Open-access Copiar ou criar? Algumas possibilidades de enriquecimento das narrativas jornalísticas sobre ciência e tecnologia a partir de press-releases

¿Copiar o crear? Algunas posibilidades para enriquecer las narrativas periodísticas sobre ciencia y tecnología a partir de comunicados de prensa

Resumo

Este estudo investiga como os press-releases (PR) são usados e como poderiam ser aprimorados durante o processo de produção jornalística. Uma amostra de 322 PR publicados no repositório EurekAlert! foi examinada por meio de uma análise de conteúdo, complementada por uma abordagem sociotécnica e pela observação das práticas de produção jornalística. Os resultados indicam que o churnalismo (reprodução total ou parcial do texto original) predomina: um em cada quatro PR foi reproduzido literalmente, um em cada dois sofreu pequenas alterações e um em cada cinco recebeu acréscimos complementares que aumentaram seu valor jornalístico. A análise revela uma relação inversa entre a complexidade de uma estratégia e sua frequência de uso. Isso é evidenciado pela aplicação menos frequente de técnicas mais exigentes, como: entrevistar pesquisadores não diretamente envolvidos no trabalho relatado, citar ressalvas ou alertar que os resultados anunciados em conferências são meramente resumos de estudos em andamento. Expandindo esses resultados, o arcabouço teórico e prático sugere nove possibilidades para enriquecer matérias jornalísticas baseadas em PR. Essas possibilidades enfatizam a inclusão de atores além daqueles diretamente envolvidos na pesquisa, destacando suas conexões e as incertezas quanto aos resultados e à continuidade do trabalho científico.

Palavras-chave
Jornalismo Científico; Divulgação Científica; Teoria Ator Rede; Press-Releases

Abstract

This study examines how press releases (PRs) are used and how they could be improved during the journalistic production process. A sample of 322 PRs published in the EurekAlert! repository was examined through content analysis, complemented by a sociotechnical approach and observation of journalistic production practices. The findings indicate that churnalism (the full or partial reproduction of the original text) is prevalent: one in four PRs was reproduced ipsis litteris (verbatim), one in two underwent minor alterations, and one in five received complementary additions that increased its journalistic value. The analysis reveals an inverse relationship between the laboriousness of a strategy and its frequency of use. This is evidenced by the less frequent application of more demanding techniques, such as: interviewing researchers not directly involved in the reported work, citing caveats, or warning that results announced at conferences are merely abstracts of ongoing studies. Expanding upon these results, the theoretical and practical framework suggests nine possibilities for enriching journalistic stories based on PRs. These possibilities emphasize the inclusion of actors beyond those directly involved in the research, highlighting their connections and the uncertainties regarding the results and the continuation of the scientific work.

Keywords
Scientific Journalism; Scientific Dissemination; Actor-Network Theory; Press Releases

Resumen

Este estudio examina cómo se utilizan los comunicados de prensa (CP) y cómo podrían mejorarse durante el proceso de producción periodística. Se examinó una muestra de 322 CP publicados en el repositorio EurekAlert! mediante análisis de contenido, complementado con un enfoque sociotécnico y la observación de las prácticas de producción periodística. Los hallazgos indican que el churnalismo (reproducción total o parcial del texto original) es prevalente: uno de cada cuatro CP se reprodujo ipsis litteris (texto textual), uno de cada dos sufrió modificaciones menores y uno de cada cinco recibió adiciones complementarias que aumentaron su valor periodístico. El análisis revela una relación inversa entre la complejidad de una estrategia y su frecuencia de uso. Esto se evidencia en la aplicación menos frecuente de técnicas más exigentes, como entrevistar a investigadores no directamente involucrados en el trabajo reportado, citar advertencias o advertir que los resultados anunciados en congresos son meros resúmenes de estudios en curso. Ampliando estos resultados, el marco teórico y práctico sugiere nueve posibilidades para enriquecer las historias periodísticas basadas en CP. Estas posibilidades enfatizan la inclusión de actores más allá de los directamente involucrados en la investigación.

Palabras clave
Periodismo Científico; Divulgación Científica; Teoría del Actor Red; Notas de prensa

Introduction

Os press-releases (PR, sigla que valerá aqui para o singular e o plural) constituem uma das fontes de informações para o noticiário jornalístico sobre ciência e tecnologia. Eles se somam a outras práticas jornalísticas, como contato direto e entrevistas com cientistas e diretores de centros de pesquisa e agências de financiamento, visita a laboratórios, acompanhamento de expedições, congressos e outros eventos científicos e acesso direto a publicações e outros materiais.

Os PR são documentos oficiais de divulgação de informações relevantes de instituições públicas ou privadas. Seu alcance é amplo: Oliveira et al. (2024) examinaram quatro agências de notícias sobre ciência – duas internacionais, a EurekAlert! e sua similar europeia AlphaGalileo, e duas nacionais, Science Media Centre, do Reino Unido, e Bori, do Brasil – e concluíram que seus conteúdos, por estarem acessíveis on-line para qualquer interessado, podem atingir um público que se estende para além dos jornalistas cadastrados.

