Open-access BRACONÍDEOS (HYMENOPTERA) COLETADOS EM CULTURA DE SERINGUEIRA (HEVEA BRASILIENSIS) NO MUNICÍPIO DE IBITINGA, SÃO PAULO

BRACONIDS COLLECTED IN A RUBBER TREE (HEVEA BRASILIENSIS) CROP, IN IBITINGA, STATE OF SÃO PAULO

RESUMO

O trabalho apresenta a ocorrência de braconídeos em cultura de seringueira, no município de Ibitinga, São Paulo, durante o período de maio/88 a setembro/90. Foram capturados um total de 1121 exemplares, distribuídos em 18 subfamílias e 73 gêneros. Os gêneros mais capturados foram Aphaereta, Asobara, Glyptapanteles, Heterospilus, Phanerotoma ePedinotus. A bandeja amarela mostrou-se mais eficiente paraamaioria dos gêneros coletados. São apresentadas as curvas de flutuação populacional dos gêneros mais freqüentes.

PALAVRAS-CHAVE:
Levantamento; Braconidae; Hevea brasiliensis

ABSTRACT

The occurence of braconids in a rubber tree crop, in Ibitinga, State of São Paulo, was evaluated from May, 1988 to September, 1990. A total of 1121 specimens, distributed in 18 subfamilies and 73 genus was collected. Aphaereta, Asobara, Glyptapanteles, Heterospilus, Phanerotoma andPedinotus were more frequent in the collections. Yellow traps were the most. Populational fluctuation curves were presented for the most frequent genus.

KEY WORDS:
Survey; Braconidae; Hevea brasiliensis

INTRODUÇÃO

A família Braconidae desempenha papel de destaque no controle biológico de pragas de plantas cultivadas, possuindo cerca de 40.000 espécies mundialmente distribuídas. Alguns grupos possuem maior diversidade nas regiões mais quentes e por esta razão são mais importantes no controle de pragas de regiões tropicais e subtropicais. Segundo WHARTON (1984) a maioria é parasitóide primário de outros insetos, sendo extremamente raro o hiperparasitismo. Os adultos alimentam-se de fluídos vegetais, podendo também ingerir a hemolinfa que escorre através doorifíciodeixado pelo ovipositor por ocasião da postura. Segundo SHAW & HUDDLESTON (1991), embora a maioria dos braconídeos sejam parasitóides solitários, ocorrem espécies gregárias, algumas poliembriônicas. Em decorrência da variação de caracteres morfológicos, a família é subdividida em dois grupos "Cyclostomi" e "não Cyclostomi".

Os Braconidae "Cyclostomi" são na maioria ectoparasitóides"idiobiontes" de larvàs de Coleoptera, Lepidoptera, bem como endoparasitóides "koinobiontes" sobre Diptera, Homoptera e Lepidoptera.

Os Braconidae "não Cyclostomi" são todos endoparasitóides "koinobiontes", podendo alguns apresentar parasitismo "idiobionte". Os hospedeiros mais comuns são larvas de Lepidoptera e Coleoptera, além deninfas e adultos de Hemiptera, ninfas de Orthoptera e Psocoptera, adultos de Hymenoptera, Coleoptera e Neuroptera (Chrysopidae) e larvas de Symphyta. O hospedeiro é usualmente parasitado em sua forma imatura (ninfa ou larva), período durante o qual o parasitóide desenvolve-se rapidamente, consumindo totalmente o hospedeiro. O desenvolvimento do parasitóide, da fase de ovo até a formação da pupa, se estende atéodesenvolvimentofinaldo hospedeiro, sendo que este pode ser parasitado durante afase deovo, vindo amorrersomentenafasedelarva.Odesenvolvimentodo hospedeiro éfrequentementeregulado comaemergência dos parasitóides que deve estar em sincronia com o aparecimento da próxima geração dehospedeiros.

O presente trabalho teve como objetivo o estudo de ocorrência da família Braconidae, em cultura de seringueira, no município de Ibitinga, São Paulo, podendo, assim, fornecer conhecimentos sobre a riqueza de gêneros destes parasitóides.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no município de Ibitinga, SP, durante o período de maio/88 a setembro/90, efetuando-se coletas quinzenais de insetos em povoamento homogêneo deHevea brasiliensis, clone RRIM 600 com 7 anos de idade. Utilizou-se duas armadilhas luminosas sendo uma instalada a 1,5m e outra a 11,0m do solo e 10 armadilhas de água de 30,5cm de diâmetro por 7cm de altura, sendo 5 pintadas internamente de amarelo e 5 de branco. A área útil foi de 1 ha, dentro de 3 ha de área cultivada. As bandejas de água foram distribuídas ao acaso sobre o solo limpo, permanecendo no campo por uma semana. As armadilhas luminosas foram ligadas ao entardecer efetuando-se a coleta no dia seguinte ao amanhecer.

