Resenha da obra "O mundo do avesso: verdade e política na era digital", escrita por Letícia Cesarino (2022)1
Letícia Maria Costa da Nóbrega Cesarino é antropóloga e pesquisadora brasileira, graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2004, mestra em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) em 2006 e doutora em Antropologia pela University of California/Berkeley em 2013. É professora vinculada ao Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em estudos tecnológicos e análise crítica de dados, pesquisando também a cibernética e suas complexidades. Dentre outros temas correlacionados, estuda também teorias dos sistemas e antropologia digital. Coordena projetos de estudo transdisciplinares de métodos mistos, algoritmos, plataformizações e de combate à desinformação nas mídias sociais em conjunto com o Laboratório de Humanidades Digitais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o InternetLab.
Tal obra busca discutir as complexas relações midiáticas que polarizavam, fortemente naquele momento, o cenário político e social brasileiro através das plataformas midiáticas e também como isso afetava as estruturas sociais. O livro possui aproximadamente 300 páginas, apresentando-se sequenciado em: introdução; parte 1, com dois capítulos intitulados “Sistemas dinâmicos e a perspectiva cibernética” e “O ‘mal-estar’ na Plataformização”; parte 2, também com 2 capítulos intitulados “Política: algoritmização e populismo” e “Verdade: conspiracionismos e alt-sciences”, totalizando 4 capítulos; e, por fim, uma síntese intitulada “Sobre fins e recomeços”. Cesarino (2022) objetivou compreender as estruturas, infraestruturas e os sistemas da digitalização da política e das construções de narrativas como verdades, utilizando como pano de fundo a crise pandêmica mundial da Covid-19 (2020-2022) e o desgoverno negacionista e fascista do então presidente Jair Messias Bolsonaro (2018-2022).
A autora, em sua introdução, aponta para as rápidas mudanças sociotecnológicas a nível global e para os esforços da sociedade em buscar entender e, mais do que isso, acompanhar tais mudanças que se tornaram cada vez mais frequentes e abruptas. Conceitos no âmbito tecnológico são levantados pela autora, porém buscando compreender para além do uso fruto da política e suas polarizações e enxergando a tecnicidade como meio de se acessar os fenômenos dos sistemas (intra e inter) relacionados.
Para a pesquisadora, “a ideologia cientificista da objetividade produzidas por especialistas está em crise”, assim o conhecimento tecnicista e científico vem sendo substituído e não é pelo “faça você mesmo” tão difundido nas mídias sociais, mas pelas ciências da complexidade, estas mais profundas e engenhosas (Cesarino, 2022, p. 15). A autora tece, através de um panorama do cenário político social e dos embates alavancados por eleitores durante o processo eleitoral no Brasil, as percepções de como se construíam as narrativas utilizadas pela direita política e como estas ganhavam destaque nas plataformas digitais e na conjuntura do próprio processo eleitoral, que se observava demasiadamente polarizado.
Letícia Cesarino (2022) observou que o pleito brasileiro trouxe similaridades com uma onda global em ascensão da direita: a utilização da tecnopolítica. Observou-se que candidatos à margem do centro de predileção costumaz do eleitorado ganhavam cada vez mais notoriedade nas plataformas midiáticas, arregimentando massas e movimentos populares, e tais eventos foram adensados durante a pandemia. Tais ações catapultavam esses sujeitos, antes marginais no processo eleitoral, a figuras decisivas no cômputo deste mesmo processo, como observou-se outrora adiante.
A direita fascista subverte o sistema difundindo fakenews, desinformação e contrainformação através das mídias digitais, usando, dentre os seus meios, a máquina pública, bem como as instituições e entidades, como igrejas, empresas e artistas compactuadas com o engodo promovido pelo consórcio político que visava, dentre vários objetivos, à mudança da agenda política brasileira e ao atendimento da fome voraz do mercado capitalista global. As plataformas digitais se tornaram verdadeiros palcos e palanques políticos de debates e construção de narrativas, as quais ganhavam cada vez mais projeção e celeridade na dispersão entre grupos de orientação e simpatizantes políticos – e desta maneira a tecnopolítica foi apropriada de modo eficiente pela “nova” direita política brasileira.
Dentre as análises algorítmicas e o estudo dessas plataformizações observadas, a autora desenvolve uma explicação cibernética – como ela diz, baseada em uma perspectiva nomeada por Gregory Bateson (1972), que utilizava a cibernética. Tal perspectiva é utilizada por Cesarino (2022) nesse estudo como uma interface de relações e entendimento, porém de maior amplitude conceitual do que aquela atrelada ao senso comum ou mesmo ao ideário de Norbert Wiener (1948), que já configurava nos anos 40 a cibernética como uma super ciência capaz de explicar todo o campo da comunicação e o controle das máquinas e dos organismos vivos (Cesarino, 2022). Buscando compreender as conexões em sua complexidade e assim entender conjunturalmente as infraestruturas que as sustentam. Para a pesquisadora:
as novas mídias favorecem uma dinâmica sistêmica que chamo, com base no antropólogo Victor Turner (2013), de antiestrutural. A antiestrutura é a antinorma: àquelas camadas marginais, latentes, heterodoxas do sistema numa dada configuração sociohistórica (Cesarino, 2022, p. 15).
