O objetivo do presente artigo é delimitar empiricamente a inflexão do princípio na base técnica para o setor de autoveículos brasileiro, demarcando o período com maior probabilidade de ocorrência da transição entre manufatura moderna e grande indústria. Realizou-se a pesquisa com a hipótese de que essa transição ocorreu tardiamente no Brasil, não antes dos anos 2000. Para verificá-la, trabalhou-se com análise de fatores econômicos ligados às inversões de capital e à modificação da força de trabalho no período entre 1996 e 2017. A pesquisa não apenas confirmou a hipótese, como também delimitou a ocorrência da transição entre 2000 e 2004.
Palavras-chave:
Mudança técnica; Autoveículos; Brasil
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Nota: sistematização de informações encontradas em teses e jornais de circulação nacional que cobriram o processo de introdução da robótica disponíveis no acervo da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Fonte: Elaborado pelos autores.
Nota: Produtividade do trabalho medida pelo número de autoveículos produzidos mensalmente (carros, caminhões e ônibus) dividido pelo número de trabalhadores ocupados mensalmente. Fonte: Anfavea (
Nota: Quantidades mensais de produção e vendas (licenciamentos nacionais e exportações) de autoveículos. Fonte:
Nota: Composição orgânica (CC/S) medida pela soma de capital constante dividido pela massa salarial.Produtividade do salário (VP/S) medida pela razão entre o valor da produção em preços e a massa de salários. O restante da economia compreende os demais setores da indústria extrativa e de transformação. Dados deflacionados a preços de 2017 pelo IGP-DI (FGV). Fonte:
Nota: Desdobramento anual do investimento em Capital Constante (CC) e em salários (S) na produção de autoveículos no Brasil. Dados deflacionados a preços de 2017 pelo IGP-DI (FGV). Fonte: