À luz da hipótese de que os termos linguísticos usados para nos referirmos à Pessoa com Deficiência no Português Brasileiro contribuem para a sua constituição como sujeito cidadão de direitos, empreende-se esta análise com base em pesquisa realizada na Biblioteca do Senado Federal com os vocábulos “portador” e “deficiência”, tomando os períodos de 1995, 2005 e 2015 como recortes diacrônicos para reunião das ocorrências em materiais promulgados por órgãos governamentais. A partir das orientações teórico-metodológicas das Tradições Discursivas, em aliança com os Estudos Discursivos Foucaultianos que tratam do processo de objetivação, o arcabouço teórico é uma lente de estudo aos termos de referência à PcD, que lhe constituem uma historicidade. Observamos a evolução diacrônica de tais termos na direção de corroborar uma posição de sujeito ativo do PcD, assim, tal evolução nos documentos contribui ao debate acerca da linguagem capacitista hodierna para o reconhecimento da pessoa, não portador, de deficiência.
Palavras-chave:
Tradições Discursivas; Pessoa com Deficiência; Português Brasileiro
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Fonte: Biblioteca do Senado.
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