Cesarino (2022) pontua que considerando a ocorrência de uma crise sistêmica em seu centro organizador, em uma determinada configuração, faria emergir à superfície a antiestrutura. Esta, por sua vez, tensionaria o sistema como um todo aos seus limites estruturais, fazendo com que os extremos se toquem e se recombinem ao solaparem sobre si mesmo. Em outras palavras, a problematização levantada pela autora engloba o minucioso estudo do comportamento das estruturas sociais, que sob pressões instáveis implodem sobre si mesmas, proporcionando uma auto convergência dessa estrutura através de suas margens a ponto de se tocarem em seus extremos, refletindo uma (margem) sobre a outra, como uma espécie de espelho (e daí a ideia do avesso, o que a autora aponta como antiestrutura). Não obstante, a autora tece sua tese analisando proficuamente o comportamento dessas antiestruturas.
Na parte 1, no primeiro capítulo – “Sistemas Dinâmicos e a perspectiva cibernética” –, a autora se propõe a explicitar formas de ver os sistemas no mundo através da perspectiva cibernética batesoneana. Para Cesarino (2022), tais sistemas são fenômenos vistos a partir de outra dimensão do real, explicitando, dessa forma, a dificuldade do indivíduo comum em enxergar esses mesmos sistemas. A pesquisadora aponta para um pré condicionamento da sociedade ocidental que enxerga o mundo de maneira linear, cartesiana e determinista. Elenca que tais perspectivas do viés sistêmico, embora sempre presentes na história moderna, ocupam locais marginais. Tal dinâmica perpassa não apenas os diferentes domínios nos quais organizamos os sistemas sociais, como a política, a religião e a economia, mas também orienta o funcionamento de outros sistemas aos quais, no Ocidente, atribuímos à Natureza.
Os debates nessa obra sobre populismo, pós-verdade, neoliberalismo e afins se arregimentam não só na perspectiva linear desses fenômenos, mas em uma perspectiva alternativa a qual a autora propõe. Pondo em ênfase as infraestruturas que alicerçam esses fenômenos através de uma dinâmica transversal, que resulta em superação de sua própria conjuntura particular. Precisando, pois, que se “supere dicotomias entre corpo e alma, ou natureza e cultura” (Cesarino, 2022, p. 27). Ao adotar a perspectiva ecológica da mente de Bateson (1972), a autora compreende que embora seja única, ela se sobrepõe às diversas outras perspectivas em campos distintos acadêmicos e não acadêmicos.
Assim, a cibernética batensoneana engloba outras concepções como teorias do sistema e a teoria da informação, dentre outras, ancorada em autores como Norbert Wiener (1948), Humberto Maturana (1994) ou Niklas Luhmann (1971). Cesarino (2022) invoca outras abordagens entendidas como adjacentes, como a do materialismo histórico-dialético, estruturalismo, pós-estruturalismo, a psicanálise (lacaniana), teoria do caos ou mesmo metafísica budista, como exemplo.
Segundo a autora, a teoria antropológica já opera em uma camada analítica próxima à cibernética (Cesarino, 2022). Aponta ainda que a cibernética deve ser vista em articulação com outros movimentos igualmente centrais à trajetória das sociedades ocidentais ao longo do século XX. Para Cesarino (2022), Bateson já previa a possibilidade de captura do conhecimento produzido pela cibernética, ao que o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Eisenhower, classificou como complexo industrial militar atentando para possíveis contradições e ameaças para as sociedades democráticas.
Não obstante, Cesarino (2022) se utiliza de múltiplos conceitos e teorias, a exemplo da filosofia de Thomas Kuhn, da ciência do caos e da não linearidade sistêmica, da fractalidade e das estruturas dissipativas e sistemas complexos de Ilia Prigogine, entre outros pensadores. A autora, como citado anteriormente, traz a temática das novas ciências da não linearidade à fractalidade para o corpo da obra, esta última aceita como categoria de análise ao padronizar a coemergência entre usuários e algoritmos em rede.
Já a ideia de estruturas dissipativas em sistemas em crise, portanto longe do equilíbrio, comunga com o pensamento do cientista Prigogine e da filósofa Isabelle Stengers, os quais, segundo Cesarino, defendem que a “ideia de reorganização do sistema longe do equilíbrio se daria apenas com base em dinâmicas diferentes em consideração às que se situam em estados estáveis” (Cesarino, 2022, p. 58).
