Open-access “A escola é sua única chance”: ensaio sobre o papel da escola e as desigualdades educacionais no Brasil

“The school is your only chance": essay on the role of schools and educational inequalities in Brazil

SALATA, André. Expansão educacional, desigualdades e estratificação social. : do desenvolvimento infantil ao mercado de trabalho. Porto Alegre: ediPUCRS, 2025. SALATA, André. Expansão educacional, desigualdades e estratificação social. : do desenvolvimento infantil ao mercado de trabalho. Porto Alegre: ediPUCRS, 2025

1. Da promessa de futuro à lógica da conservação

Quando se evoca a escola pública no imaginário coletivo, emergem, com frequência, dois quadros simbólicos que disputam sentido. O primeiro deles é a representação de uma imagem salvacionista a qual, historicamente, serviria de roupagem para compreender o papel da instituição escolar nas trajetórias individuais. Concebida como guardiã das promessas de futuro e como dispositivo de redenção social, a escola pública foi acolhida como locus de oportunidades educacionais que direcionariam possibilidades de melhoras de condição de vida.

O início dos estudos sociológicos sobre a educação foi inspirado em um contexto histórico de transformações sociais da década de 1960, quando as instituições modernas estavam sendo instadas a pensarem suas funções sociais. Nesse contexto, a escola foi investida de um otimismo estruturante, isto é, se projetava na instituição escolar a capacidade de promover mobilidade social ascendente, de abrir caminhos para que sujeitos das camadas populares pudessem reconfigurar seus destinos e “melhorar de vida”. Um efeito desse processo foi a promoção da expansão educacional, por meio da qual houve um esforço de democratização das oportunidades educacionais e de consolidar a educação enquanto um direito. A esperança no investimento na educação visava assegurar trajetórias educacionais regulares e ininterruptas, e formalizar o compromisso com a igualdade de oportunidades.

Tal diagnóstico encontra paralelo na série televisiva “Segunda Chamada” (Four, Spadaccini e Bilac, 2019), a qual retrata, vivamente, o cotidiano de uma escola pública, sobretudo, como as desigualdades sociais atravessam as trajetórias educacionais. A fala de uma personagem estudante em situação de rua, cristaliza e, ao mesmo tempo, tensiona esse imaginário social sobre a escola. Ele fala que “[…] perdi o trabalho e, sem estudo, não consegui arrumar mais nada. Essa escolinha, que nós amamos, é minha única esperança de conseguir um emprego, tomar um rumo na vida” (Four, Spadaccini e Bilac, 2019 – Série Segunda Chamada, Temporada 1, Episódio 6). Mesmo na precariedade física da escola e na condição social de vulnerabilidade, ancora-se uma esperança que vai além da função pedagógica e acadêmica da escola.

O segundo lado dessa história remete ao descompasso entre as expectativas depositadas na instituição escolar e sua capacidade real de materializá-las. As investigações sociológicas sobre educação revelaram o caráter ilusório da promessa de mobilidade social sustentada exclusivamente por meio do processo de escolarização. Autores como Pierre Bourdieu (2014), especialmente em suas análises sobre reprodução das desigualdades, desestabilizaram a imagem redentora da escola pública ao demonstrar que a chamada cultura escolar está imbricada em valores sociais que privilegiam o capital cultural das classes dominantes. Aquilo que era apresentado como cultura escolar universal traduz, na verdade, a cultura dominante, legitimada como norma e naturalizada como dom de habilidade e como parâmetro de excelência. Assim, a escola anunciada como dispositivo de ascensão opera rigidamente como mecanismo de conservação das disparidades sociais, consolidando desigualdades sob a roupagem da universalidade e da meritocracia.