Estruturado de forma jornalística, o PR apresenta uma síntese de projetos, eventos ou resultados científicos recentes. Desse modo, amplia a visibilidade tanto da pesquisa quanto da instituição e, por meio de informações complementares, como contatos para entrevistas, procura motivar as equipes dos meios de comunicação a desenvolverem matérias jornalísticas (Carver, 2014). Orlandi considera os PR – e, de modo geral, a divulgação científica – uma versão ou reformulação dos artigos científicos (Orlandi, 2010, 2001).

Os PR são geralmente produzidos por equipes de jornalistas, de relações públicas e/ou marketing e, como as matérias jornalísticas, seguem os princípios da divulgação científica apontados por Livramento Chaves e Alvarez (2022): dirigem-se a um público geral, que supostamente não poderia entender a informação especializada, e procuram ampliar o conhecimento sobre a produção científica e tecnológica. Guardam, porém, diferenças essenciais: o PR divulga sempre uma visão positiva de um produto, empresa ou instituição – razão pela qual é considerado como instrumento de relações públicas, objetivando o reforço da imagem e da credibilidade institucionais (Carver, 2014; Vogler & Schäfer, 2020) –, enquanto a notícia jornalística deve ou deveria informar de maneira imparcial e equilibrada; o PR apresenta apenas o ponto de vista da instituição, enquanto a notícia deveria expor também visões diferentes, após apuração e checagem das informações (Escola DNC, 2024). Desse modo, difere também o papel dos jornalistas, quando em posições distintas: o do assessor de imprensa, que é quem geralmente produz os PR, é zelar pela instituição em que trabalha ou para a qual presta serviços, enquanto o do jornalista de publicações independentes é examinar a relevância das pesquisas e das instituições, apresentando-as no devido contexto (Autzen, 2014; Zhang et al., 2024).

Alguns estudos já examinaram as relações dos PR com o material de que se originam ou que originam. Vogler e Schäfer (2020) detectaram uma crescente influência dos PR na Suíça ao examinarem 5.378 PR produzidos entre 2003 e 2017 pela Universidade de Zurique e as 13.985 reportagens geradas por eles em quatro grandes jornais do país. Summer et al. (2014) alertam para a parcialidade dos PR, que, confrontados com os artigos científicos que lhes deram origem e as notícias na imprensa que motivaram, evidenciam um tom noticioso excessivamente otimista e alegações causais exageradas; as notícias refletem exageros do PR e por vezes apresentaram conclusões diferentes das do artigo científico original.

A despeito das limitações, para os jornalistas os PR são úteis por fornecer as informações básicas do assunto a ser tratado e, assim, permitem ganhar tempo e facilitam seu trabalho. Gerou-se, porém, uma interdependência, na medida em que, em alguns casos, mais de 65% das sentenças em reportagens sobre ciência refletiram uma alta similaridade com o PR original, conforme análise feita por Comfort et al. (2024) de 414 artigos científicos publicados em Nature e Science, que resultaram em 298 PR e 678 notícias.

A interdependência, satisfatória para os criadores de PR, mas preocupante do ponto de vista dos consumidores de notícias em publicações supostamente independentes (Comfort et al., 2024), gera o chamado churnalismo, termo derivado de churn out (produzir com rapidez e em grande quantidade algo normalmente de baixa qualidade) criado pelo jornalista Waseem Zakir, da BBC. É usado para designar a produção de material jornalístico de segunda mão, sem verificação ou reportagem independente, com pouca ou nenhuma alteração, apenas reescrevendo ou aproveitando integralmente o material de PR ou de notícias de agências, como forma de driblar a excessiva carga de trabalho, a escassez de jornalistas nas redações e a pressão de custo e tempo (Harcup, 2015, p. 8; Pack, 2020, p. 6-13; Mellor, 2024, p. 11; Jackson & Moloney, 2015).

Heyl e Guenther (2020), com uma amostra de 40 PR divulgados por universidades da África do Sul ao longo de cinco meses e 40 matérias noticiosas correspondentes, concluíram que a mídia naquele país está geralmente republicando PR, sem creditar as fontes, já que somente 11 reportagens continham informações ou entrevistas adicionais. Desse modo, os jornalistas deixam de lado o papel crítico e investigativo que se espera deles, limitando-se a uma cobertura enviesada e a uma visão da ciência distorcida, porquanto unilateral. Heyl e Guenther advertem que o acesso a PR não deveriam substituir o trabalho dos jornalistas de ler os artigos científicos, entrevistar pesquisadores e escrever suas próprias matérias.

Este estudo tem um objetivo semelhante ao de Comfort et al. e de Heyl e Guenther ao comparar PR com os textos deles derivados, mas, em vez de procurar semelhanças, ou seja, evidências de churnalismo, pretendo ir além e buscar as transformações da linguagem e do enfoque geradas a partir dos PR para ver que estratégias emergiram e eventualmente outras que poderiam ser usadas.

