Este artigo examina a geografia eleitoral das eleições presidenciais brasileiras de 2018 e 2022, com foco no papel das metrópoles e na relação entre tamanho dos municípios, distribuição regional e resultado agregado do voto. Os dados revelam uma lógica geográfica relativamente estável nas duas disputas: o PT dominou o Nordeste e as cidades menores, enquanto a direita venceu no Sudeste, no Sul e nas metrópoles. O que diferenciou os resultados não foi uma reconfiguração do mapa eleitoral, mas a variação das margens. Em 2018, Bolsonaro acumulou vantagens suficientes nas grandes cidades do Sudeste para superar a vantagem petista nas pequenas cidades nordestinas; em 2022, essas margens se contraíram, invertendo a equação. O artigo argumenta que a eleição presidencial brasileira passou a ser decidida nos grandes centros urbanos, sobretudo nas metrópoles do Sudeste.
PALAVRAS-CHAVE:
Eleições presidenciais; Geografia eleitoral; Bolsonarismo; PT; Metrópoles; Sudeste
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Fonte: TSE. Elaboração própria.
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