O Amapá, na Amazônia brasileira, e a província de Santa Cruz, na Patagônia argentina, são considerados territórios fronteiriços, tanto em termos geográficos da fronteira como nas formas de desenvolvimento, fato que tem produzido consideráveis situações de conflito. O objetivo central da pesquisa foi analisar a acumulação capitalista na zona de fronteira em duas províncias/estados, uma ao norte e outra ao sul do continente sul-americano, em relação aos grandes projetos econômicos e as disputas frente aos movimentos socioterritoriais. Em termos de método, partimos do decolonialismo e ecologia política como forma de demonstrar a relevância dos movimentos socioterritoriais, com base na oralidade, informações em bancos de dados oficiais, realização de mapas e imagens. Como resultado, percebemos que os discursos desenvolvimentistas prevalecem, seja via Estado ou dos grandes empreendimentos capitalistas, levando à negação ou desqualificação daqueles que ou são diretamente afetados/desterritorializados ou lutam pelo direito ao território de vida.
Palavras-chave:
Fronteira; desenvolvimento; disputas.
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Fonte: Comissão Pastoral da Terra (CPT),
Fonte: O autor (2022).
Organização: O autor (2022).
Fonte e organização: O autor (2022).