Nota-se no discurso educacional contemporâneo uma concepção de aprendizagem baseada na psicologia cognitiva clássica, que frequentemente aborda a aquisição de conhecimento e o desenvolvimento cognitivo como enfoque na educação escolar. Partindo de tal premissa, propomo-nos a investigar a seguinte problemática: como pensar a educação escolar de um ponto de vista não cognitivista? Encontramos na antropologia e na filosofia visões da educação enquanto exercícios de atenção, que permitem ampliar noções de subjetividade e singularidade no gesto de educar.Assim, este artigo contribui para a compreensão do atual cenário educacional escolar, imerso em discursos biopsíquicos, bem como propicia a oportunidade de expandir horizontes construídos desde a atenção da presença como atitudes que visam o exame de si, a intersubjetividade e a abertura para modos mais afetivos, atentos e plurais de experimentar a educação de maneira ampliada.
palavras-chave:
educação escolar; psicologia cognitiva; atenção; aprendizagem; Timothy Ingold