A Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) é uma condição grave em cães hospitalizados, especialmente quando associada à disfunção orgânica múltipla (MODS), condição que eleva as taxas de mortalidade. Este estudo avaliou 39 cães com triagem de SIRS positivo, com o objetivo de analisar diferentes parâmetros clínicos e laboratoriais como ferramentas prognósticas na triagem inicial. Foram avaliados: hematócrito (≤25 %), contagem de plaquetas (≤200 mil/µL), albumina (≤2,5 g/dL), creatinina (≥1,6 mg/dL), lactato sérico, índice de choque (IC) e as relações neutrófilo-linfócito (RNL) e plaqueta-linfócito (RPL). Os cães foram divididos em três grupos de gravidade: Grupo A (três parâmetros laboratoriais alterados), Grupo B (dois parâmetros alterados) e Grupo C (um parâmetro alterado). A mortalidade foi superior no Grupo A (60 %), seguido do Grupo B (53,8 %) e Grupo C (36,4 %). Diferenças estatisticamente significativas entre os grupos foram identificadas para hematócrito (p=0,002), plaquetas (p=0,002) e albumina (p=0,014). A análise da curva ROC demonstrou elevada sensibilidade do IC (88,9 %) para predição de óbito. Conclui-se que a avaliação integrada de parâmetros laboratoriais simples e do IC é eficaz na determinação do prognóstico, enquanto a acurácia do lactato admissional isolado e dos índices RNL/RPL pode sofrer influência da natureza estática da coleta e do tamanho amostral.
Palavras-chave:
Prognóstico; Síndrome da resposta inflamatória sistêmica; triagem clínica.
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail



