Open-access MELHORAMENTO DO TRIGO: AVALIACÄO DE LINHAGENS MEXICANAS NO ESTADO DE sÄo PAULO*

Wheat breeding: evaluation of Mexican inbred lines for the state of Säo Paulo, Brazil.

RESUMO

Vinte e duas linhagens mexicanas e trés cultivares de trigo foram analisadas, quanto ås caracterfsticas agronömicas e a reagäo ås principais doeneas, em condigöes de inigääo, por aspersäo e, de sequeiro, em vårios locais do Estado. Em laboratörios foram realizados estudos da toleråncia ao alumfnio, em solüöes nutritivas, e em casa de vegetagäo avaliou-se a reacäo a misturas de ragas de Puccinia graminis tritici e de P. recondita. Nos experimentos conduzidos em condiqöes de irrigaqäo destacaram-se quanto produgäo de gräos as linhagens IAC 204 e IAC 246. A linhagem IAC 248 exibiu a maior produqäo de gräos nos ensaios instalados em condigäo de sequeiro, no Vale do Paranapanema. Considerando todos os experimentos em conjunto as linhagens IAC 248, IAC 246 e IAC 204 foram as que apresentaram maior produtividade. As linhagens Dove' 'S" - TSI (T-2), Maya"S" - MON"S" (T-3), (T-7), [(BB- CNO 67 x Cl 12703) PHO"S"] JUN"S" (T-9), (H. 285.70 - TOB x Yrs - MJ 692/PVN' 'S KAL - BB x ALD' 'S" (T-IO), IAC-246, IAC-206, IAC-207 , PEG' 'S" - PF 70354 (KAL - BB x (T-16), IAS-63- ALD"S" x GTO/LV (T-18), TOB"S"/CNO 67 - JAR x KVZ/Yaco"S" (T-20) e Maya - MON' ' S ' ' (T-21 ) bem como os cultivares Alondra-S-46 e Anahuac foram resistentes äs duas misturas de ragas prevalentes do agente causal da ferrugem-do-colmo em condigöes de casa de vegetaqäo. Estes gen6tipos também apresentaram-se como resistentes em condigöes de campo. As linhagens Dove' 'S ' ' - TSI (T-2) e IAC-207 foram resistentes a trés misturas de ragas prevalentes do agente causal da ferrugem-da-folha em condigöes de casa de vegetagäo confirmando a resisténcia mostrada em condigöes de campo. As linhagens (YD' 'S" x KAL - BB) HORK"S" - MO (T-4) e Mirio' 'S" - BUC"S" (T12) foram as mais resistentes ao ofdio em condigöes naturais de infecgäo. O cultivar IAC- 18 e as linhagens NAC - MON' 'S" (T-5) e (H.285.70 - TOB x rrs -W 692/PVN"S") - BB x ALD"S" (T-10) mostraram plantas de porte alto diferindo das demais que exibiram porte semi-anäo. As linhagens NAC - MON "S" (T-5) e IAC-248 mostraram as espigas mais compridas, IAC-207 maior nümero de espiguetas por espiga, [(BB - CNO 67 x CI 12703) PHO' ' S ' JUN' 'S" (T-9) maior nümero de gräos por espiga, IAC-203 maior nümero de gräos por espiguetae { [PJ x CNO 67 - 7C (CNO 67 - INIA x BB) VAR PCI' MRNG) ALD"S" x YR - TRF (T-17) os gräos mais pesados. O cultivar IAC-18 e as linhagens IAC-203, (YD"S" x KAL - BB) HORK"S" - MO (T-4), IAC-246, IAC-248 e ( [PJ x CNO 67 - 7C (CNO 67 - INIA x BB) VAR PCI"S"] MRNG} ALD"S" x YR - TRF (T-17) foram os mais tolerantes toxicidade de A13 +.