No segundo capítulo – “O mal-estar nas Plataformizações” – a autora invoca conceitos sobre as indústrias tech em face ao modelo econômico adotado e influenciado pela Big Data ou sobre a crise securitária pós 11 de setembro, denominada de Capitalismo da Vigilância recuperando pensadores como Morozov (2018) e Zuboff (2021). Porém, a discussão sobre a crise do sistema persiste pondo em voga a perspectiva do capitalismo liberal, que inflige a sociedade a um mal-estar generalizado decorrente do choque de interesses do indivíduo social e da máquina como o próprio sistema social.
Uma inversão técnica central realizada pela indústria tech, na qual se ancoram outras discutidas aqui, se dá na própria relação pela qual agente e ambiente coemergem. Os ambientes das novas mídias são construídos a partir de um pressuposto inverso àquele que orienta a normatividade e o senso comum na modernidade liberal: o usuário humano não é o agente, mas o ambiente, para a agência de sistemas não humanos. É assim que se estruturam, não apenas as arquiteturas cibernéticas das plataformas, mas a própria lógica econômica que orienta o mainstream da indústria tech (Cesarino, 2022, p. 89).
Dessa forma, é importante o entendimento das desestabilizações como componentes de uma dinâmica que se apresenta em não linearidade sistêmica e que se afastam do ponto de equilíbrio. A autora discute como tal materialidade tecnicista é aplicada aos processos, corroborando a hipótese de que os padrões antiestruturais não somente existem em sistemas afastados do ponto de equilíbrio, mas também coexistem de forma a serem orientados por uma materialidade baseada numa infraestrutura construída com base em pressupostos invertidos.
Para Cesarino (2022), a discussão da política nas infraestruturas técnicas das novas mídias se materializa sob um viés sistêmico e favorável às forças sociopolíticas e epistêmicas que reverberam consoantes com uma convergência ultraliberal e reacionária, fazendo incidir, por fim, nas forças antiestruturais. O entendimento de um público antiestrutural é visto nesse capítulo ao invocar os conceitos precípuos do antropólogo britânico Victor Turner e os demais pensadores da corrente estrutural-funcionalista britânica.
Já na parte dois, no terceiro capítulo – “Política: algoritmização e populismo” –, a autora se utiliza do processo eleitoral brasileiro de 2018 como pano de fundo. No caso sob análise, a tecnicidade (Simondon, 2021) das novas mídias reverbera tanto em processos contestatórios de massas, como observado em julho de 2013, como nos processos de reintermediação contraditória, observados no fenômeno do populismo digital. Os próprios sujeitos/atores têm reconhecido que, sem a força da tecnopolítica, não teriam logrado êxito. Portanto, coube às novas mídias o sucesso do avanço contundente da ultradireita no cenário político brasileiro (Cesarino, 2022).
Cesarino (2022) fala ainda da economia de atenção na qual, com o propósito de angariar adesão e aderência do público, personagens criam e/ou propagam narrativas com promessas de ascensão social coletiva ou mudanças radicas no sistema vigente e desgastado. Esse viés do populismo alicerçou as plataformas midiáticas lançando a outro patamar a “era do populismo digital”. No caso brasileiro,
a chave cibernética chamou atenção para outras dimensões da dinâmica populista: presença de uma ameaça existencial iminente, deslegitimação de estruturas de produção de verdade preexistentes (imprensa, academia) para isolar os seguidores em públicos fechados, em uma relação de mimese inversa, onde o inimigo aparece como espelho invertido da identidade líder-povo (Cesarino, 2022, p. 149).
Cesarino (2022) fala que diversos conceitos foram criados para descrever essa nova convergência tecnopolítica: o cyberpopulismo (Gerbaudo, 2017); o populismo algorítmico (Maly, 2019); ou digital (Bulut e Yoruk; 2017; Cesarino, 2019; 2020). Porém nenhum desses atrelavam as novas mídias à ascensão dos movimentos da direita ultraconservadora e fascista.
Assim, considerando a cibernética para uma melhor compreensão da crise de confiança que se estabeleceu no país, em especial da ciência e da política, trilhou-se esse percurso, considerando Mauss, Cesarino (2022) pontua o bolsonarismo como um fenômeno técnico. Dessa forma a autora aponta os diagnósticos recentes na esfera pública, como desinformação, radicalização partidária ou conspiracionismos.
A perspectiva cibernética grifou as interfaces das dinâmicas do populismo digital destacando a arquitetura das plataformas midiáticas pró bolsonaristas e inclusas das affordances,2 que Cesarino aborda conceitualmente em capítulos anteriores. As affordances projetam padrões “favoráveis aos populismos da direita radical” (Cesarino, 2022, p. 153).
