Estratégias nutricionais que otimizam o uso de recursos forrageiros têm recebido destaque, incluindo práticas que favorecem a degradabilidade ruminal e a atividade microbiana. Aditivos naturais ricos em fitoquímicos demonstram ser capazes de modular a microbiota e os processos fermentativos, configurando alternativas promissoras na nutrição de ruminantes. O estudo teve por objetivo avaliar os efeitos do extrato etanólico das folhas de Spondias purpurea L. sobre a fermentação ruminal in vitro. A pesquisa utiliza delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos: controle, monensina e extrato vegetal. A cinética de produção de gás, a degradabilidade da matéria seca e os valores de pH são avaliados em diferentes tempos de incubação. O extrato apresenta alcaloides, flavonoides, taninos, saponinas e terpenos, sugerindo potencial modulador da microbiota ruminal. Os resultados evidenciam que o extrato aumenta a produção de gases e a degradabilidade da matéria seca. Observa redução no tempo de colonização microbiana e manutenção do pH dentro da faixa adequada para fermentação. Embora a taxa de crescimento da fermentação seja inferior à do controle, a produção acumulada de gás é maior com o extrato, indicando uma maior fermentação. A monensina, por sua vez, reduz a taxa de fermentação e o volume de gases. Concluise que o extrato de Spondias purpurea L. modula a fermentação ruminal in vitro, representando uma alternativa promissora. Recomenda-se avaliar diferentes concentrações e os seus efeitos sobre ácidos graxos de cadeia curta, produção de metano, nitrogênio amoniacal e degradabilidade da fibra e dos carboidratos não fibrosos, bem como a condução de experimentos in vivo.
Palavras-chave:
aditivos naturais; metabolismo microbiano; modulação ruminal; ruminantes.
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