Uma descoberta casual motivou esta pesquisa. Em 2023, como jornalista profissional, encontrei um PR da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, tratando da devolução à Nigéria de 116 objetos mantidos em seu Museu de Arqueologia e Antropologia, levados pelas forças armadas britânicas durante o saque da cidade de Benin em 1897 (Cambridge..., 2022). O comunicado motivou uma reportagem no jornal The Guardian, de Londres, que trabalhou e ampliou a notícia, acrescentando comentários de duas pessoas que não constavam do PR – uma especialista que conhecia a situação, identificada apenas como porta-voz da universidade; e do ministro de cultura da Nigéria, entrevistado em uma reportagem anterior – e exemplos de outros três museus da Inglaterra e um da Escócia que já haviam devolvido objetos vindos da Nigéria ou da Grécia (Clinton, 2022).

A forma como o PR foi aproveitado, ampliado e transformado motivou as perguntas que nortearam este ensaio: quais os tipos de transformações mais comuns? Em termos práticos, com que elementos um redator de notícias sobre CT&I pode enriquecer sua narrativa, ainda que o tempo para concluí-la seja escasso? E o que, além do habitual, poderia acrescentar? Outros tipos de transformações seriam possíveis?

Metodologia

Examinei os PR e os textos deles derivados por meio de duas abordagens complementares, às quais acrescentei, quando possível, minhas observações como jornalista profissional de CT&I desde 1985.

A primeira é a análise de conteúdo (AC), definida como “uma técnica de pesquisa científica baseada em procedimentos sistemáticos, intersubjetivamente validados e públicos para criar inferências válidas sobre determinados conteúdos verbais, visuais ou escritos, buscando descrever, quantificar ou interpretar certo fenômeno em termos de seus significados, intenções, consequências ou contextos” (Sampaio & Lycarião, 2021, p. 18). Mais exatamente, uma AC categorial, que “funciona por operações de desmembramento do texto em unidade, em categorias segundo reagrupamentos analógicos” (Sampaio & Lycarião, 2021, p. 101). Categorias, por sua vez, são “elementos que nos dão meios para descrever o fenômeno sobre investigação”, “geralmente baseadas na pergunta de pesquisa, na unidade de análise selecionada, em teorias relevantes, em pesquisa prévia e mesmo com base nos próprios dados” (Sampaio & Lycarião, 2021, p. 45).

Sua operacionalização se dá por meio de três etapas: 1) a pré-análise, que consiste na escolha dos documentos a serem submetidos à análise, na formulação das hipóteses e dos objetivos e a elaboração de indicadores que fundamentem a interpretação final; 2) a exploração do material, quando os dados brutos são trabalhados e agregados em unidades; e 3) o tratamento e interpretação dos resultados obtidos (Bardin, 2016, p. 63-67).

A segunda é a Teoria Ator-Rede (TAR), uma vertente da abordagem construtivista da sociologia da ciência, que considera a produção de conhecimento como um processo coletivo (Knorr-Cetina & Mulkay, 1985). Sob esse enfoque, a produção científica resulta da interação de diferentes grupos de atores, não apenas cientistas, com diferentes interesses, enquanto a abordagem tradicional, também chamada de clássica, retrata cientistas e engenheiros como atores exclusivos de descobertas científicas e inovação tecnológica, com pouca ou nenhuma interação com outros grupos e uma clara separação entre o mundo interno, o do laboratório, e o externo (Latour, 2000, p. 258-262).

Na TAR, o sucesso nunca é garantido, a despeito das qualidades da descoberta ou inovação, e vários atores sociais podem favorecer, retardar ou bloquear o curso da CT&I. Nessa abordagem, a divulgação científica é um dos elementos dos processos de construção dos fatos científicos e de convencimento dos cientistas da relevância do trabalho que realizam (Latour, 2001, p. 117-132). Para a TAR, ator é “qualquer coisa que modifique um estado de coisas fazendo a diferença” (Latour, 2005, p. 71). Os atores podem também ser não humanos – um texto, uma máquina, uma instituição – e determinar os limites do ator humano. O conceito de rede “refere-se a fluxos, circulações e alianças” (Freire, 2006) e à “capacidade de cada ator de fazer com que outros atores façam o inesperado”, não a um objeto físico com muitos pontos conectados (Latour, 2005, p. 128-131).

Já vista como instrumento útil para examinar e aprimorar o jornalismo científico (Fioravanti & Velho, 2010; Fioravanti, 2013), a TAR adota também o conceito de deslocamento ou translação, entendido como “transposição de um lugar para outro”: “Transladar interesses significa, ao mesmo tempo, oferecer novas interpretações desses interesses e canalizar as pessoas para direções diferentes” (Latour, 2000, p. 194). Deslocamento pode também ser visto como “um desvio de rota, uma mediação ou invenção de uma relação antes inexistente e que, de algum modo, modifica os atores nela envolvidos - logo, que modifica a rede” (Pedro, 2000).