PALAVRAS-CHAVE
- Linhagens; cultivares; trigo; produtividade; resisténcia; ferrugens; ofdio; toleråncia a alumfnio.

SUMMARY

Twenty two Mexican inbred lines plus the cultivars IAC- 18, Alondra-S-46 and Anahuac were evaluated in field experiments carried out at different locations of the State of Säo Paulo under sprinkler irrigation and at the Paranapanema Valley in upland condition. Grain yield, plant height, number of days from emergence to flowering and from emergence to maturation, percentage of layed plants, head length, number of grain per spike and per spikelet, number of spikelets, weight of 100 grains , and resistance to stem and leaf rusts, leaf spots and mildew were evaluated under field conditions and tests of resistance to stem and leaf rusts and to aluminum were also made, respectively, in greenhouse and in laboratory. Considering the trials planted under sprinkler irrigation the lines IAC-204 and IAC-246 showed good performance regarding grain yield Line IAC-248 exhibited the best productivity in the trials planted in Paranapanema Valley. Lines IAC-248, IAC-246 and IAC-204 showed the highest grain yield considering all experiments. Line Dove' 'S" - TSI (T-2), Maya' 'S" - MON' 'S' ' (T-3, VFR' 'S" - JUN' 'S ' ' (T-7), [(BB - CN067 x Cl 12703) PHO"S"] JUN"S" (T-9), (H.285.70 - TOB x rrrs - MJ 692/PVN"S") KAL - BB x ALD"S" (T-IO), IAC-246, IAC-206, IAC-207, PEG"S" - PF 70354 (KAL - BB x ALD"S" /MRNG) (T-16), IAS - 63 ALD"S" x GTO/ LV (T-18), TOB ' 'S"/CN067 - JAR x KVZYACO' 'S" (T-20) and Maya - MON' 'S" (T-21) as well as the cultivars Alondra-S-46 and Anahuac showed resistance to two race mixtures of stem rust under greenhouse condition. These genetypes were also resistant to this disease in the field. Lines Dove' 'S" - TSI (T-2) and IAC-207 were resistant to three race mistures of leaf rust under greenhouse condition. Resistance was confirmed under natural infection in the field. Lines (YD' 'S" x KAL - BB) HORK' 'S" - MO (T-4) and Mirlo' 'S ' '- BUC' 'S' ' (T- 12) were the most resistant to mildew considering all studied germplasms. Cultivar IAC-18 and lines N AC - MON' 'S" (T-5) and (H.285.70 - TOB x TTS - MJ 692/ PVN' 'S ' ' (T-10) exhibited tall type plants in comparison with the other genotypes which were of the semidwarf type. Lines NAC - MON" S" (T-5) and IAC-248 presented long heads; IAC-207 , high number of spikelets per spike; [(BB - CN067 x CI 12703) PHO' 'S' JUN' 'S" (T-9), high number of grains per spike; IAC-203 , high number of grains per spikelet and [PJ x CN067 7C (CN067 x BB) VAR PCI"S"] MRNG) ALD"S" x YR - TRF (T-17), high grain weight. Cultivar IAC-18 and lines IAC-203, (YD' 'S" x KAL- BB) HORK"S" -MO (T-4), IAC-246, IAC-248 and ( [PJ x CN067 - (CN067 - INIA x BB) VAR PCI"S"] MRNG) ALD"S" x YR - TRF (T-17) showed high tolerance to aluminum toxicity.

KEY-WORDS
- Inbred lines; cultivars; wheat; grain yield; resistance; rust; mildew; tolerance to Aluminum.

INTRODUÇÃO

Na primeira metade deste século o México importava 50% do trigo que necessitava. Através de um programa de melhoramento genético desenvolvido pelo Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) foram desenvolvidos novos cultivares mais produtivos de porte semi-anão, côm palha forte favorecendo uma maior resistência ao acamamento , com maior fertilidade da espiga, com maior perfilhamento, com ciclo precoce, com resistênncia à degrana, com resistência as doenças, com maior resposta à aplicação de fertilizantes e com melhor qualidade nutritiva e tecnológica. Com esses trabalhos de pesquisa aliado a prática da irrigação o méxico apresentou, em 1980, produtividade média de 4100kg/ha, sendo que os melhores agricultores produziram de 7 a 8000kg/ha (HANSON et alii, 1982).

