Neste artigo, documentamos as ecologias afetivas que se formam entre discentes de licenciatura em educação do campo e as sementes crioulas. Para análise dos dados, seguimos a inspiração etnográfica nomeada Teoria Ator-Rede. Argumentamos que as histórias involucionárias narradas pelas estudantes sobre a relacionalidade com a terra são possibilidades de adiar o fim do mundo. O que surge entre o solo, o ar, as casas, as famílias, as águas, os nutrientes, molda a vida campesina, paisagens e ritmos não tão facilmente delimitados. Manter a mão no chão, conservar artefatos e pensar sobre a manutenção das práticas, que são educativas, são exercícios de resistência e estratégias de manutenção da vida, que envolvem presente, passado e futuro. Com este estudo, pretende-se trazer considerações sobre o modo como produzimos conhecimento para contribuir com as pesquisas sobre o Ensino de Ciências a partir do diálogo entre ontologias e coletivos heterogêneos que nos permitam tecer um mundo onde caibam muitos
Palavras-chave:
Educação do campo; Teoria Ator-Rede; Antropoceno
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