Esse artigo objetiva problematizar o protagonismo das fundações na expansão e interiorização do ensino superior brasileiro. A problematização apoia-se em resultados de uma pesquisa de doutoramento que desenvolveu um estudo historiográfico do curso de Matemática da Fundação Educacional de Bauru/Universidade Estadual Paulista. Apresenta-se, aqui, um breve cenário sobre a difusão do modelo fundacional em solo brasileiro, com destaque para os Estados de São Paulo e Santa Catarina, onde o ensino superior se alastrou para o interior, sobretudo, por intermédio de fundações educacionais municipais. Embora tenham sido tratadas como exceção pela legislação então vigente, as fundações educacionais tiveram um boom entre as décadas de 1960 e 1980, exercendo um papel fundamental na democratização do acesso a cursos de graduação, em um cenário no qual a oferta de vagas nas instituições públicas federais e estaduais tendia a ser limitada e restrita às capitais.
Palavras-chave:
Fundação Educacional; História da Educação; História Oral; Ditadura