A hibridização interespecífica tem sido amplamente utilizada em programas de melhoramento genético para espécies do gênero Eucalyptus, contribuindo significativamente para o aumento da produtividade em plantações florestais. Na produção de híbridos, é essencial que o pólen utilizado na polinização controlada tenha alta viabilidade. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito do ácido bórico na germinação in vitro do pólen de Eucalyptus urophylla S.T. Blake, bem como a influência do sal de tetrazólio na viabilidade do pólen. Para isso, diferentes concentrações de ácido bórico (0; 0,15; 0,30; 0,45; e 0,60 mg L-1) foram testadas em diferentes tempos de incubação (6, 12, 24 e 48 horas). Além disso, o sal de tetrazólio nas concentrações de 1%, 1,5% e 2% foi avaliado nos tempos de incubação de 30, 60 e 120 minutos. As avalições mostram que o ácido bórico não teve efeito significativo na germinação do pólen de E. urophylla, sendo observada a maior taxa de germinação (73,4%) 48 horas após a incubação. Na análise colorimétrica com sal de tetrazólio, as concentrações de 1,5% e 2% por 120 minutos e 2% por 60 minutos foram as mais adequadas para a avaliação da viabilidade do pólen. Portanto, os resultados indicam que o teste com tetrazólio é um método rápido e eficaz, que pode servir como alternativa ao teste de germinação in vitro em meio de cultura sob condições controladas em laboratório.
Palavras-chave:
melhoramento genético florestal; germinação de pólen; ácido bórico; tetrazólio
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