadas oportunidades perdidas no manejo das gestantes com HIV em internações com financiamento público e privado no Rio de Janeiro. A taxa de detecção foi superior à do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e sugere subnotificação de casos.
Palavras-chave:
Gravidez; Infecções por HIV; Cuidado Pré-Natal; Avaliação em Saúde
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