O material coletado foi preservado em álcool 70% e triado em laboratório; separou-se os insetos da ordem Hymenoptera, que foram identificados àníveldefarru1ia, sendo os braconídeos identificados à nível de gênero. Para identificação a nível de subfarru1ia utilizou-se as chaves taxonómicas de WAHL & SHARKEY (in GOULET & HUBER, 1993)eosgênerosdeBraconidae foram identificados com base em trabalhos específicos para cada subfarru1ia.

Durante o período de ensaio não foram efetuados tratamentos fitossanitários, mantendo-se osdemais tratos culturais eobservações visuais da fenologia da planta.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Das coletas examinadas de maio de 1988 a setembro de 1990, foram identificados a nível de subfamília e de gênero, um total de 1.121 exemplares de Braconida:e, divididos em 18 subfarru1ias e 73 gêneros. Os gêneros que se destacaram por sua abundância foram Aphaereta, Asobara, Glyptapanteles, Heterospilus, Phanerotoma e Pedinotus.

As figuras de 1 a 16 apresentam a flutuação mensal dos gêneros mais coletados.

A tabela 1 relaciona os gêneros que foram capturados nas armadilhas de água amarela (BA) ebranca (BB) e nas armadilhas luminosas a 1,5m (AL) e a 11,0m (AL) de altura.·

Das subfamílias capturadas, as que se destacaram pelo maior número de indivíduos apresentam grande diversidade dehospedeiros.

Discutimos a seguir alguns aspectos das subfanµ1ias egêneros capturados:

Agathidinae: são endoparasitóides"koinobiontes", solitários, muito importantes para o controle biológico de lagartas de lepidópteros. A maioria das espécies possuem hábitos diurnos, sendo que em tomo de 10 a 20% são noturnos. Oúltimo ínstar da larva parasitóide vive no corpo do hospedeiro e consome os restos externos com exceção da cápsula cefálica. Nesta subfarru1ia encontrou-se os gênerosAgathis, Agathirisia e Bassus.SHENEFELT (1970) catalogou as espécies do mundo. NIXON (1986) revisou as espécies dooeste daEuropaeSHARKEY (1992) discutiu afilogenia da subfamília, propondo classificação tribal, com chave para as tribos.

Alysiinae: todos sãoendoparasitóides"koinobiontes" solitários, de lárvas de Diptera (Cyclorrhapha). Nesta subfamília coletou-se os gênerosAsobara, Aphaereta, Aspilota, Alysia, Dapsilarthra, Dinotrema, Jdiasta, Microcrasis e Phaenocarpa. Gêneros como Gnathopleura, Alysia e Aphaereta têm sido estudados para uso em controle biológico de Muscidae e Calliphoridae, mas sem muito sucesso. O gênero Aphaereta foi o mais abundante dentre todos os insetos coletados. Sua presença foi determinada em praticamente todos os meses de coleta, apresentando picos populacionais máximos em julho/89, seguido de janeiro/90 (Fig. l). O gêneroAsobara teve maior concentração no período de novembro/88 a março/89 quando apresentou seu pico populacional máximo (Fig. 3). O gêneroAspilota apresentou pico populacional máximo em junho/88, tendo sido capturado apenas no período de maio/88 aagosto/89 (Fig.7). Os gênerosAphaereta e Asobara foram mais capturados em bandejas amarelas e o gêneroAspilota nas bandejas brancas e bandejas amarelas. WHARTON resumiu a biologia (1984) e revisou a taxonomia dos Alysiinae neárticos (1994). GRIFFITHS (1964) discutiu a evolução, biologia e taxonomia de Alysiinae, especialmente de Dacnusini.

Aphidiinae: são endoparasitóides "koinobiontes" solitários sobre ninfas e adultos de afídeos, sendo muito estudados no controle biológico dos mesmos. Os gêneros coletados foram Adialytus, Diaretiella, Euaphidius, Lysiphlebus, XenostigmuseAphidius. O gênero Aphidius foi mais abundante no período de junho a setembro/89, com pico m ximo em julho/89,. não sendo praticamente capturado durante o restante do período (Fig. 14). Este gênero foi mais capturado em· bandejasamarelas.MACKAUER(l968)catalogouas espécies do mundo e STARY (1970) resumiu informações sobre Aphidinae incluindo morfologia, chave para gêneros do mundo e filogenia.