Os primeiros resultados positivos com a cultura de trigo no Estado de São Paulo foram conhecidos quando MENDES (1928) importou do Instituto Experimental de Pusa, Índia, as variedades Pusa 4, Pusa 6 e Pusa 12. A partir de 1945 a variedade Frontana foi largamente cultivada em São Paulo devido às ótimas qualidades agronômicas e à tolerância à acidez do solo, todavia foi posta de lado devido a sua grande suscetibilidade às raças do agente causal da ferrugemdo-colmo que surgiram posteriormente (ALCOVER, 1971). Em 1955, a variedade BH-1146 foi recomendada aos agricultores estando até hoje em cultivo no Estado de São Paulo, apesar de ser suscetível as raças existentes de ferrugem-docolmo. E tolerante à acidez do solo, muito precoce e resistente à seca (ALCOVER, 1971).

Trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Agronômico permitiram o lançamento dos cultivares com sigla IAC (IAC1 a IAC-11), no final da década de 60 e início da década de 70, dos quais o cultivar IAC-5 foi o de maior importância para o Brasil, pois no final da década de 70 e início dos anos 80 foi o cultivar mais plantado nas diferentes regiões tritícolas do país (ALCOVER, 1969 E 1971, CAMARGO, 1972). No final da década de 70 e nos anos 80, novos cultivares de trigo foram lançados para o Estado de São Paulo, provenientes de um trabalho conjunto dos diferentes Institutos de Pesquisa da Coordenadoria da Pesquisa Agropecuána. Este trabalho permitiu o lançamento dos cultivares IAC- 13 , IAC- 17 , IAC-18, IAC-21 , IAC-22, IAC-23, IAC-27, IAC-28, IAC74 e IAC-72 com base em ensaios de competição conduzidos nas diferentes regiões tritícolas paulistas (FELÍCIO et alii, 1983 e 1985; SÃO PAULO 1979 a 1987). Esses cultivares exibem porte alto, tolerância à toxicidade de A13 + porém, apresentam um baixo potencial produtivo (1000-1500kg/ha) quando submetidos às condições de irrigaçãoe a solos de alta fertilidade devido a ocorrência do acamamento.

Trabalhos desenvolvidos na década de 70 possibilitaram o plantio de variedades de origem mexicana, de porte semi-anão, resistentes ao patógenos , causadores das ferrugens-do-colmo e da folha, somente em solos de alta fertilidade sem ocorrência de toxicidade de A13 + (CAMARGO, 1972; CAMARGO etalii, 1974; FELÍCIO etalii, 1976). Enelas, pode-se citar IRN 526-63, Sonora-63, IRN 152-63, LA-1434 e Pitic-62. Posteriormente os cultivares mexicanos Tobari-66) INIA-66, Jupateco-73 e Alondra-S-46 foram recomendados aos agricultores. Atualmente são plantados os cultivares mexicanos IAC-161, IAC-162 e Anahuac, sendo que este último representa a maior área de plantio de sequeiro e irrigado no Estado de São Paulo em solos sem a presença de A13 + (CAMARGO & FELÍCIO, 1986).

Através de um programa de melhoramento genético foram lançados recentemente os cultivares IAC-24 e IAC-60 provenientes de hibridações entre cultivares nacionais e mexicanos. Apresentam alto potencial de produção (3.000 a 4.000kg/ha), porte semi-anão e são recomendados para culturas de sequeiro e irrigado, em solos com e sem a presença da toxicidade de A13 + (CAMARGO & FELÍCIO, 1986 e CAMARGO et alii, 1985).

