O artigo examina o papel das relações horizontais entre forros, escravos e livres de baixa extração social na produção e multiplicação das mestiçagens, especialmente pelo casamento, em uma freguesia açucareira de Campos dos Goytacazes, capitania da Paraíba do Sul, no período entre 1756 e 1840. Argumenta-se que, uma vez alcançada a condição de forros, a família sancionada pela Igreja Católica e as relações de parentesco dela derivadas eram fundamentais para a continuidade do lento processo de mobilidade social ascendente de gerações de mestiços.
Palavras-Chave:
Casamento; Escravidão; Alforria; Mestiçagens; Mobilidade social
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Fonte: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart533099/cart533099.jpg.
Fonte: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (BNRJ) - Seção Manuscritos: I-29-19-42. Mapa do Total da População do Distrito dos Campos dos Goitacazes de que é Mestre de Campo José Caetano de Barcelos Coutinho em 30 de agosto de 1790.
Fonte: Arquivo da Diocese de Campos dos Goytacazes (ADCG) - Casamentos de Livres: Livros 04 e 05.
Fonte: Arquivo Público de Campos (APC) - CMCG 70 - Livro de Registro Geral (1824-1826), fl. 274.
Fonte: Arquivo da Diocese de Campos dos Goytacazes (ADCG) - Casamentos de Livres: Livros 01 a 05.* Havia ao todo 110 viúvos e 71 viúvas sobre os quais não foram feitas referências à naturalidade e filiação.
Fonte: Arquivo da Diocese de Campos dos Goytacazes (ADCG) - Casamentos de Livres: Livros 01 a 03.
Fonte: Arquivo da Diocese de Campos dos Goytacazes (ADCG) - Batizados de Livres: Livros 01 a 14.* Excluídas três famílias cujas mães e eventuais filhos eram escravos.** Para apuração da quantidade de filhos, examinei os batizados realizados até 1840.*** Excluídas 41 famílias cujas mães e eventuais filhos eram escravos.