Blacinae: praticamente não há dados sobre utilização em controle biológico clássico, mas tem importante papel no controle natural dos seus hospedeiros. O gênero coletado foiBlacus, queé parasitóide de larvas de Coleoptera. HAESELBARTH (1973) revisou as espécies de Blacus da Europa e ACHTERBERG (1988) revisou a subfamília.

Braconinae: amaioria das espécies éectoparasitóide "idiobionte" de larvas de coleópteros xilófagos broqueadores e perfuradores de tronco, lagartas de lepidópteros e raramente dedípteros. Várias espécies têm sido utilizadas em programas de controle biológico de pragas, incluindo aquelas de produtos estocados. Diversos gênerosdesta subfarru1ia sãoendopar<1sitóides gregários de pupas de lepidópteros. Os gêneros capturados foram Bracon, Compsobracon, Cyanopterus, Digonogastrae Myosoma. O gêneroBracon foi mais abundante em setembro/90, com pequena concentração entre os meses de maio/89 a outubro/89 (Fig.13). Este gênero foi mais coletado em bandejas brancas. QUICKE (1987) revisou os gêneros do Velho Mundo e apresentou notas sobre a subfamília, QUICKE (1988) discutiu aclassificação, biologia ebiogeografia dogrupo e QUICKE & SHARKEY (1989) revisaram os gêneros da América do Norte.

Cheloninae: são endoparasitóides "koinobiontes" solitários sobre ovos e larvas de Lepidoptera. Espécies dessa subfarru1ia têm sido usadas no controle biológico de várias pragas, como por exemplo, insetos da superfamília Tortricoidea que atacam frutíferas. Os gêneros encontrados no período da coleta foram Ascogaster, Chelonus e Phanerothoma sendo este último parasitóide ovo larval de Pyralidae, Gelechiidae e Tortricidae. O gêneroPhanerotoma foi mais abundante em dezembro/88, seguido deoutubro/88 (Fig. 6). A coleta foi maior nas armadilhas luminosas, nas diferentes alturas. SHENEFELT (1973) catalogou as espéciesmundiaisdestasubfamíliae VANCE(1932) descreveu a história natural de Chelonus annulipes.

Doryctinae: são "idiobiontes" ectoparasitóides de larvas de coleópteros xilófagos e perfuradores de tronco, podendo atacar larvas brocadorasde Lepidoptera e Symphyta (Hymenoptera). Espécies do gênero Allorhogas são aparentemente fitófagas em sementes. Apesar do seu potencial em parasitar larvas debesouros broqueadores, eles têm sido pouco utilizados, principalmente na região Neotropical. Os gêneros capturados nas armadilhas foram Acrophasmus, Allorhogas, Callihormius, Ecphylus, Doryctes, Heterospilus, Leluthia, Megaloproctus, Monolexis, Notiospathius, Pedinotus, Rhaconotus, Spathius, Stenocorse e Whartonius. Os gêneros Ecphylus, Monolexis e Pedinotus são parasitóides de larvas de Scolytidae. Estes gêneros podem ser considerados importantes na· cultura da seringueira devido a grande quantidade de escolitídeos encontrados nos caules das plantas. O gênero Heterospilus foi o segundo mais capturado, ocorrendo praticamente em todo o período do ensaio, com picos máximos em julho/89 seguido de novembro/ 88 (Fig. 2). O gêneroPedinotus marcou sua presença durante todos os meses de 1988, mas os picos populacionais máximos ocorreram em setembro/89 e novembro/89, seguidos de junho/88 e setembro/88. Noanode 1990, apesardequasenãohavercoletadeste inseto, a maior abundância também ocorreu em setembro (Fig. 5).0 gêneroAcrophasmustevepicosmáximos emagosto/90, seguido dejulho/89, com maior concentração entre março/90 a agosto/90 (Fig. 8); o gênero Stenocorse foi capturado apenas noperíodo de maio/88 a agosto/89, com picos máximos de ocorrência em setembro/88, novembro/88 edezembro/88 (Fig. 15). Os gêneros Heterospilus, Pedinotus e Stenocorse foram mais capturados em bandejas amarelas e o gênero Acrophasmus em bandejas brancas. SHENEFELT & MARSH (1976) catalogaram as espécies do mundo e MARSH (1965) revisou os gêneros norte americanos.

