Neste estudo, analisamos um total 1.354 indivíduos pertencentes a 16 espécies, distribuídas em três ordens (Characiformes, Siluriformes e Gymnotiformes), coletados bimestralmente entre agosto de 2016 e julho de 2018, em cinco pontos de amostragem no sistema do Igarapé Quinoá. Apresentamos novos dados de relação peso-comprimento para nove espécies (Triportheus angulatus, Bryconops caudomaculatus, Holopristis ocellifera, Gymnocorymbus thayeri, Apteronotus albifrons, Sternopygus macrurus, Helogenes marmoratus, Rineloricaria lanceolata e Gymnorhamphichthys rondoni) do sudoeste da Amazônia, estado do Acre, norte do Brasil. As relações peso-comprimento foram estimadas por meio de regressão linear após transformação logarítmica dos dados, e um teste t de Student foi aplicado para testar a hipótese nula de que o coeficiente alométrico não difere estatisticamente de b = 3. O comprimento total (CT, cm) variou de 1,2 a 31,5 cm e o peso total (PT) de 0,02 a 92,5 g. O intercepto (a) da relação peso-comprimento variou de 0,0068 a 0,063, a inclinação da regressão (b) de 2,46 a 3,28, e o coeficiente de determinação (R2) de 0,91 a 0,99. Crescimento alométrico negativo foi observado em 68,8% das espécies, crescimento alométrico positivo em 25,0%, e apenas 6,3% apresentaram crescimento isométrico. Espécies alongadas, particularmente Gymnotiformes e alguns Siluriformes, apresentaram padrão alométrico negativo, enquanto espécies como Steindachnerina guentheri, Bario oligolepis e Holopristis ocellifera exibiram crescimento alométrico positivo. Nossos achados reforçam que a variação ambiental em riachos amazônicos influencia os padrões de relação peso-comprimento das espécies de peixes, destacando a importância de considerar fatores analíticos, como métodos de amostragem e escala temporal, ao comparar estudos. De modo geral, os dados gerados contribuem para o conhecimento da ictiofauna do Estado do Acre, bem como fornecem suporte para estudos ecológicos, manejo de espécies forrageiras e conservação de ecossistemas aquáticos amazônicos.
Palavras-chave:
Acre; ictiofauna amazônica; ecossistemas aquáticos; padrões de crescimento; igarapé Quinoá
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