Objetivo: Analisar a classificação de risco de transmissão de doenças preveníveis por ação de vacinação para crianças menores de 2 anos em município de grande porte brasileiro nos anos de 2022 e 2023.
Métodos: Estudo epidemiológico, ecológico, com dados secundários de Cobertura Vacinal (CV) de nove imunobiológicos recomendados para o calendário vacinal de crianças menores de 2 anos. As doses de imunobiológico foram acessadas pelo Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI); já os dados foram coletados do site do Ministério da Saúde, filtrados por residência. Os dados foram analisados pelo pacote R.
Resultados: No ano de 2022, 100% das Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) apresentaram CV baixa para a vacina tríplice viral D2. No mesmo ano, para as vacinas hepatite A e rotavírus humano, 61% e 54% das UVIS apresentaram CV adequada, respectivamente. No ano de 2023, observou-se melhora das CV, exceto para a vacina meningococo C e varicela, que apresentaram redução no número de UVIS que alcançaram CV adequada. Para a classificação de risco para reintrodução de doenças imunopreveníveis, nos anos de 2022 e 2023, verificou-se um aumento na porcentagem da classificação “baixo e muito baixo”, de 0% em 2022 para 10,7% em 2023.
Conclusão: Para a maioria das vacinas analisadas houve melhora no cenário das CV nas UVIS em 2023. Todavia, há variações nas CV por vacina e por ano analisado. Reforça-se a necessidade de continuidade das ações regionais para o alcance das metas desejadas, devido a indícios da reconquista das coberturas vacinais.
Palavras-chave:
Cobertura vacinal; Gestão de risco; Vacinação; Vigilância em saúde pública
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Fonte: Elaborado pelos autores.
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