Antes de examinar as possibilidades de enriquecimento das notícias produzidas a partir de PR com base nessa base metodológica, pareceu-me necessário examinar o que já é feito. Com esse propósito, em razão da produção abundante, selecionei a plataforma de distribuição de notícias EurekAlert!, um dos mais abrangentes serviços de PR, que influencia significativamente a cobertura global de CT&I (Zhang et al., 2024). Estabelecida em 1996 e operada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), a EurekAlert! tem cerca de 5.000 clientes (universidades, editoras de revistas, centros de pesquisa médica, órgãos de governo, empresas e outras organizadas ligadas à pesquisa científica) mediante pagamento. Os PR – em inglês, japonês, chines, francês, alemão, espanhol e português – são de acesso público gratuito e os jornalistas, após solicitação, podem receber materiais embargados (com proibição de publicação até uma determinada data). Em outubro de 2023, enviava e-mails diários, com links para artigos recentes já publicados ou sob embargo, para cerca de 11.000 jornalistas registrados de aproximadamente 90 países (Overview, 2024). Comparados com os artigos científicos dos quais se originaram, os PR confirmam o papel dos assessores de imprensa em tornar a produção científica mais acessível ao público e à mídia. Mais da metade dos PR publicados na EurekAlert! tratam de ciência básica (Zhang, et al., 2024).

Os news releases, como os PR são chamados, apresentam-se divididos em cinco categorias: publicações avaliadas por pares (Peer-Reviewed Publication, aqui abreviado pela sigla PP), anúncio de reuniões científicas (Meeting Announcement, MA), financiamentos recém-aprovados para projetos de pesquisa (Grant and Award Announcement, GA), resultados de pesquisas apresentados em congressos recentes (Reports and Proceedings, RP), e encontros entre autoridades ou contratações, acordos entre instituições ou aprovações de dispositivos geralmente médicos por órgãos oficiais (Business Announcement, BA).

Todos os PR evidenciam, sobre o título, a data de sua publicação, e, abaixo, a categoria em que se enquadra e a instituição responsável pela publicação; os contatos de mídia, para o caso de os jornalistas desejarem entrevistas ou maiores informações, estão no alto à direita, sobre a referência da publicação que motivou o PR e o link da publicação original (revista científica ou site de universidade ou associações médicas), a agência que financiou o trabalho e as palavras-chave. Uma foto com legenda ocupa o alto do texto, à direita, e no final do PR geralmente há um perfil da instituição responsável pela publicação ou da revista que publicou o trabalho.

Para delimitar uma amostra viável para examinar as semelhanças, diferenças e possíveis transformações das notícias sobre CT&I publicadas por PR, comparando-as com os textos deles derivados, escolhi o mês de setembro de 2024.

Resultados

O mecanismo de busca avançada identificou 322 PR publicados no site EurekAlert! entre 1º e 30 de setembro de 2024. A classificação inicial, seguindo a tipologia proposta por Sampaio e Lycarião (2021, p. 101), revelou a predominância da categoria PP (135), seguida por RP (72), GA (56), MA (40) e BA (19). Os PR obedecem a várias convenções da escrita jornalística — como objetividade, clareza e concisão —, mas carecem de imparcialidade, um dos princípios centrais do jornalismo. PR que apresentam explicitamente as limitações dos estudos são raros: apenas três casos foram identificados, todos pertencentes à categoria RP.

Como recomendado pela ANT, acompanhei a cobertura jornalística derivada dos PR. Utilizando o título de cada PR como termo de busca no mecanismo de pesquisa Google, procurei matérias derivadas dos PR publicadas em sites noticiosos de acesso aberto, não acadêmicos e não governamentais. Excluí as universidades, fundações, ONGs, periódicos ou empresas dos quais se originaram os PR do EurekAlert!

Dos 322 PR analisados, 171 não geraram qualquer cobertura midiática, enquanto os 151 restantes resultaram em um total de 498 matérias jornalísticas, apresentando diferentes graus de transformação em relação aos PR originais. Nesta amostra, a taxa de aproveitamento dos PR foi de 46,89%, indicando que quase metade dos comunicados de imprensa deu origem a pelo menos uma matéria subsequente. O número médio de matérias derivadas por PR foi de 1,54, variando de zero a 28 (Fig. 1). Os PR a partir dos quais as matérias foram reproduzidas ou recriadas pertenciam predominantemente à categoria PP (83), seguidos por RP (47), GA (6), MA (6) e BA (5).

Figura 1
Distribuição das matérias geradas a partir de press releases.

As 498 matérias derivadas dos PR foram publicadas em 231 sites, os quais foram agrupados em três categorias — produtores, replicadores e transformadores —, conforme Sampaio e Lycarião (2020, pp. 45, 101). Neste ponto, as duas abordagens metodológicas se sobrepõem, uma vez que essas categorias também correspondem a diferentes grupos de atores que realizam deslocamentos de espaço, foco ou tempo, conduzindo o leitor em diferentes direções e revelando aspectos alternativos da realidade (Latour, 2000, p. 194; Pedro, 2000).

Os produtores são os distribuidores primários de notícias. Neste estudo, apenas o EurekAlert! é considerado dentro dessa categoria, em razão de seu papel abrangente e central. O EurekAlert! distribui os mesmos PR publicados em seu site a jornalistas cadastrados, em nome de seus clientes — como universidades, empresas, associações profissionais, periódicos científicos, agências de fomento à pesquisa e centros de pesquisa —, que, em geral, não os redistribuem a outros potenciais interessados.

Dos 231 sites identificados, 62 atuam como replicadores. Esses incluem sites voltados a públicos profissionais específicos, bem como portais de notícias que publicam cópias integrais dos PR originais ou versões replicadas a partir de outros sites.

Outros 176 sites enquadram-se na categoria dos transformadores. Esse grupo compreende veículos de notícias gerais, sites de divulgação científica, revistas jornalísticas, agências de notícias e jornais que publicam versões dos PR mais ou menos substancialmente retrabalhadas. Dentro da categoria dos transformadores, podem ser identificados dois subgrupos distintos, cada um adotando uma estratégia diferente em relação ao texto original:

  • Os 127 transformadores de nível baixo publicam versões resumidas dos PR, utilizando conteúdo parcial, por vezes com recursos adicionais, conforme detalhado a seguir.

  • Os 49 transformadores de nível alto oferecem versões mais amplas, completas e contextualizadas dos PR.

A soma desses subgrupos totaliza 238 sites, uma vez que sete deles empregaram duas ou mais estratégias distintas.

Esta amostragem sugere que um em cada quatro PR será reproduzido ipsis litteris, um em cada dois passará por transformações menores e um em cada cinco receberá edição cuidadosa e acréscimos complementares que aumentam seu valor jornalístico (ver Fig. 2).

Figura 2
Distribuição da produção de conteúdos por sites vinculados aos PR

Os 62 replicadores publicaram 164 cópias dos PR originais ou cópias provenientes de outros sites; destacam-se nesse grupo dois sites: ScienceDaily, com 39 PR integralmente copiados, e Medical X Press, com 13. De forma curiosa, 74 das matérias (45%) não citam o PR nem outra fonte original (41,34%); mesmo veículos de grande circulação, como Newsweek, Guardian, The Independent, BBC e AP, citam trechos e comentários extraídos de PR sem atribuir as fontes.

Os 127 sites classificados como transformadores de nível baixo publicaram 179 matérias, predominantemente na forma de resumos; o Phys.org é o principal representante desse grupo, com 11 matérias publicadas. Trata-se de um grupo híbrido, que em alguns casos apenas resume o PR e, em outros, o enriquece com elementos adicionais.

Os 49 sites classificados como transformadores de nível alto publicaram 155 matérias derivadas de PR; o líder dessa categoria é o Healio, com 11 matérias publicadas. Este é o grupo cujas matérias apresentam a maior qualidade jornalística, pois incorporam contrapontos e ressalvas às notícias. Curiosamente, seis títulos de PR continham a conjunção “but”, um claro indicativo de oposição ou cautela, que, no entanto, apareceu no subtítulo de apenas um artigo do grupo HT (em uma reportagem sobre um medicamento publicada no site TCTMD). Em contrapartida, o tom celebratório comum nos PR é raro nas matérias deles derivadas: o adjetivo “ground-breaking”, que denota extrema confiança no sucesso da pesquisa ou da tecnologia, aparece em apenas três matérias do grupo LT e duas do grupo HT.

Há estratégias comuns empregadas pelos três tipos de sites para enriquecer os PR. A Tabela 1 descreve seis práticas de transformação utilizadas pelas três categorias de sites. Uma mesma matéria pode incorporar mais de uma estratégia.

Tabela 1
Práticas de transformação dos PR

Quanto mais simples é uma estratégia, mais amplamente ela é adotada. É o caso dos links para matérias já publicadas no próprio site, um recurso utilizado pelos três grupos. Mapas, que exigem maior atenção editorial, já são empregados com menor frequência. A inclusão de entrevistas com o autor ou autores da pesquisa noticiada é um recurso adotado tanto pelos dois grupos de transformadores, porém de forma mais intensa pelos de nível alto.

Quanto mais trabalhosa é uma estratégia, menos ela é utilizada. Tanto os sites dos transformadores de nível baixo quando os de nível alto citam entrevistas com pesquisadores não envolvidos no trabalho noticiado, mas o segundo grupo adota estratégias exclusivas: apenas eles mencionam incertezas (por exemplo, Live Science), limitações da pesquisa ou da tecnologia (Reuters) ou ressalvas (caveats, principalmente Medscape), detalhando explicitamente o número reduzido de participantes do estudo, os efeitos colaterais de medicamentos, conflitos de interesse e patrocinadores, ou alertando que resultados anunciados em congressos são apenas resumos (abstracts) de estudos em andamento, e não trabalhos completos avaliados por pares. Apenas os de nível alto também citam trechos do artigo original que deu origem à notícia, o que exige elevado grau de habilidade editorial, ou alteram o foco, por exemplo, ao enfatizar uma doença causada por um fungo em vez do próprio fungo, como no PR (ScienceNews). Ainda nesse grupo, apenas um site apresentou uma demonstração do equipamento noticiado (Reuters) ou adotou uma linguagem alternativa para a reportagem (uma história em quadrinhos, DogoNews).

