Introdução: Apesar dos benefícios da farmacoterapia, os idosos carecem de maior atenção farmacêutica, pois a prática da polifarmácia aumenta as chances de resultados negativos em saúde, principalmente devido ao maior risco de exposição aos Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPIs).
Objetivo: identificar a prevalência do uso de MPIs por idosos hipertensos assistidos pela Estratégia Saúde da Família de Diamantina (MG) e analisar os fatores associados.
Método: Estudo transversal retrospectivo envolvendo 325 idosos acometidos por hipertensão arterial, cujos dados foram coletados por meio de entrevista domiciliar, entre novembro de 2018 e dezembro de 2019. O teste do χ2 foi aplicado às covariáveis categóricas e o teste t às covariáveis contínuas. A regressão logística binária múltipla testou se as covariáveis afetavam condicionalmente a probabilidade do uso de MPIs na presença de controles simultâneos, ao passo que o modelo de classe latente com covariáveis ativas identificou perfis multivariados segundo uso de MPIs.
Resultados: A prevalência do uso de MPIs foi de 78,5% e este foi significativamente maior entre pacientes polifármacos (47,4%) e pacientes do sexo feminino (62,5%). Os MPIs mais utilizados foram Hidroclorotiazida, Omeprazol, Furosemida e Glibenclamida.
Conclusão: A população assistida faz elevado uso de MPIs, reforçando a necessidade de monitorização da farmacoterapia aplicada à população idosa.
Palavras-chave:
idosos; hipertensão arterial; medicamentos potencialmente inapropriados; farmacoterapia; estratégia saúde da família