O ponto de partida deste artigo é o estudo proposto por Oliveira & Batoréo (2014) no âmbito da Linguística Funcional com foco nas construções VLoc e LocV em duas variedades nacionais do português: o português brasileiro (PB) e o português europeu (PE). Nossa proposta, inspirada no artigo original, discute apenas a construção VLoc e explora a hipótese incidental de que, no PB, desculpa não seja uma forma verbal, e sim nominal. A discussão aqui apresentada parece explicar conflitos observados em Portugal em alguns casos de interação verbal entre brasileiros e portugueses. A análise proposta se enquadra na Gramática Cognitiva, um modelo da Linguística Cognitiva. Articula, por um lado, diferentes normas do imperativo em seu status sociocognitivo e, por outro, a nominalização de verbos. O status sociocognitivo aqui discutido consiste em gradiente rotinização e gradiente convencionalidade. Nossa proposta reforça a hipótese original, mas dissocia a distribuição de desculpa (V) e desculpa (S) da construção VLoc.
Palavras-chave:
imperativo, nominalização
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variação português europeu / português brasileiro
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gramática cognitiva
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linguística cognitiva
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