Muito se fala, nesse contexto, da teoria do capital humano, que atribui à escola a responsabilidade de qualificar mão de obra para atender ao mercado de trabalho. No entanto, na experiência concreta dos sujeitos e na narrativa que os constituem, a escola pública parece operar mais intensamente como instituição de caráter salvacionista e formadora de cidadãos do que como engrenagem de preparação laboral. Portanto, ela se apresenta como promessa e como metáfora: promessa de mobilidade e reconhecimento; e metáfora de um Estado, o qual é marcado por fissuras, e ainda se configura como uma desilusão social.

2. As desigualdades sociais nas desigualdades escolares

A série “Segunda Chamada” (Four, Spadaccini e Bilac, 2019) oferece um retrato contundente do cotidiano de uma escola pública de ensino médio noturno, com foco particular no processo de escolarização de turmas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Ao longo dos episódios, a narrativa explora as múltiplas camadas que compõem o espaço escolar, tais como as expectativas de futuro projetadas pelos estudantes, os desafios específicos da escolarização de pessoas adultas e idosas, as decisões administrativas que ocupam cotidianamente o diretor escolar e as tensões vividas pelas/os docentes diante da tarefa de ensinar em condições materiais precárias e institucionalmente fragilizadas. Mais do que ilustrar problemas materiais, a série evidencia a dimensão interacional da vida escolar, especialmente as tessituras das relações entre professoras/es e estudantes, bem como entre diretor escolar e corpo docente. é nesse entrecruzamento de vínculos, solidariedade e conflitos que se revela um tema caro aos estudos da sociologia da educação: a forma como as estruturas sociais da desigualdade incidem diretamente sobre as trajetórias escolares e existenciais dos sujeitos. A ficção, nesse sentido, não apenas representa, mas torna visível a materialidade das assimetrias sociais que atravessam a escola pública enquanto instituição e as pessoas que a compõe e moldam de modo profundo seus limites e possibilidades.

No primeiro episódio da primeira temporada ficam expostos alguns problemas sociais pelos quais estudantes são atravessados e que influenciam no processo de ensino-aprendizagem, como também nas trajetórias escolares na instituição: alunos que trabalham o dia inteiro para estudar à noite; gravidez precoce; fome e pobreza; uso e venda de drogas dentro da escola; professores representados com esgotamento emocional; casos de preconceito de gênero e xenofobia; roubos dentro da escola e no entorno. Frente a essas problemáticas sociais, as personagens são afetadas em sua caminhada escolar e em suas decisões de vida.

Dentro desse contexto, é possível perceber que a vida social perfura a vida escolar e se manifesta, de alguma forma, no espaço escolar. E nesse âmbito de vidas imiscuídas, os papeis sociais podem se confundir. Em vários momentos da série, o diretor escolar, Jaci, chama atenção para a personagem da professora Lúcia, especificamente para o fato de que ela parece se envolver demais com a vida dos estudantes, a ponto de, em algum momento da primeira temporada, o diretor Jaci afirmar categoricamente para ela: “você é professora, não é assistente social”. Essa confluência entre a vida social e a vida escolar reflete a dificuldade de se lidar com a expectativa do papel da escola na vida das pessoas, bem como definir os limites da atuação docente.

Assim, considerando que a escola é uma instituição social, dentro dela são manifestadas as problemáticas sociais que vão desde casos de preconceito, discriminação e violências, até momentos de solidariedade social. Os desafios sociais enfrentados por uma aluna transgênero é parte importante da trama, pois ela sofre preconceito de seus pares na instituição escolar. No curso da trama, a série problematiza o uso do banheiro. A personagem Natasha foi agredida dentro do banheiro masculino por seus pares na escola, e não conseguia utilizar o banheiro feminino por resistência das alunas. A solução encontrada pela professora Lúcia foi permitir que Natasha utilizasse o banheiro dos professores. Ao chegar na sala dos professores, foi impedida pela professora Sônia. Na demora da discussão entre as duas professoras, Natasha acabou se aliviando em uma lata de lixo que havia perto. A Figura 1 refere-se ao exato momento da cena.