Euphorinae: são endoparasitóides "koinobiontes" solitários, raramente gregários, dediferentes ordens de insetos, tais como Coleoptera, Heteroptera, Neuroptera, Hymenoptera, Orthoptera e Psocoptera. Os estágios adultos e ninfais destas ordens são usualmente parasitados, sendo que larvas de coleópteros podem ser parasitadas por muitos indivíduos. Algumas espécies são usadas para programas de controle biológico, principalmentede besouros e percevejos. Os gêneros coletados neste ensaio foram Microctonus, que é parasitóide deColeoptera, especialmente Curculionidae, Chrysomelidae e Carabidae; Leiophron, que é parasitóide de último estádio de ninfas e adultos de Miridae ;Spathiocopis,cuja biologia édesconhecida. SHAW (1985) revisou osgêneros mundiais e apresentou uma análise filogenética; SHENEFELT (1969) catalogou as espécies mundiais; ACHTERBERG (1985) revisou os gêneros de Centistini e SHAW & HUDDLESTON (1991) detalhou a subfamília.

Helconinae: na sua maioria são "koinobiontes" endoparasitóides solitários de larvas de Coleoptera e tem importante papel no controle natural dos seus hospedeiros. Os gêneros capturados neste ensaio foram: Helcon, parasitóide de larvas de Cerambycidae, Curculionidae e Bruchidae, trata-se de um gênero importante devido o ataque de diversas espécies de· cerambicídeos em plantas de seringueira no presente ensaio; Nealiolus, cuja biologia é desconhecida; Urosigalphus, parasitóide de larvas de Curculionidae e Bruchidae. SHENEFELT (1969,1970) catalogou as espécies mundiais; ACHTERBERG (1975) revisou os gêneros de Blacinae, descrevendo muitas espécies novas efazendo comentários sobre a filogenia, biologia edistribuição dessa tribo.

Homolobinae: são endoparasitóides"koinobiontes" solitários de larvas de Lepidoptera. Praticamente não há dados sobre a utilização em controle biológicçi. O único gênero capturado neste ensaio foiExasticolus.ACHTERBERG (1979) revisou os gênews mundiais de Homolobini (anteriormente Zelinae) ediscutiu sua distribuição, biologia efilogenia.

Macrocentrinae: são endoparasitóides solitários ou gregários deformas imaturas de Lepidoptera; algumas espécies têm sido usadas para controle biológico e algumas espécies de Macrocentrus são conhecidas como poliembriônicas. Os gêneros coletados foram Hymenochaoniae Macrocentrus que são parasitóides de larvas de Pyralidae eTortricidae. PARKER (1931) obteve detalhes sobre a biologia de Macrocentrus grandii;DANIEL (1932) descreveu a biologia e a morfologia de todos os estádios de Macrocentrus ancylivorus;QUICKE & ACHTERBERG (1990) sugeriram grupos irmãos relacionados entreCharmon e Macrocentrinae.

Microgastrinae:grupo deparasitóides deLepidoptera mais importante emtermos numéricos eeconômico. Mais decem espécies têm sido estudadas para usoemcontrole biológico. Sãoendoparasitóides"koinobiontes"solitários ou gregários. Os gêneros coletados no ensaio foram Apanteles, Cotesia, Distatrix, Diolichogenidea, Diolcogaster, Glyptapanteles, Hypomicrogaster, Protapanteles eRhygopletis. O gêneroGlyptapanteles foi coletado durante todo operíodo de1988, com picode abundância máximo em agosto/88 (Fig. 4). O gênero Hypomicrogaster foi coletado na sua grande maioria entre os meses de maio/88 a agosto/88, com picos máximos em maio/88 (Fig. 16). A bandeja amarela foi a mais eficiente para a captura desses gêneros. MASON (1981) revisou os gêneros do mundo e discutiu filogeneticamente suas relações; SHENEFELT (1972, 1973) catalogou as espécies do mundo; AUSTIN & DANGERFIELD(1992)revisaramafaunaaustraliana. Opiinae: sãoendoparasitóides solitários delarvas de Cyclorrapha (Diptera) emergindo do pupário do hospedeiro. Têm sido primariamente utilizados para controle biológico de Tephritidae e Agromyzidae. Amaioria das espécies são parasitóides de ovos e ínstares larvais prematuros. Os gêneros coletados foramOpius e Utetes, ambos parasitóides de moscas das frutas. O gênero Utetes teve pico máximo de abundância em novembro/88 seguido de outubro/88 (Fig. 12). Este gênero foi mais capturado em bandeja amarela. FISCHER (1971) catalogou as espécies do mundo e FISCHER(1972, 1977, 1987)revisouafaunamundial de Opiinae. WHARTON (1987, 1988) apresentou a classificação genérica desta subfallll1ia.

