O artigo busca explicitar uma abordagem pedagógica da socioeducação em unidade de internação provisória feminina, em Belém/PA, onde adolescentes, enquanto aguardam suas sentenças judiciais, usufruem do direito à educação garantido pelo regramento legal. O acesso à educação foi pensado por meio da utilização de diários nos quais as adolescentes pudessem registrar suas histórias no tempo em que permanecessem custodiadas. A proposta tem sido bem aceita. Os diários procuram se constituir em importante proposição metodológica e ontológica, quando se tornam ferramentas de reencontro com a escola, assim como em possibilidade de reflexão da realidade, na busca de seus processos individuais de despertamento crítico de sua realidade.
Palavras-chave
Socioeducação; Escolarização; Diários; Direito à educação