Figura 1
Sala dos Professores

Os casos de preconceito e discriminação que emergem no contexto escolar refletem preconceitos e discriminações que são manifestados em outras esferas sociais. A instituição escolar é um emaranhado de casos de violência. Em uma cena do episódio nono da primeira temporada, um dos alunos, o Gleison, estava acobertando seu irmão, Gero, que estava na escola portando uma arma, baleado, e se escondia no espaço escolar depois de um dia de tiroteios na localidade. Até que a professora de história, Sônia, aparece para tentar controlar a situação, e Gero fala o seguinte:

você foi a única professora que me fez acreditar que eu podia ter uma vida melhor, […] eu acreditava que seu estudasse, eu ia poder ser alguém. Só que lá fora só respeitam o berro. Se não, continuam te humilhando todo dia, te humilham todo dia. Com o berro, todo mundo me respeita (Four, Spadaccini e Bilac, 2019 – Série Segunda Chamada, temporada 1, episódio 9).

Emocionalmente desesperado para salvar o irmão e impedir que a professora chame a polícia, Gleison pega a arma e a aponta para a professora, que professa o seguinte: “eu olho você, e não vejo o dono da boca. Eu vejo você sentado numa sala de aula. Um menino, cabeça esperta, cheio de dúvida, um bom aluno. Cleiton, não é a arma que vai dizer quem você é, são suas escolhas. A escola é sua única chance” (Four, Spadaccini e Bilac, 2019 – Série Segunda Chamada, Temporada 1, Episódio 9).

Ao tratar da violência armada e seus efeitos sobre o cotidiano das escolas, Ribeiro, Emerique e Ramos Jr. (2025) apresentam duas dimensões dessas violências: extramuros e intramuros. O primeiro caso está relacionado aos agentes e contextos externos à comunidade escolar, enquanto o segundo diz respeito às consequências e repercussões da violência armada no ambiente escolar. Essas dimensões operam de forma mútua, uma vez que as violências perpetradas em áreas conflagradas afetam as relações interacionais elaboradas no contexto escolar.

Um outro caso de preconceito e discriminação que ocorreu na escola diz respeito à xenofobia. Um casal de irmãos venezuelanos começa a vender comida com a finalidade de obter uma fonte de renda, já que para eles o trabalho formal não parece ser uma opção. Em dado momento, as vendas se estendem para o espaço escolar concorrendo com outro ponto de venda de duas estudantes brasileiras que se sentem no direito do monopólio. Em uma sala de aula aparece os dizeres expostos na Figura 2.

Figura 2
Sala de aula

Em todos os casos exemplificados até agora, a escola e os professores interviram com falas pedagógicas sobre a explicação da situação em questão, sobre a importância do respeito, dizendo que o sofrimento da discriminação é algo que atravessa muitos estudantes. Nessa dinâmica, o ator social representado pelo diretor escolar cumpre função crucial. Os estudos sobre gestão educacional o associam aos temas do desempenho acadêmicos de estudantes e da eficácia da escola (Brooke e Soares, 2008; Oliveira e Waldhelm, 2016). A percepção pedagógica da atuação dos gestores escolares extrapola os contornos administrativos e imprime uma função social de educador, influindo no ambiente escolar a favor da aprendizagem de estudantes e promovendo um trabalho pedagógico mais eficaz (Oliveira e Carvalho, 2018), especialmente, pela sua atuação na dimensão pedagógica (Polon e Bonanino, s/d.).

Nesse sentido, a instituição escolar é retratada como uma grande intermediadora das questões sociais que atravessam a vida das/os estudantes, e que acabam por afetar a vida escolar e suas trajetórias educacionais. A escola é representada na série dentro de uma bilateralidade de perspectiva: de um lado, os professores interpretam a escola como aquela responsável por proporcionar condições que ajudariam os alunos a terem uma condição de vida melhor. Por outro lado, as/os estudantes expressam constantemente essa dúvida sobre o papel da escola diante de tantas adversidades que a vida impõe. Essas questões fazem com que as olhares se misturem e que algumas falas reflitam a tentativa de escancarar os limites do papel da escola. Há como separar o social do escolar?

