Resumo
Esse trabalho apresenta um estudo comparativo das formas de ação coletiva e demanda por reforma agrária no Rio de Janeiro e Pernambuco e as respostas estatais que implementaram políticas de colonização entre 1950 e início dos anos 1970. A partir de uma análise documental em acervos de órgãos públicos, entidades sindicais e eclesiais, aponta-se para o mosaico de atores e suas formas de organização, compreendendo diferentes estratégias de ação e expectativas de grupos camponeses e as concepções e formas de intervenção articuladas na política de colonização pelo complexo tecno-empresarial-militar. A investigação se concentra na política de colonização oficial enquanto mecanismo de controle de territórios e populações potencialmente insubmissas por meio do deslocamento e formação de subjetividades afeitas à racionalidade capitalista, e nas formas de ação coletiva e de identidade de camponeses/as que lutavam pela terra em que já se enraizavam.
Questão Agrária; Colonização; Luta pela terra; Cercamento