Os transformadores de nível alto recriam os PR e oferecem matérias surpreendentes: atenuam o foco institucional típico dos press releases e ampliam o valor do objeto, das conclusões ou das implicações da pesquisa, que também são examinadas por meio de comentários de pesquisadores externos ou de estudos semelhantes. Esse grupo reúne as peças jornalísticas mais completas, com perspectivas complementares às da pesquisa original, como as publicadas pela Reuters, pela BBC ou pela Smithsonian Magazine.

Discussão

O acompanhamento dos PR revelou que a maioria dos sites noticiosos simplesmente os reproduz ou resume, raramente agregando valor ao texto original. Essa situação levanta a questão de por que tantos sites, seus redatores e editores se limitam a reproduzir ou resumir o material original. Algumas possibilidades, cuja análise extrapola o escopo deste trabalho, incluem o fato de que o material oferecido seja considerado suficiente para atender às supostas necessidades e interesses dos leitores, tornando desnecessário qualquer esforço adicional.

Também se pode considerar que esses profissionais talvez não disponham de tempo para retrabalhar os PR, mesmo por meio da inclusão de recursos que provavelmente demandariam pouco tempo, como a menção a outras matérias já publicadas em seus próprios sites. Outra possibilidade é que os redatores não saibam como localizar estudos ou informações complementares capazes de tornar os PR mais atrativos.

Cabe destacar, contudo, que a disseminação de material jornalístico sem menção às fontes — prática que se mostrou significativa no grupo dos Replicadores — constitui uma forma de plágio tacitamente consentida e não contestada. Isso ocorre porque os produtores de PR estão interessados na mais ampla disseminação possível, enquanto os veículos de comunicação valorizam a oportunidade de oferecer informações supostamente originais. No grupo dos transformadores de nível baixo, muitas matérias citam fontes secundárias que copiam as fontes primárias, como o ScienceDaily, o que sugere que os redatores podem não saber quais são as fontes primárias ou não se preocupar em citá-las. Gomes verificou o quão frequente é a ausência de fontes em reportagens de três revistas semanais brasileiras e advertiu que, sem fontes, “o texto perde credibilidade e a responsabilidade por erros e equívocos recai inteiramente sobre o repórter”. Quando as fontes não são explicitadas, o leitor tende a acreditar na informação “não por causa do profissional, mas por causa da instituição que abriga o texto” (Gomes, 2004).

Enriquecer as narrativas é evidentemente mais trabalhoso do que apenas copiar o que chegou. O jornalista terá de: 1) estudar ou atualizar-se o máximo possível sobre o assunto sobre o qual escreve, incluindo a leitura, ainda que superficial, dos artigos científicos sobre os quais as notícias se apoiam (Randerson, 2012); 2) entrevistar os pesquisadores responsáveis pelos trabalhos noticiados ou correlatos, o que nem sempre é simples, porque os especialistas temem que os resultados de seus trabalhos sejam deturpados; e 3) trabalhar o texto resultante da pesquisa e das entrevistas, eliminando o que não interessa, acrescentando o que poderia interessar ao leitor e reordenando as informações de acordo com suas prioridades (Gomes, 2002).

Enriquecer uma notícia ouvindo seus autores e outros especialistas implica também definir e, constantemente, aprimorar a relação com os entrevistados, fazendo a confiança e a credibilidade vencerem a desconfiança que geralmente os especialistas guardam dos jornalistas, especialmente nas primeiras conversas (Carlson, 2009). À medida que estabelece uma relação amigável com as fontes e conhecer melhor os meandros da produção científica, o jornalista poderá também sair da tendência comum de sacralizar a ciência e buscar outras visões, até mesmo opostas, já que, em geral, não há contestações: “O discurso da ciência aparece como verdade absoluta, como se os resultados de pesquisas, novos remédios ou tratamentos não pudessem estar errados ou equivocados” (Gomes, 2004).

Conclusões

Seguir os PR e os textos deles derivados revelou três estratégias básicas adotadas pelos jornalistas: a imediatista, que consiste em apenas copiar o PR, atitude típica do churnalismo; a autocentrada, que cita estudos anteriores noticiados no próprio site; e a analítica, quando o material original é enriquecido ou reordenado com entrevistas e estudos semelhantes.

