O cenário de desinformação científica e política vivenciado nos últimos anos, principalmente durante a pandemia de coronavírus iniciada em 2020, acendeu um alerta vermelho para as instituições dos diversos setores do poder público que se preocupam com o bom funcionamento das democracias. No âmbito acadêmico e educacional, em particular na área de Ensino de Ciências, a preocupação tem se materializado por meio do aumento do número de cursos voltados para a formação inicial e continuada de professores, da produção de artigos, dissertações, teses e por meio de congressos em que a temática tem se tornado amplamente discutida por pesquisadores e professores da área. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo contribuir para a produção de conhecimentos na área de Educação em Ciências no que diz respeito à apresentação de uma proposta teórico-conceitual, baseada em um conjunto de conceitos e critérios para se analisar a credibilidade de alegações supostamente científicas disseminadas pela Internet e mídias sociais. A fundamentação teórica desta proposta tem como pressuposto principal que, no contexto atual de pós-verdade midiática, somos todos dependentes epistemologicamente uns dos outros e, desse modo, nos apoiamos nos trabalhos da Epistemologia Social, principalmente os de John Hardwig, Elisabeth Anderson, Helen Longino e Alvin Goldman, e em seus desdobramentos na área de Educação em Ciências por Stephen Norris e Douglas Allchin.
Palavras-chave:
epistemologia social; desinformação científica; educação em ciências
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Fonte: Elaborado pelos autores.
Fonte: Elaborado pelos autores.