A formação para uso dos Métodos Projetivos nos processos de avaliação psicológica é tema relevante e sempre atual, mas pouco abordado nos últimos anos. Os Métodos Projetivos, como Rorschach e Teste de Apercepção Temática (TAT), permitem acessar dinâmicas internas únicas das pessoas, mas enfrentam desvalorização acadêmica e redução de carga horária em currículos de graduação. Neste artigo, pretende-se inicialmente apresentar a abordagem idiográfica como pressuposto teórico de fundamental relevância nesse campo. Em seguida será exposto um resgate histórico sobre o status do ensino e a utilização desses métodos em âmbito internacional para, posteriormente, afunilar reflexões sobre a realidade brasileira. Se outrora os desafios da área perpassavam pelas distâncias geográficas num país de tamanho continental, atualmente os desafios envolvem o tempo destinado à formação e ao uso dos Métodos Projetivos numa sociedade marcada pela modernidade líquida e McDonaldização das práticas profissionais. Por fim, serão apresentadas perspectivas para formação e prática com ênfase nas avaliações psicológicas multimétodos.
Palavras-chave:
Formação em Psicologia; Métodos Projetivos; Ensino