Sair do churnalismo para a originalidade implica clareza sobre métodos, limites e ética jornalísticos, e conhecimento sobre eventuais riscos e armadilhas, bem como dos interesses do público-alvo, como já proposto por Dorothy Nelkin, em seu livro clássico Selling Science (Nelkin, 1995). Implica também, agora com o olhar da TAR, abdicar do papel do intermediário, apenas transmitindo informação, como um carteiro ou um porta-voz dos cientistas, para o de mediador, refletindo com independência sobre a informação e suas consequências (Fioravanti, 2003). Implica sair de um enfoque clássico, com deslocamentos fracos, que reforça a propaganda institucional por meio de comentários positivos sobre uma descoberta ou evento científico, para um enfoque ampliado, com deslocamentos fortes, que trabalham o contexto e a visão comparativa e analítica (Fioravanti, 2003). Do ponto de vista jornalístico, implica exercer o distanciamento, a neutralidade e a independência, virtudes básicas do trabalho jornalístico (Deuze, 2005).

Bauer e Gregory (2007, p. 33–52) reconheceram que a pressão do tempo faz os jornalistas, ao menos os do Reino Unido, recorrerem cada vez mais a materiais prontos, dispensando a verificação das informações. Por sua vez, Göpfert (2007, p. 215–226), examinando a mídia na Alemanha, concluiu que o fortalecimento das equipes de relações públicas, incluindo as de assessoria de comunicação, que produzem os PR, implica o enfraquecimento do jornalismo científico independente – uma indicação dessa situação no Brasil é o aproveitamento integral de materiais produzidos por instituições ligadas à pesquisa por jornais de grande circulação, assim preservando a estratégia de produzir notícias com equipes e custos mínimos. No entanto, como indicam as reportagens do grupo dos transformadores de nível alto, há espaço para criatividade, mesmo com condições de trabalho restritas, desde que adotadas algumas estratégias de reportagem e edição para não deixar sinas de exaltação de qualquer pesquisador ou instituição.

Por fim, a pergunta cuja resposta pode eventualmente fortalecer a prática jornalística: haveria outras possibilidade de enriquecimento do texto inicial, além das identificadas? A observação dos textos dos dois grupos, a leitura constante de jornais e revistas e a TAR – por valorizar a rede de atores, a diversidade de interesses, as incertezas e as negociações que permeiam as pesquisas cientificas e tecnológicas e respondem por seu sucesso e fracasso – indicam pelo menos oito possibilidades de enriquecimento das notícias.

Tais possibilidades ajudam a entender e contextualizar os resultados, cercam a pesquisa de outros elementos que explicam sua suposta importância e expressam uma visão ampla e social da produção científica e tecnológica. Poderiam ser exploradas mais facilmente quando é maior o tempo de produção de uma reportagem, mas também poderiam ser adotadas, de acordo com o tempo, o interesse e a conveniência, em notícias que precisam ser apuradas, escritas e publicadas em pouco tempo (normalmente no mesmo dia).

São elas:

  1. Explorar os espaços. Como são os cenários que os pesquisadores descrevem (paisagens, rochas, florestas, galáxias, estrelas) e onde trabalham ou trabalharam (laboratórios, em campo, telescópios)?

  2. Explorar os objetos e instrumentos (atores não-humanos). Quais são os objetos que os pesquisadores descrevem, quais seus usos e significados? Há outros parecidos em outros lugares? Que máquinas e instalações usaram para chegar aos resultados? Onde estão e, de modo geral, como funcionam esses aparelhos, que talvez mereçam ser mencionados, se interessantes?

  3. Explorar visões pessoais dos autores, além das habituais explicações da pesquisa. Qual sua opinião sobre isso? Como avalia essa situação? Comentários pessoais, opiniões e impressões sobre os impactos e consequências dos fatos apresentados podem enriquecer e equilibrar as indispensáveis explicações e descrições dos trabalhos, fenômenos ou trabalhos apresentados.

  4. Explorar outras vozes. Há quatro possibilidades: a) participantes do mesmo grupo de pesquisa, mais novos, mais velhos ou com outra especialidade, que possam acrescentar outras visões; b) representantes de grupos estudados pelos pesquisadores (pacientes, povos indígenas); c) representantes de outros grupos de pesquisa, que podem ser informados pelos entrevistados ou identificados no início ou nas referências dos artigos científicos e poderiam comentar o trabalho a ser noticiado, validando os achados e relativizando sua relevância; d) eventuais interessados nas aplicações da pesquisa (empreendedores, usuários, os próprios leitores).

  5. Explorar comparações tácitas ou explícitas. Artigos ou trabalhos semelhantes, atuais ou recentes, podem mostrar que outros grupos de pesquisa fizeram trabalhos semelhantes e com que resultados e em que outros lugares ocorreram situações semelhantes.

  6. Explorar os tempos. Se não estiver ligada ao presente ou for atemporal, como é a época ou tempo a que a pesquisa se refere? Quando começou o trabalho? Se demorou, por quê? Alguma cena ou episódio interessante ao longo da pesquisa? Que dificuldades e imprevistos tiveram de enfrentar?

  7. Explorar as conexões (a dimensão e a força da rede de atores). Com que e com que grupos os pesquisadores nacionais ou internacionais colaboraram e colaboram? Quem financiou a pesquisa? Quanto mais conexões com outras instituições, órgãos de governo e outros grupos de pesquisa, de usuários e de empresas, mais forte a rede e maior a probabilidade de o trabalho avançar; inversamente, quanto mais isolado estiver o pesquisador, menor a chance de avançar.

