O texto examina a formação da pós-graduação brasileira a partir da influência dos Estados Unidos, tomando como referência o pensamento de Anísio Teixeira. Defende-se que essa influência não foi uma simples transposição de modelos, mas um processo de adaptação e hibridização, no qual ideias externas foram reinterpretadas conforme as condições brasileiras. Recupera-se o papel de Anísio e de Rui Barbosa como mediadores dessa influência, bem como diferentes interpretações teóricas sobre o tema, que variam entre a noção de dependência e a de cooperação criativa. A análise histórica destaca a transição do modelo tutorial europeu para o modelo organizacional americano, consolidada no Brasil a partir da década de 1960, com o Parecer Sucupira e a Reforma Universitária. O texto também evidencia convergências e divergências entre os sistemas brasileiro e americano, especialmente quanto ao papel do Estado, à estrutura dos cursos e aos processos de avaliação. Por fim, discute desafios contemporâneos, como os programas profissionais e a Educação a distância, propondo maior flexibilidade e inovação institucional. Conclui que a pós-graduação no Brasil é resultado de uma construção própria, marcada por influências externas, mas ajustada à realidade nacional.
Palavras-chave:
Pós-Graduação; Anísio Teixeira; Relações Brasil-Estados Unidos