O presente trabalho investiga a viabilidade de aplicação de uma receita stengerliana para a formação docente em ensino de ciências e a percepção da docência como uma ciência cinética. Para tal, um grupo de licenciandos e professores de licenciatura na área de ciências da natureza, analisaram as ações inconscientes e intuitivas de um professor em duas aulas sobre cosmologia em uma turma do primeiro ano do ensino médio. Esse modo de inquirir as aulas direciona o olhar para as suas ações não pensadas em sala, fazendo com que o grupo de pesquisa elabore perguntas não óbvias sobre os acontecimentos da aula. Perguntas essas que são respondidas e discutidas por todos - incluindo o docente -, que então especula as suas próprias ações, trazendo explicações conscientes sobre o que ele fez, antes, sem saber. Esta dinâmica foi avaliada por todos 1) em relação à percepção da ciência cinética docente e 2) enquanto potencial formativo para licenciandos. Apesar de uma dificuldade do grupo em reconhecer o que seriam perguntas consideradas “não óbvias”, os resultados demostram êxito em ambos os objetivos.
Palavras-chave:
ciências cinéticas; ensino de ciências; descolonização das ciências
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Fonte: autoria dos autores


