O objetivo do artigo é investigar como o contato com a natureza afeta o desenvolvimento biopsicossocial de crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O estudo é qualitativo, exploratório e descritivo, baseado em pesquisa bibliográfica e de campo, seguindo os princípios do Método de Aprendizado Sequencial, proposto por Joseph Cornell. A pesquisa de campo foi desenvolvida com um grupo de crianças que apresentaram laudo com TDAH, na faixa etária de 7 a 12 anos, que, no início da pesquisa, estavam matriculadas regularmente em escola pública municipal da cidade de Crato - CE. As atividades foram realizadas na Zona de Uso Público (ZUP) da Floresta Nacional do Araripe-Apodi (FLONA), no Parque Ecológico Riacho do Meio e no Sítio Pinheiros, na cidade de Barbalha. Como procedimentos técnicos, foram utilizados a observação, registros em guias e em diários de campo e a interpretação dos dados. Trata-se de um estudo de caso múltiplo, realizado por meio de intervenção socioambiental. O estudo evidenciou que, por meio do contato direto com a natureza, além de as crianças vivenciarem experiências genuínas, apresentaram a minimização de sintomas pontuais, no TDAH, no momento da intervenção como também um melhor desenvolvimento dos aspectos cognitivos (maior conhecimento e compreensão) e socioafetivos (habilidades de comunicação, convívio em equipe, valores e autopercepções).
Palavras-chaves:
Vivências com a natureza; TDAH; desenvolvimento biopsicossocial
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Fonte: A autora (2019).