3. Qual o impacto da educação?

O livro “Expansão educacional, desigualdade e estratificação social: do desenvolvimento infantil ao mercado de trabalho”, organizado por André Salata (2025b), é composto por uma série de artigos sobre os processos educacionais em diferentes níveis de ensino. Em termos gerais, o livro aborda diferentes facetas das desigualdades educacionais, e como os marcadores sociais de classe, raça e gênero operam nas trajetórias escolares, bem como estruturam a posição no mercado de trabalho. Por meio de métodos e dados robustos, os trabalhos mergulham na compreensão sobre a sobrevivência de barreiras sociais e materiais nos processos de mobilidade social, mesmo em um contexto de expansão educacional.

O desenvolvimento teórico acerca das desigualdades sociais e das oportunidades educacionais decorre do avanço da compreensão do papel desempenhado pelas instituições de ensino na produção e reprodução das desigualdades sociais. Tradicionalmente, os estudos sociológicos sobre a educação têm se debruçado sobre os sistemas educacionais, problematizando os mecanismos sociais pelos quais as instituições escolares são canais de manutenção e reprodução dessas desigualdades. Partindo desse debate, a instituição escolar é atravessada pelos condicionantes macroestruturais, mas, igualmente, pelos processos internos que interferem na distribuição diferenciada de oportunidades educacionais. O sopro da visão positiva da educação enquanto um projeto de país foi possível pela expansão do sistema educacional às classes menos favorecidas. A esperança de retorno econômico da educação em termos de mobilidade social e desenvolvimento econômico dominou a função social da escola. O livro aborda os efeitos sociais da expansão educacional por meio de dois eixos de análise: mercado de trabalho e ingresso no ensino superior.

A mensuração dos dados educacionais e a análise dos impactos dos processos educacionais na mobilidade social ganharam centralidade com o investimento na coleta de dados sobre o desempenho de estudantes e a avaliação da educação. Esse movimento possibilitou o tratamento quantitativo dos dados educacionais e, com isso, o monitoramento da qualidade da educação (Almeida e Hey, 2018). Assim, tornou-se viável mensurar o impacto da escolarização nas trajetórias educacionais, como também seus impactos na produção e reprodução das desigualdades sociais. Diante desse cenário, coloca-se a questão central: qual tem sido o retorno da educação para as classes populares?

André Salata (2025) investiga o valor posicional da educacional, compreendido como relação entre a expansão educacional e o retorno do investimento na educação no contexto do mercado de trabalho. O autor demonstra que à medida que a escolarização se expande com o maior acesso à escola, o valor posicional da educação tende a intensificar, uma vez que as famílias com maior poder aquisitivo passam a direcionar seus recursos para níveis educacionais mais elevados de modo a sustentar uma vantagem comparativa sobre os grupos menos privilegiados (Salata, 2025). Esse movimento eleva o valor relativo das credenciais educacionais, contribuindo para a manutenção das hierarquias sociais.

Por conseguinte, a expansão educacional forçou aqueles que não tinham níveis de instrução mais altos a ocupações inferiores. […]. Portanto, adquirir credenciais mais altas tornou-se essencial para o acesso a ocupações de maior prestígio. Ao mesmo tempo, o diploma de ensino médio não é mais condição suficiente para escapar aos postos de trabalho menos desejáveis. Em resumo, atualmente é necessário acumular mais educação para se manter um passo à frente dos outros na fila de emprego (Salata, 2025, p. 106).

