Objetivo: as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) têm impacto no desenvolvimento econômico, social e científico. Estudos sobre essas áreas na educação são frequentes na educação básica e superior, quando comparados à educação profissional e tecnológica, especialmente sobre cursos técnicos de nível médio. A ausência de uma classificação nacional que permita identificar esses cursos limita a ampliação do conhecimento em outros níveis. Este artigo propõe um método e cria uma base de dados técnico-científica de cursos técnicos de nível médio que possibilita identificar cursos nas áreas de STEM em nível nacional.
Método: utilizou-se a metodologia design science research, propondo método e instanciação (base), na qual os cursos do 4º Catálogo Nacional de Cursos Técnicos foram classificados segundo o International Standard Classification of Education Fields of Education and Training 2013. Um estudo de caso longitudinal (2018-2021) sobre a presença feminina nas áreas de STEM na Educação Profissional Técnica de Nível Médio foi realizado para avaliar a implementação da base no contexto dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, demonstrando a utilidade, a aplicabilidade e a eficácia dos artefatos.
Resultados: a base resultante constitui uma estrutura de classificação nacional, alinhada a parâmetros internacionais, que viabiliza a realização de estudos sobre a trajetória educacional de estudantes de cursos técnicos de nível médio nessas áreas no Brasil.
Conclusões: evidências e indicadores são fundamentais para definir e reconhecer um problema. O artigo propõe uma estratégia para expandir análises padronizadas para pesquisa e planejamento educacional sobre STEM e impulsionar uma agenda de políticas públicas na educação.
Palavras-chave:
cursos técnicos de nível médio; base de dados técnico-científica; design science research; STEM; formação da agenda
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Fonte: Elaborado pelas autoras no Bizagi. Ilustração dos passos para classificação dos cursos conforme método proposto com base no ISCED-F 2013.
Fonte: Base de dados técnico-científica elaborada pelas autoras.
Fonte: Elaborada pelas autoras.
Fonte: Gráfico de barras agrupadas para as frequências absolutas (n) e relativas (%) de matrículas no Brasil no período de 2018 a 2021, de acordo com o sexo do matriculado e a área geral. Curso técnico. N = 369.522.
Fonte: Gráfico de linhas para a frequência (n e %) de matrículas do sexo feminino no Brasil no período de 2018 a 2021, no ensino técnico. As linhas pontilhadas indicam a tendência linear dos dados. N = 369.522.
Fonte: Gráfico de barras para a proporção (%) de mulheres matriculadas em cada curso no Brasil no período de 2018 a 2021. O gráfico mostra os cinco cursos com a maior e os cinco cursos com a menor proporção de mulheres por ano. Curso técnico. N = 369.522.