Para o quarto capítulo, intitulado “Verdade: conspiracionismos e alt-scienses”, a autora pontua a sincronicidade entre os eventos de crises políticas na sociedade e os questionamentos sobre a validação da ciência e da academia – para Cesarino (2022), ambos os eventos constituem uma crise única e, por entendimento, indissociável.
Para Cesarino (2022), as contundentes mudanças na forma de produção de verdade no Brasil acabaram por alterar o paradigma, recebendo o nome de “pós-verdade”. O tema da pós verdade demonstra bem como as novas mídias não operam num vácuo, mas em estreita convergência. Segundo a autora, “a explicação cibernética permite visualizar, ainda, como a bifurcação amigo-inimigo que forma os públicos conspiratórios triangular como uma ferradura entre os dois extremos epistêmicos da conspiritualidade e da eu-pistemologia” (Cesarino, 2021a; Cesarino 2021b; Cesarino, 2022, p. 241).
Sendo assim, Cesarino (2022) utiliza o termo “pós-verdade” para designar os processos de desinformação, contrainformação e/ou fakenews. Os alt-scienses, para a autora, sintetizam os fenômenos reunidos sob a égide do negacionismo ou da pseudociência, inserindo um contra movimento que faz ressignificar conceitos e valores. Como no caso da política, chegamos à topologia similar à do atrator de Rossler.3 Os segmentos conspiratórios, embora relativamente reduzidos, exercem a função chave de operar a dupla torção que bifurca os dois lados do atrator.
Finalizando a obra, Leticia Cesarino (2022) escreve a seção intitulada “Sobre fins e recomeços”, notadamente uma síntese conclusiva de sua obra, arrematando ao citar Empoli (2019) através de sua obra “Os engenheiros do caos”, na qual fala que a dinâmica de explosão do centro pelas margens, acelerada pelas novas ideias, torna o sistema político cada vez mais instável. E assim provoca:
até quando será possível governar sociedades atravessadas por impulsos centrífugos cada vez mais potentes? (...) Este livro converge com seu diagnóstico sobre as inversões antiestruturais. Porém, sugere que a mesma infraestrutura que acelera a desorganização sociotécnica está, simultaneamente, propiciando formas emergentes de reorganização. (...) A polaridade entre soberania/populismo e governabilidade/tecnocracia, por exemplo, que marca o equilíbrio entre o delicado Estado democrático de direito, está menos desaparecendo do que sendo redesenhada. As novas mídias parecem estar propiciando uma bifurcação transversal em que uma camada comunicativa “populista” orientada por uma política de afetos passa a coexistir com camadas menos visíveis de controle e governo por vias algorítmicas e tecnocráticas (Cesarino, 2022, p. 271).
A descrença e insegurança coletiva da sociedade nas instâncias públicas da política, da educação, do direito e da saúde (Brown, 2019) foram transferidas para a instância privada, podendo abranger seus familiares, igrejas, redes pessoais e do trabalho, empreendimentos, novos coachs e até gurus devendo, pois o indivíduo se sacrifica por tais, caso necessite. Tal perspectiva destoa da imagem do social do século XX, baseada nas ideias de sociedade civil, esfera pública liberal e o Estado democrático de direito. Tendo sido contaminada ao longo dos anos em todas as esferas da vida pela lógica do mercado (Brown, 2019) – restando a nossa cognição como última fronteira desse contínuo extrativismo (Chun, 2016; Neto, 2020; Zuboff, 2021).
Cesarino (2022, p. 279) salienta a urgência de uma nova abordagem a ser adotada no fazer e compreender a política, pois, para a autora, a construção democrática de uma nova sociedade “reside na capacidade de adaptação ao sistema das práticas políticas”. Inserindo novos olhares e perspectivas como os saberes dos povos originários, reformulando e rediscutindo práticas e políticas, e assim maneiras de se construir um novo mundo sob um novo prisma considerando cosmovisões e o conhecimento ancestral advindo da natureza, reinserindo-os num processo dialógico de reconstrução social, repensando esse novo mundo a partir (também) das coletividades marginalizadas, como a juventude negra, mães solteiras, os quilombolas, os sem-terra e afins, respeitando as humanidades percebidas e os lançando ao protagonismo social e político das decisões.
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A presente resenha surge como proposta avaliativa da disciplina PCS1014 – Teorias Sociais Contemporâneas, cursada durante o doutoramento em Ciências Sociais e ministrada pelo prof. Dr Lucas Trindade da Silva, professor permanente e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgCS/UFRN).
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A terminologia affordances nasce na psicologia e tem por autor James Gibson (1966).
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O atrator de Rossler é uma equação desenvolvida pelo bioquímico alemão Otto B. Rossler que estuda a teoria do Caos, endofísica, universos artificiais, micro relatividade, biogênese, sistemas de posicionamento algorítmico e atratores caóticos.
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