  8. Explorar as incertezas. Haverá experimentos mais amplos que poderiam confirmar ou contestar os resultados? Quais as possibilidades de continuidade do trabalho? Os pesquisadores já têm equipes, espaços e financiamento para continuar o trabalho? Outras técnicas poderiam ser usadas para estudar esses objetos? Os pesquisadores estão em contato com empresários ou grupos que possam continuar o trabalho?

  9. Explorar os desdobramentos. Quais as consequências e implicações e eventuais aplicações da pesquisa? Quão viáveis são as possíveis aplicações? Qual o cenário desenhado pela pesquisa para os próximos anos, décadas, milênios ou milhões de anos?

Nem sempre é possível, viável e necessário incluir todos os complementos, que dependem do tempo e do espaço disponíveis para a produção do trabalho e do enfoque e dos interesses da publicação. Uma reportagem de genética, por exemplo, não poderá mostrar os genes, mas talvez possa mostrar os aparelhos usados na pesquisa ou indicar concretamente as consequências ou efeitos dos genes. Reportagens longas, como as da revista piauí, no Brasil, e de publicações dos Estados Unidos, reunidas na coleção The Best American Science and Nature Writing (Mariner Books), abordam bastante as narrativas históricas, explorando a evolução e as dificuldades da pesquisa ao longo do tempo. A revista britânica Economist ressalta com frequência as incertezas sobre os resultados e a continuidade do trabalho, com condicionais do tipo “Se os cientistas estiverem certos, pode ser que...” ou “Se o trabalho avançar...”.

Tais deslocamentos e redirecionamentos somam-se a outras estratégias narrativas, além das identificadas pelas propostas metodológicas adotadas neste ensaio. Das e Rath (2024), por exemplo, ressaltam que o público espera dos jornalistas não apenas simplificações, mas também outros artifícios que lhes permita entender melhor os eventos e conceitos científicos, como as analogias – um buraco negro tornando-se assim um aspirador de pó cósmico – e os cada vez mais importantes recursos visuais e elementos digitais interativos. Radford (2007) enfatiza a importância de contar histórias em vez de deixar as pessoas mais informadas e cultas, de certo modo como fazia a rainha Sherazade, que entretinha o sultão com boas histórias, para escapar da morte que parecia iminente. Buscar, reunir e ter à mão esses elementos possivelmente permitirá fugir do paper, entender e contar realmente a história da pesquisa e, ao escrever, construir boas aberturas, fechos e estruturas de matérias, como proposto por Blum et al. (2022, p. 52-60), além de testar preferências pessoais por um ou outro caminho narrativo.

Evidentemente, o aprendizado é – ou deveria ser – contínuo. Felizmente, há cursos que se propõem a aprimorar as habilidades dos jornalistas. Uma série deles, gratuitos, mostrando como estruturar as reportagens, fazer entrevistas ou criar enfoques inovadores, é oferecida pela The Open Notebook (TON, https://www.theopennotebook.com/). Uma das aulas de um dos cursos do TON recomenda buscar os momentos mais emocionantes da pesquisa a ser apresentada, de modo a sair do discurso puramente descritivo da ciência e cultivar formas mais atraentes de narrar os sucessos ou insucessos científicos e tecnológicos.

Agradecimentos

Regina Fioravanti, José Roberto Ferreira e Sarah Schmidt, com suas leituras críticas, ajudaram muito a melhorar a qualidade deste trabalho. César Fioravanti foi de uma ajuda valiosa para rever as contas e elaborar os gráficos.

  • Editoração e marcação XML:
    IR Publicações
  • Como citar:
    FIORAVANTI, C. H.. Bots cívicos: Copiar ou criar? Algumas possibilidades de enriquecimento das narrativas jornalísticas sobre ciência e tecnologia a partir de pressreleases. São Paulo: INTERCOM - Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, v. 49(2026) e2026112. https://doi.org/10.1590/1809-58442026112pt.
  • Finaciamento:
    CNPq
  • A REVISTA INTERCOM incentiva o compartilhamento de dados mas, por observância a ditames éticos, não demanda a divulgação de qualquer meio de identificação de sujeitos de pesquisa, preservando a privacidade dos sujeitos de pesquisa. A prática de open data é viabilizar a reproducibilidade de resultados, e assegurar a irrestrita transparência dos resultados da pesquisa publicada, sem que seja demandada a identidade de sujeitos de pesquisa.
  • Linguagem inclusiva:
    Os autores usam linguagem inclusiva que reconhece a diversidade, demonstra respeito por todas as pessoas, é sensível a diferenças e promove oportunidades iguais.
  • Verificação de plágio:
    A Revista Intercom submete todos os documentos aprovados para a publicação à verificação de plágio, mediante o uso de ferramenta específica.

Disponibilidade dos dados:

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Abr 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    29 Maio 2025
  • Aceito
    02 Fev 2026
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