O presente trabalho teve por objetivo avaliar 22 linhagens mexicanas, selecionadas no CIMMYT, juntamente com três cultivares, em diferentes condições de plantio quanto à produção de grãos, componentes de produção, resistência às doenças e tolerância à toxicidade de A13 +, visando a escolha das mais promissoras para multiplicação e posterior lançamento aos agricultores, ou reutilizá-las no programa de cruzamentos.

MATERIAL E MÉTODOS

1 - Origem dos genótipos estudados. As linhagens estudadas foram introduzidas do CIMMYT, México e apresentam a seguinte genealogia:

Linhagem 1 - Moncho"S" - Imuris T 79 = IAC-203

Linhagem 2 - Dove"S" - Tesia

Linhagem 3 - Maya"S" - Moncho"S"

Linhagem 4 - (Yding x Kalyansona- Bluebird) Hork"S" - Mochis 73

Linhagem 5 - Nacozari - Moncho"S"

Linhagem 6 - Yaco"S" - Buckbuck"S"

Linhagem 7 - Teeter"S" x Junco"S"

Linhagem 8 - F6 74 Bulting"S" x Siskin"S" = IAC-204

Linhagem 9 - [(Bluebird - CIANO-67 x CI 12703) Phoebe" S"] Junco"S"

Linhagem 10 - (H.285. 70 - Tobari-66 x Tetrastichon - Major 692 / Pavon"S") Kalyansona - Bluebird x Alondra"S"

Linhagem 11 - Bobwhite"S" - Pavon = IAC-246

Linhagem 12 - Mirlo"S" - Buckbuck"S"

Linhagem 13 - Parula"S" - Buckbuck"S" = IAC-205

Linhagem 14 - Pewee/Forlani - Acciaio . x Anahuac = IAC-206

Linhagem 15 - Veery"S" - Timopheevi"S" = IAC-'.207

Linhagem 16 - Peregrine"S" - PF 70354 (Kalyansona - Bluebird x Alondra"S"/ Maringa)

Linhagem 17 - { [ (Penjamo-62 x CIANO-67 - Siete Cerros (CIANO~67-INIA-66 x Bluebird) Pichihuila" S"J Maringa) Alondra"S" x Yecora F-70 - Trifon"S"

Linhagem 18 - IAS-63 -Alondra"S" x Gaboto/Lagoa Vermelha

Linhagem 19 - CIANO-67 - Maris Fundin/Moncho"S" = IAC-248

Linhagem 20 - Tobari"S"/CIANO-67 - Jaral x Kavkaz/ Yaco 'S"

Linhagem 21 - Maya - Moncho"S"

Linhagem 22 - Dougga - Bluejay"S"

Como controles, foram utilizados os seguintes cultivares: Alondra-S-46, de porte semi-anão, ciclo médio, resistente à ferrugem-do-colmo, suscetível à ferrugem-da-folha e moderadamente sensível à toxicidade de A13+; Anahuac, de porte semi-anão, ciclo médio, resistente às ferrugens-docolmo e da folha e sensível à toxicidade de A13 + e IAC-18, de porte alto, suscetível ao agente causal da ferrugem-docolmo, ciclo precoce e tolerante à toxicidade de A13+ A origem dos cultivares utilizados como controle é a seguinte:

' ' Alondra-S-46" - Selecionado pelo CIMMYT , México a partir do cruzamento: (Desprez 6301/Norinari 60// Wheat Rye Translocation /3/ CIANO* 2/Chris). Foi introduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Trigo, EMBRAPA, onde foi resselecionado.

"Anahuac" - Introduzido do CIMMYT, México. É originário do seguinte cruzamento: )II 12300//Lerma Rojo/ 8156/3/Nortenõ 67).

