Nanoemulsões do tipo óleo em água estão na vanguarda para obtenção de devivados vegetais viáveis, sendo uma estratégia valiosa para melhor disponibilidade de substâncias pouco solúveis em água. O presente trabalho apresenta a preparação de uma nanoemulsão à base do óleo essencial de Otacanthus azureus. Os sistemas foram constituídos por 90% (p/p) de água, 5% (p/p) de óleo essencial e 5% (p/p) de tensoativo (s). A análise por cromatografia em fase gasosa revelou uma predominância de mono- e sesquiterpenos. Não foi observado aumento de gotícula para a nanoemulsão preparada com polisorbato 80 durante 30 dias de armazenamento, permanecendo em torno de 130 nm. Um aumento da atividade antibacteriana foi observado, especialmente frente à S. aureus conforme à seguir: CMI = 0,050 e CMB = 0,1 para o óleo essencial, e CIM – 0,025 e CMB = 0,025 para a nanoemulsão. Salienta-se que a utilização de um método de baixa energia, livre de solvente e sem aquecimento foi uma estratégia amigável ao meio ambiente, sugerindo o potencial biotecnológico dessa espécie vegetal nanoemulsificada.
Palavras-chave:
antimicrobiano; baixo custo; Otacanthus azureus; terpenoides
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