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Open-access Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas

Publicação de: MCTI/Museu Paraense Emílio Goeldi
Área: Ciências Humanas
Versão impressa ISSN: 1981-8122
Versão on-line ISSN: 2178-2547
Título anterior: Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Série Ciências Humanas
Creative Common - by 4.0

Sumário

Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Volume: 21, Número: 2, Publicado: 2026

Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Volume: 21, Número: 2, Publicado: 2026

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ARTÍCULOS CIENTÍFICOS
Una Nueva Loja levantada sobre un Lago Agrio: conflicto, identidades y violencia en la subregión petrolera del Ecuador Trujillo-Montalvo, Patricio

Resumo em Espanhol:

Resumen Lago Agrio oficialmente conocida como Nueva Loja ya no está construida sobre un pozo petrolero, es ahora un centro urbano de la subregión petrolera, localizada en la amazonia ecuatoriana. Convertida en una ciudad global, pero a la vez local, se constituye como un enclave de pobreza y marginalidad, donde en el siglo pasado inicié mi experiencia antropológica. Este artículo se basa en una autoetnografía, en recuerdos, narrativas y relatos que me han permitido como testigo, mirar en primer plano las dramáticas transformaciones de esta región que las presento como recuerdos de mi diario de campo etnográfico. El primer pozo petrolero que la compañía Texaco Oil perforó en 1972 y los gringos denominaron como Sour Lake o Lago Agrio dio el nombre a la urbe. Aunque el verdadero nombre de la población fuera Nueva Loja, Loja la provincia o el lugar de donde migraron la mayoría de colonos luego de una extensa sequía, buscando una nueva vida. La primera familia de migrantes vio en este lugar, una nueva oportunidad, un nuevo origen y trató de reconstruir sus emociones e historias tratando de imaginar y re-construir su identidad cultural en la sub región petrolera, localizada en los bosques tropicales de la amazonia ecuatoriana.

Resumo em Inglês:

Abstract Lago Agrio, officially known as Nueva Loja, is no longer merely a settlement built around an oil well; it has evolved into the principal urban center of Ecuador’s oil-producing subregion in the Amazon. Simultaneously global and local, the city has developed as a space marked by poverty and marginalization, and it was within this context that my anthropological experience first began. This article is based on an autoethnographic approach, drawing upon memories, narratives, and personal accounts that have enabled me, as both witness and participant observer, to examine firsthand the profound transformations that have shaped this region. These experiences are presented through reflections drawn from my ethnographic field diary. The city takes its name from the first oil well drilled by the Texaco Oil Company in 1972, which American workers referred to as Sour Lake—translated into Spanish as Lago Agrio. However, the official name of the city is Nueva Loja, a reference to the province of Loja, from which the majority of early settlers migrated after a prolonged drought in search of new opportunities and livelihoods. For these pioneering migrant families, this territory represented a new beginning and the possibility of rebuilding their lives. In this process, they sought to reconstruct their emotions, memories, and social histories while reimagining and reshaping their cultural identities within the oil frontier established in the tropical rainforests of the Ecuadorian Amazon.
ARTIGOS CIENTÍFICOS
Arquiteturas quilombolas afro-indígenas na Amazônia paraense Saunier, Catarine de Nazaré Moreira

Resumo em Português:

Resumo Este artigo analisa as arquiteturas produzidas nos quilombos do território paraense, durante o século XIX. O principal objetivo é evidenciar como a cultura material dos quilombos da Amazônia paraense apresenta técnicas e saberes construtivos de origem e influência indígenas. Por meio de análise documental qualitativa que trata sobre invasões e combates aos quilombos, bem como publicações de viajantes estrangeiros, no século XIX, comprovou-se que as arquiteturas quilombolas apresentam estilos, sistemas construtivos e linguagens que são resultantes da relação intrincada entre negros e indígenas na Amazônia brasileira. A análise aponta que, de fato, os quilombolas intercambiaram conhecimentos construtivos especializados com algumas nações indígenas que, por vezes, coabitaram pacificamente seus territórios ou ainda estabeleceram relações mais íntimas, como matrimônio. Comprovou-se também que a presença indígena como parte importante da formação cultural dos quilombos paraenses é reafirmada nos discursos dos grupos atuais, que preservam inúmeras técnicas e linguagens construtivas de seus antepassados.

Resumo em Inglês:

Abstract This article analyzes the architecture produced in quilombos in Pará during the 19th century. The main objective is to demonstrate how the material culture of the quilombos in the Amazonian region of Pará incorporates construction techniques and knowledge of Indigenous origin and influence. Through qualitative documentary analysis of accounts of invasions and conflicts involving quilombos, as well as reports by foreign travelers in the 19th century, the study was shown that quilombola architecture present styles, construction systems, and languages that are the result of the intricate relationships between Black and Indigenous people in the Brazilian Amazon. The analysis shows that, quilombola communities exchanged specialized building knowledge with certain Indigenous groups that at times cohabited peacefully in their territories or even established more intimate relationships, such as marriage. It also demonstrates that the Indigenous presence, as a significant component of the cultural formation of quilombos in Pará, is reaffirmed in the discourses of contemporary communities, which preserve numerous construction techniques and languages from their ancestors.
Errata
Errata: A representação dos Potiguara na Assembleia de Tapesserica (1645): estudo e tradução de um escrito indígena das Guerras do Açúcar
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