Orgilinae: são endoparasitóides "koinobiontes"solitários de larvas de Lepidoptera, sendo que várias espécies de Orgilus, único gênero coletado, têm sido usadas para controle biológico. ACHTERBERG (1987) revisou a subfamília, SHENEFELT (1970) catalogou as espécies do mundo e OATMAN et al. (1969) descreveram a biologia de Orgilus lepidus.

Rogadinae: amaioriaé endoparasitóide"koinobionte" solitário de larvas de Lepidoptera. Essa subfann1ia é importante para o controle biológico natural de Lepidoptera em ecossistemas deflorestas. Os gêneros coletados foram Aleiodes, Cantharoctonus, Clinocentrus eRogas. OgêneroRogasocorreudurante vários meses de coleta, verificando-se um pico de abundância em novembro/88 (Fig. 9). Este gênero foi mais capturado em bandeja branca, seguido da armadilhaluminosainstaladaa11,0mdealtura.SHENEFELT (1975) catalogou as espécies do mundo e HEDQVIST (1963) revisou os gêneros de Hormiini do mundo.

Cenocoelinae: todas asespécies sãoendoparasitóides solitários "koinobiontes"de larvas de Coleoptera (Cerambycidae, Curculionidae, Buprestidae e Scolytidae) brocadores, inclusive em sementes. Podem ser usados em programas de controle biológico de Curculionidae comedores de sementes. Ogênero coletado neste ensaio foiCenocoelius,que é parasitóide de larvas de Coleoptera de madeira.

Horminae: são na maioria ectoparasitóides "idiobiontes" gregários dehospedeiros ocultos. Poucas espécies têm sido usadas no controle biológico clássico sobre Agromyzidae minadores e Tenthredinidae. Os gêneros coletados foramHormius,que éparasitóide de larvas deLepidoptera como Gelechiidae, Tortricidae e Coleophoridae e Pambolus, parasitóide sobre Buprestidae e Chrysomelidae.

Meteorinae: são endoparasitóides "koiobiontes" gregários de larvas de Coleoptera ou Lepidoptera; muitos dos seus hospedeiros são insetos pragas, portanto são considerados importantes para o <::ontrole biológico. Meteorus foi b gênero mais coletado em vários meses do ensaio, tendo pico de ocorrência em julho/89 (Fig. 10). Este gênero foi mais capturado em bandeja amarela.

Do total de espécimens coletados, 57,09% foram capturados em bandeja amarela, podendo sugeriruma maior especificidade desta armadilha para coleta de braconídeos.

Tabela 1
Relação de subfarm1ias e gêneros de Braconidae, capturados em seringueira. (Ibitinga, SP, 05/78 a 09/90).

Fig. 1
Flutuação de ocorrência deAphaereta spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 2
Flutuação de ocorrência deHeterospilus spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 3
Flutuação de ocorrência deAsobara spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 4
Flutuação de ocorrência déGlyptapanteles spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 5
Flutuação de ocorrência dePedinotus spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 6
Flutuação de ocorrência dePhanerotoma spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 7
Flutuação de ocorrência deAspilota spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 8
Flutuação de ocorrência deAcrophasmus spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 9
Flutuação de ocorrência de Rogas spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 10
Flutuação de ocorrência deMeteorus spp em seringueira, Município de lbitinga, SP,.

Fig. 11
Flutuação de ocorrência deHeterospilus spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 12
Flutuação de ocorrência de Utetes spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 13
Fh.ituàção de ocorrência deBracon spp em seringueira, Município de Ibitinga, SP.

Fig. 14
Flutuação de ocorrência deAphidius spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 15
Flutuação de ocorrência deStenocorse spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

Fig. 16
Flutuação de ocorrência deHypomicrogaster spp em seringueira, Município de lbitinga, SP.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Fev 2025
  • Data do Fascículo
    Jan-Jun 1997

Histórico

  • Recebido
    13 Maio 1997
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