L'idée selon laquelle la Grande Guerre représente un tournant dans le monde contemporain est désormais admise dans l'histoire tout court (Gibelli, 1991). En revanche, les répercussions que le premier conflit mondial eut sur l'école de cette époque sont moins étudiées. Les livres scolaires écrits et publiés au cours de cette période représentent certainement une source précieuse pour explorer ce domaine. L'article que nous présentons ici provient de ces considérations et se concentre sur la production pour l'école et la jeunesse réalisée par un personnage célèbre de la littérature italienne pour enfants: Luigi Bertelli. L'auteur bien connu du roman pour la jeunesse Gian Burrasca, et fondateur du magazine pour enfants Il Giornalino della Domenica, écrivit plusieurs textes destinés à l'école et aux nouvelles générations au cours de la Première Guerre mondiale. Cet article se propose d'examiner, pour la première fois, ces écrits d'une manière analytique et ponctuelle, afin non seulement de rétablir une image plus articulée de Bertelli en tant qu'auteur et éducateur, mais aussi d'apporter une contribution à la compréhension de cette vraie pédagogie de la guerre promue dans les années de la Première Guerre Mondiale.
Mots-clé:
Première Guerre Mondiale; Italie; école; enfance; manuels scolaires; Luigi Bertelli
Descrição da imagem, p. 11: "È de Filiberto Scarpelli e se intitula Arma a proa. Sobre a água verde, dividida por mil ondas, recortada por milhares de faixas de cândida espuma, avança uma estranhíssima frota: em cada nave um jovem, que é ao mesmo tempo capitão e tripulação, grita agitando uma bandeira. A nave é feita com um pedaço de papel, não se sabe como a tripulação possa se manter a bordo: mas as grandes conquistas da primeira juventude sempre se cumprem assim, com um ato de fé e de entusiasmo, com um supremo desprezo pelos meios materiais que serão necessários para alcançar o objetivo. Quem acredita sempre alcança! E o alegre grito destas tripulações improvisadas parece o eco daquele clamor que neste mês se levanta ao longo das costas de nosso mar, invadido por jovens. O artista retratou com grande simplicidade de meios, e com a costumeira eficácia, o movimento e o significado da ilustração marinhesca".
Descrição que acompanha a imagem, p. 9: "Vamos, vamos, ao alto os belos balões de fúlgidas cores, ao alto como os belos sonhos da nossa juventude itálica, como os votos bons e fortes que as almas mais uma vez alegradas pelos sadios entusiasmos lançam no mundo azul que virá [...] As três crianças deram corda a seus três balões e os mantêm na mesma altura, como as cores da nossa bandeira que eles saúdam com uma joia cada vez maior, pois as suas cores são as mais belas, as mais vivas [...] O desenho, no qual há tanto espontaneidade de sentimento, é de Aleardo Terzi, um dos melhores artistas italianos, e se intitula: Balões e dirigíveis. Para onde estão se dirigindo? Os nossos leitores, expertos nesta ciência aerostática e profundos conhecedores dos mundos azuis aos quais a mesma dá espaço nas almas jovens, sabem-no muito bem".







