As doenças parasitárias representam um desafio significativo no campo da saúde pública mundial, estando relacionadas com a precariedade das condições sociodemográficas e ambientais, que são mais comuns em países tropicais e subtropicais. O estudo teve como objetivo de descrever o perfil epidemiológico das enteroparasitoses pela população atendida no laboratório privado de análises clínicas do agreste alagoano. Foi realizado um estudo descritivo e retrospectivo de corte transversal em um laboratório de análises clínicas situado na cidade de Arapiraca-AL, utilizando os resultados de exames de fezes no período de 01/01/2023 a 31/12/2023 entre indivíduos com idades 01 e 99 anos, totalizando 5,871 exames analisados. Para a realização do exame, foi usado o Método de Hoffman, Pons e Janer ou Lutz ou método de sedimentação espontânea. Como resultado, evidenciaram-se 7% (431) de casos positivos para pelo menos um parasito intestinal, sendo prevalente os protozoários Entamoeba coli 33.26% (152), Giardia lamblia 16.47% (71), Entamoeba histolytica/ Entamoeba dispar 11.60% (50) e Endolimax nana 0.93% (04). Com relação às infecções por helmintos, o de maior prevalência foi Ascaris lumbricoides com 24.12% (104), seguido por Enterobius vermicularis 3.71% (16), Hymenolepis nana 1.85% (08) Schistosoma mansoni 1.85% (08), Trichuris trichiura 0.92% (04) e ancilostomídeos 0.92% (04). Dessa forma, devido à significativa parcela da população infectada, fica evidente a importância da implantação de políticas públicas visando uma melhor educação sanitária.
Palavras-chave:
doenças parasitárias; helmintíases; epidemiologia