Diversas pesquisas têm demonstrado que o trabalho em pequenos grupos desempenha um papel importante na aprendizagem, promovendo o desenvolvimento cognitivo e a compreensão conceitual. No entanto, esses resultados positivos são alcançados principalmente quando a conversa em grupo é produtiva. Com o objetivo de preencher uma lacuna na literatura acadêmica sobre o contexto brasileiro, este artigo explora as interações discursivas que emergem durante o trabalho em pequenos grupos de alunos. Os dados foram coletados em três turmas do 5º ano de uma escola de Minas Gerais. O estudo analisa quantitativamente 42 episódios de diálogo em grupo, caracterizando o contexto do diálogo (conteúdo, instrução e fora do tema) e as funções discursivas das falas (convite, convite dialógico, contribuição, contribuição dialógica, acompanhamento e avaliação dialógica). O esquema de codificação foi desenvolvido especificamente com base em aspectos-chave da interação dialógica, conforme definidos na literatura. O estudo revela que os grupos dedicam aproximadamente metade do tempo à discussão do conteúdo da tarefa, e o restante às instruções e às interações digressivas. Quando os alunos se concentram no conteúdo, a maioria das falas corresponde a contribuições (24% dialógicas) e menos de um quinto corresponde a convites (8% dialógicos). O artigo também examina as variações na frequência dos códigos em diferentes tarefas e grupos. Apenas algumas diferenças foram consideradas estatisticamente significativas. O estudo conclui que os estudantes brasileiros geralmente não interagem por meio de interações dialógicas. Essa conclusão é discutida segundo três dimensões: entendimento compartilhado, conhecimento mínimo e gestão de divergências.
Palavras-chave:
Trabalho em grupo - Interação discursiva - Diálogo de sala de aula - Análise quantitativa.
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Fonte: O autor com base em dados de pesquisa
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Fonte: O autor com base em dados de pesquisa.
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Fonte: O autor com base em dados de pesquisa.
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