A transição digital é um fenómeno transversal à sociedade contemporânea e a dialetologia não pode ficar excluída do processo, o que não é o mesmo que dizer que deve abdicar de prioridades bem estabelecidas. No caso do português, o foco deverá estar em (i) processar digitalmente materiais cujo prazo de validade se pode perder e (ii) dar, de forma paralela e consequente, o passo para o paradigma 2.0, i.e. a utilização do canal digital para obter e tratar dados linguísticos primários em larga escala e ligados em rede. Neste trabalho discutimos a utilidade da dialetologia digital para o estudo presente do português e apresentamos um projeto pioneiro, o aplicativo Dialetopédia, que mostra o que se pode fazer e efetivamente se faz hoje, no domínio da dialetologia digital, em língua portuguesa. Concluímos que a conjugação dos planos 1.0 e 2.0 da transição digital é o melhor caminho para a dialetologia do português atual; uma transição eficiente só se fará com a resolução efetiva de vários projetos que correm no paradigma anterior.
Palavras-chave:
dialetologia digital
;
lusofonia
;
dialetologia brasileira
;
dialetologia portuguesa
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