O amplo acesso das mulheres brasileiras à mamografia é um desafio para a saúde pública. Os determinantes sociais da saúde têm sido analisados para tentar explicar os canais responsáveis pelas diferenças no acesso ao rastreamento do câncer da mama. Este estudo investiga a diferença no acesso à mamografia entre mulheres brancas e amarelas (WY) e pretas, pardas e indígenas (BBI) com base em indicadores socioeconômicos disponíveis no Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) e no uso de decomposição para modelos não lineares. Os resultados indicam que a probabilidade da mamografia é 10,24 pontos percentuais maior entre os WY. A diferença na composição das variáveis explicativas contribui com 57,8% para a diferença total. Isso significa que se o BBI tivesse a mesma composição de variáveis explicativas (como plano de saúde, escolaridade, estado civil, número de filhos) que o WY a probabilidade de fazer mamografia seria 5,92 pontos percentuais maior. Além das características relacionadas ao sistema público de saúde, há necessidade de políticas públicas que abordem o bem-estar físico, mental e emocional das mulheres, especialmente daquelas que mais necessitam, com vistas à redução das desigualdades no acesso a mamografia.
Palavras-chave:
Mamografia; Câncer de mama; Desigualdade; Acesso; Diferencial
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Source: Authors, 2024, with data from ELSI-BRAZIL.