' 'IAC-18" - Oriundo da seleção do hibrido FI 411 , resultante do cruzamento entre os cultivares BH-1146 e S-12, este último proveniente da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, seguido de três retrocruzamento para o "BH-

2 - Ensaios conduzidos em diferentes locais do Estado de São Paulo - Foi utilizado o delineamento estatístico de blocos ao acaso com 25 tratamentos e com três repetições por local. Cada ensaio foi constituído de 75 parcelas, cada uma formada de cinco linhas de 3m de comprimento, espaçadas de 0,20m. Deixou-se uma separação lateral de 0,60m entre as parcelas. A semeadura foi feita na base de 80 sementes viáveis por metro de sulco, equivalendo a 1.200 por parcela, com uma área útil de colheita de 3m2 .

Em 1984, foi semeado um ensaio no Centro Experimental de Campinas. Em 1985, foram instalados três experimentos, sendo dois em áreas próximas da Fazenda Santa Lúcia, município de Cruzália e o outro no Centro Experimental de Campinas. Em 1986, foram conduzidos três ensaios nos seguintes locais: Estação Experimental de Tatuí, na Fazenda Santa Inês, município de Maracaí e na Fazenda Agua das Flores, município de Florínea. Em 1987 foi semeado um ensaio na Estação Experimental de Monte Alegre do Sul.

Na instalação dos ensaios, retiraram-se amostras compostas dos solos dos locais estudados, cujos resultados analíticos obtidos pela Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, Instituto Agronômico, encontram-se na tabela 1.

Os experimentos conduzidos em Campinas, Tatuí e Monte Alegre do Sul foram irrigados por aspersão, e os demais foram plantados em condição de sequeiro, na Região do Vale do Paranapanema.

Foram coletados os seguintes dados de cada parcela experimental:

Ferrugem-do-colmo e da-folha: Avaliada através de observação geral, em cada parcela, no colmo e nas folhas superiores das plantas, no estádio de início de maturação, em condições naturais de infecção, usando-se a escala modificada de Cobb, para avaliação da resistência no Ensaio Internacional de Ferrugem do Trigo (Internacional Spring Wheat Rust Nursery) empregada por SCHRAM et alii, (1974). Essa escala vai de 0 a 99% de área foliar infectada, completamentada pelo tipo de reação: S = suscetível (uredossoro grande, coalescente, sem necrose e sem clorose); MS = moderadamente suscetível (uredossoro médio); M = intermediário (diversos tipos de reação); MR = moderadamente resistente (uredossoro pequeno); R = resistente (uredossoro minúscuIo, rodeado de áreas necróticas).

Outras doenças da folha: A avaliação de manchas foliares causadas principalmente por Helminthosporium sativum P.K. & B. e de oídio causado por Erysiphe graminis f. SP. tritici E. Marshal, foi feita em planta adulta, em condições naturais de infecção, empregando-se uma escala de 0 a 99% de área infectada, apresentada por MEHTA (1978), onde 0 é considerado imune; 1 a 5% resistente; 6 a 25% moderadamente resistente; 25 a 50% suscetível e 51 a 99% altamente suscetível.

Ciclo da emergência ao florescimento: Efetuado em contagens por parcela individual do número de dias da emergência das plântulas ao pleno florescimento.

Ciclo de emergência à maturação: Efetuado em contagens por parcela individual do número de dias da emergência das plântulas à maturação fisiológica.

Plantas acamadas: Calculada a percentagem de plantas acamadas em cada parcela, por avaliação visual próxima a época de maturação.

Altura das plantas: Medida no campo, na época de maturação, a distância, em centímetros, do nível do solo ao ápice da espiga, excluindo as artistas, e levando em consideração a média de diferentes pontos de cada parcela.

Comprimento da espiga: Medindo o comprimento médio, em centímetros, de dez espigas tomadas ao acaso de cada parcela, com exclusão das aristas.

Número de espiguetas: Computado o número médio de espiguetas de dez espigas tomadas ao acaso de cada parcela.

