A inteligência artificial (IA) é um dos campos da ciência da computação com um processo matemático que tem o potencial de melhorar o sistema de saúde por meio novas estratégias de entrega, tomada de decisão informada e facilitação do envolvimento do paciente 1 .
A fisioterapia é uma área que visa promover a reabilitação e o bem-estar aos pacientes por meio de técnicas terapêuticas e exercícios físicos. Com a introdução da IA, novas possibilidades se abrem para aprimorar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes.
Uma das principais vantagens da IA na fisioterapia é a capacidade de processar grandes quantidades de dados de forma rápida e precisa. Isso permite aos profissionais identificarem padrões e tendências que podem passar despercebidos a olho nu. Algoritmos de IA podem analisar dados clínicos, imagens médicas e até mesmo informações coletadas por dispositivos vestíveis, fornecendo insights valiosos para o planejamento do tratamento 2 , 3 .
Além disso, a IA pode auxiliar os fisioterapeutas na personalização dos programas de reabilitação. Cada paciente é único e a IA pode ajudar a adaptar os exercícios e terapias de acordo com as necessidades individuais. Com base em dados coletados ao longo do tempo, os algoritmos de IA podem ajustar o tratamento de forma contínua, otimizando os resultados e acelerando a recuperação 4 .
Outra aplicação promissora da IA na fisioterapia é a tele-reabilitação. Com a tecnologia adequada, os pacientes podem realizar exercícios em casa, enquanto são monitorados remotamente por fisioterapeutas. A IA pode desempenhar um papel fundamental nesse processo, fornecendo feedback em tempo real e adaptando os exercícios de acordo com o desempenho do paciente. Isso não apenas aumenta a acessibilidade aos cuidados de saúde, mas também permite uma maior continuidade do tratamento 4 .
No entanto, é importante ressaltar que a IA não substitui a expertise e o cuidado humano e presencial dos fisioterapeutas. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas é o profissional de saúde que possui o conhecimento clínico e a capacidade de interpretar os resultados gerados pela IA. A colaboração entre humanos e máquinas é essencial para garantir a eficácia e a segurança dos tratamentos 2 .
Referências bibliográficas
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1. Ravali RS, Vijaykumar TM, Lakshimi KS, Mavaluru D, Reddy LV, Retnadhas M, et al. A systematic review of artificial intelligence for pediatric physiotherapy practice: Past, present, and future. Neurosci Inform. 2022;2(4):100045. doi: 10.1016/j.neuri.2022.100045
» https://doi.org/10.1016/j.neuri.2022.100045 -
2. Sumner J, Lim HW, Chong LS, Bundele A, Mukhopadhyau A, Kayambu G. Artificial intelligence in physical rehabilitation: A systematic review. Artif Intell Med. 2023:146:102693. doi: 10.1016/j.artmed.2023.102693.
» https://doi.org/10.1016/j.artmed.2023.102693. -
3. Bleakley A. Blunting Occam’s razor: aligning medical education with studies of complexity. J Eval Clin Pract. 2010;16(4):849-55. doi: 10.1111/j.1365-2753.2010.01498.x
» https://doi.org/10.1111/j.1365-2753.2010.01498.x -
4. Reis FJJ, Carvalho MBL, Neves GA, Nogueira LC, Meziat-Filho N. Machine learning methods in physical therapy: A scoping review of applications in clinical context. Musculoskelet Sci Pract. 2024:74:103184. doi: 10.1016/j.msksp.2024.103184.
» https://doi.org/10.1016/j.msksp.2024.103184.
