Neste artigo, defendo a inclusão dos nomes de mulheres na história da filosofia, enfatizando a nomeação como um passo crucial para recuperar e reconhecer as contribuições de filósofas historicamente marginalizadas. Inspirando-me na estratégia de "adicionar e misturar" de Sarah Hutton, sugiro que o simples ato de nomear filósofas é essencial para sua recuperação, mesmo quando suas obras foram perdidas ou esquecidas. Introduzo o conceito de "antionomastica" para estudar o apagamento deliberado de nomes, contrastando-o com uma "onomástica filosófica", que se concentra na recuperação e preservação desses nomes. Usando essa estrutura, examino a omissão de filósofas na história da filosofia mexicana, argumentando que reconhecer e preservar os nomes das mulheres não é apenas um ato de recuperação, mas também um precursor necessário para sua inclusão em narrativas históricas. Por meio de um estudo de caso sobre Laureana Wright, feminista, pensadora e jornalista mexicana do século XIX, mostro a importância dos registros biográficos na onomástica filosófica. O trabalho biográfico de Wright sobre mulheres mexicanas notáveis, juntamente com sua própria biografia e ensaios, exemplifica como essa estratégia pode ser aplicada eficazmente no contexto mexicano para garantir a visibilidade e o reconhecimento das contribuições das mulheres para a filosofia.
Palavras-chaves:
mulheres filósofas; história da filosofia mexicana no século XIX; nomes; estratégia de "adicionar e misturar"; onomástica