Grãos por espiga: Contando o número médio de grãos em dez espigas, colhidas ao acaso, de cada parcela.

Grãos por espigueta: Calculado pela divisão do número total de grãos de dez espigas, coletadas ao acaso de cada parcela, pelo número total de suas espiguetas.

Peso em cem grãos: Tomando o peso, em gramas, de cem grãos ao acaso, da produção total de grãos de cada parceIa, a qual foi transformada para quilograma/hectare.

3 - Ensaios conduzidos em condições de casa-devegetação e laboratório.

3.1 - Resistência às misturas de raças prevalentes de ferrugem-do-colmo e da-folha - As sementes das linhagens e cultivares estudadas foram remetidas ao Centro Nacional de Pesquisa de Trigo da EMBRAPA, Passo Fundo (RS), para identificação, quanto a resistência em estádio de plântula, em condições de casa-de-vegetação, a algumas misturas de raças de Puccinia graminis tritici Erik & Henn. (mistura 1 = raças G15, GII, G18, G19 G20 e G21 e mistura 2 = raças B30, B31 e B32 e mistura 3 = raças B25, B26, B27, B29, B30, B31, B32, e B33), de ocorrência comum no Brasil (BARCELLOS, 1986 e COLEHO, 1986).

TABELA 1
Análises das amostras compostas dos solos (*) dos locais onde foram instalados os ensaios de linhagens e cultivares de trigo no período 1984-87.

3.2 - Tolerância à toxicidade de alumínio - As linhagens e cultivares foram testados para tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. O método baseou-se na paralisação total e irreversível do meristema das raízes primárias do trigo, no estádio deplaplantula após serem cultivadas, durante 48 horas, em soluções contendo 0, 2, 4, 6, 8 e 10mg/litro de A13 + (CAMARGO & OLIVEIRA 1981 e CAMARGO et alii, 1985); ou seja, um cultivar que tenha apresentado algum crescimento foi considerado como tolerante e, quando não se observou crescimento, foi considerado como sensível.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As produções médias de grãos transformadas em kg/ha das linhagens e cultivares de trigo estudados no período 1984-87, em diferenntes condições no Estado de São Paulo, encontram-se na tabela 2. Os resultados da análise estatística dos oito experimentos, analisados separadamente, mostraram efeitos significativos ao nível de 1% para linhagens e cultivares exceção feita nos ensaios conduzidos em Campinas (1985) e Florínea (1986) onde os efeitos foram significativos ao nível de 5%.

Considerando em conjunto os ensaios instalados em condição de irrigação por aspersão (Campinas, 1984 e 1985 , Tatuí 1986 e Monte Alegre do Sul, 1987) verificaram-se, peIa análise de variância, efeitos altamente significativos para ensaio, genótipo e interação genótipo x ensaio.

Através do teste de Tukey, aplicado ao nível de 5% para a comparação das médias dos genótipos, verificou-se que as linhagens IAC-204 e IAC-246 foram as que apresentaram as maiores produções de grãos (3643 e 3599kg/ha, respectivamente) porém somente diferindo estatísticamente das linhagens Mirio"S" - BUC"S" (T-12) e IAC-63 - ALD"S" x GTO/LV (T-18) além do cultivar IAC-18.

Os ensaios conduzidos no Vale do Paranapanema, analisados em conjunto, mostraram efeitos altamente significativos para ensaio, genótipos e interação genótipo x ensaio. A linhagem IAC-248 destacou-se quanto à produção de grãos diferindo dos demais genótipos estudados com exceção das linhagens IAC-205, ( [PJ x CNO 67 - 7C (CNO 67-1NIA x BB) VARPCI"S"] MRNG} ALD"S" YR-TRF"SS" = T-17 e do cultivar IAC-18.