Nesse sentido, a expansão educacional se mostrou insuficiente para reduzir os efeitos das origens sociais sobre os destinos individuais. Essa concepção dialoga com as análises de Ribeiro (2025) acerca do fenômeno da “sobre-educação”, entendida como a situação na qual os indivíduos possuem nível de escolaridade maior do que o exigido pela função que ocupa no mercado de trabalho. A estrutura ocupacional do mercado não foi capaz de absorver o contingente crescente de pessoas mais escolarizadas. A chamada inflação das credenciais, por sua vez, favorece os indivíduos com maior capital educacional, reforçando as desigualdades preexistentes.

A origem socioeconômica constitui uma variável central para a compreensão dos efeitos do processo educacional sobre a mobilidade e transformação social, exercendo influência relevante tanto sobre as trajetórias educacionais, quanto sobre os processos de inserção laboral. Fernandes e França (2025) corroboram essa tese e avançam ao demonstrar que as características do domicílio, bem como a origem étnico-racial, interferem, de forma substantiva, no ingresso no mercado de trabalho e na continuidade dos estudos. Nesse sentido, as autoras articulam diferentes fatores de estratificação para analisar as trajetórias, evidenciando que os jovens do sexo masculino tendem a interromper os estudos no nível do ensino médio quando comparado às/aos jovens brancas/os, que os homens obtêm colocações com maiores rendimentos em relação às mulheres e que as profissões com melhores remunerações foram preenchidas por pessoas brancas.

Os dados das desigualdades sociais continuam a evidenciar a influência das origens sociais sobre as trajetórias educacionais. Stefani, Fagundes e Brito (2025) analisam a escola a partir das desigualdades de oportunidades no acesso ao ensino superior. O estudo investiga de que maneira os diferenciais de classe interferem na constituição de expectativa de progressão educacional após a conclusão do ensino médio. Os autores argumentam que a condição socioeconômica interfere nas expectativas de progressão educacional entre os estudantes do fim do ensino médio no Brasil (Stefani, Fagundes e Brito, 2025).

Dentro do tema do ingresso no ensino superior, Bartholo et al. (2025) elaboram os mecanismos de desigualdade no caminho até a graduação ao investigarem a proporção de jovens concluintes do ensino médio que se inscreveram e participaram do ENEM. O estudo indica que as duas taxas vêm caindo ao longo do tempo para concluintes das redes privada e pública. No entanto, o percentual é mais baixo para estudantes da rede pública e a diferença entre as taxas nas duas redes de ensino vem se acentuando. Portanto, entre 2013 e 2021, há uma tendencia de agravamento das desigualdades educacionais.

Tanto o livro quanto a série evidenciam os limites da educação em mitigar as injustiças sociais. Além disso, transborda um elemento persistente sobre o qual os estudos da sociologia da educação se dedicam, que são as oportunidades educacionais. A escola sendo, tradicionalmente, um componente de transformação social, ainda se apresenta como um dos protagonistas da reprodução das desigualdades.

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Referências

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  • BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. (org.) Escritos de educação Petrópolis: Editora Vozes, 2014.
  • BROOKE, Nigel; SOARES, José Francisco. Pesquisa em eficácia escolar: origem e trajetória. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.
  • FERNANDES, Danielle Cireno; FRANçA, Valesca ágata. Expansão educacional, transição para o mercado de trabalho e gênero. In: SALATA, André. (org.) Expansão educacional, desigualdades e estratificação social: do desenvolvimento infantil ao mercado de trabalho. Porto Alegre: ediPUCRS, 2025.
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  • OLIVEIRA, Ana Cristina Prado de; CARVALHO, Cintia Paes de. Gestão escolar, liderança do diretor e resultados educacionais. Revista Brasileira de Educação, v. 3, p. 1-18, e230015, 2018. Disponível em: https://www.anpae.org.br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0521.pdf Acesso em: 17 abr. 2026.
    » https://www.anpae.org.br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0521.pdf
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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    06 Jul 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    17 Dez 2025
  • Aceito
    18 Mar 2026
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