Analisando em conjunto os oito ensaios, verificaramse efeitos altamente significativos para ensaio, genótipo e interação genótipo x ensaio. Pelo teste de Tukey, observou-se que as linhagens IAC-248, IAC-246 e IAC-206 foram as mais produtivas. A linhagem IAC-248 diferiu dos cultivares controles Alondra-S-46 e IAC-18 não diferindo do "Anahuac". A linhagem IAC-246 somente diferiu do cultivar Alondra-S-46 e a linhagem IAC-206 não diferiu dos três cultivares controles.

Nos oito ensaios considerados, os graus máximos de infecção de ferrugem-do-colmo e da-folha, manchas foliares gt;causadas pelo complexo Helminthosporium sp e Septoria sp e oídio, nos genótipos estudados, encontram-se na tabela 3. A linhagem {[PJ x CNO 67 - 7C (CNO 67 - INIA x BB) VAR MRNG) ALD"S" x YR - TRF"S" = T-17 mostrou reação IOS para a ferrugem-do-colmo em condições naturais de infecção ao passo que a linhagem IAC-248 e o cultivar IAC-18 apresentaram reações iguais a 20S. Os demais germoplasmas exibiram resistência ao agente causal dessa ferrugem apresentando reações iguais ou inferiores a

Em relação à ferrugem-da-folha a linhagem Mirlo' 'S ' ' BUC"S" foi a mais suscetível mostrando reação igual a 40S. As linhagens IAC-205, TOB"S"/CNO 67 - JAR x KVZ/YACO"S" T-20, DGA - BJY"S" - T-22 e os cultivares Alondra-S-46 e IAC-18 apresentaram reaçóes entre 10 e 20S e os demais genótipos estudados foram considerados resistentes à ferrugem-da-folha em condições naturais de infecção, exibindo reações iguais ou inferiores a 5S.

A linhagem Mirio"S" - BUC"S" = T-12 foi altamente suscetível, as linhagens 6, 7, 13 (IAC-205), 17, 18, 20 e o cultivar IAC-18 foram suscetíveis e os demais genótipos foram moderadamente resistentes aos agentes causais das manchas foliares.

A ocorrência de oídio foi bastante acentuada nos ensaios conduzidos em Campinas em 1984 e 1985, sendo suscetíveis, praticamente todas as linhagens e cultivares. Destes, as linhagens (YD' 'S" x KAL - BB) HORK"S" -MO = T-4 e Mirlo"S" - BUC"S" = T-12 foram as que apresentaram menor intensidade de ataque (20) em comparação com a linhagem IAC-63 - ALD"S" x GTO/LV = T-18 e os cultivares Alondra-S-46 e Anahuac que mostraram a maior intensidade de ataque (80).

TABELA 2
Produgäo média de gräos (Kg/ha) das linhagens e cultivares de trigo, estudados nos ensaios semeados nos municipios de Campinas, Tatui e Monte Alegre do Sul, em condigäo de irrigagäo e no Vale do Paranapanema, (municfpios de Cruzålia, Maracai e Florinea), em condiqäo de sequeiro, no periodo 1984-87.

As reagöes de gen6tipos (estådio de plåntula) äs misturas de ragas de Puccinia graminis f. sp. tritici e P. recondita, em condigöes controladas de casa de vegetagäo, encontramse na tabela4. As linhagens 2, 3, 7, 9, 10, 11, (IAC-246), 14 (IAC-206), 15 (IAC-207), 16, 18, 20, 21 e 22 bem como os cultivares Alondra-S-46 e Anahuac apresentaram-se resistentes äs duas misturas de ragas do agente causal da ferrugem-do-colmo, em condigäo de casa de vegetagäo, confirmando resultados verificados em condiqöes de campo. A linhagem 17 e o cultivar LAC-18, suscetfveis äs duas misturas de ragas dessa ferrugem, também apresentaram reagöes de suscetibilidade em condigöes de campo. As linhagens DOVE' 'S" - TSI (T-2) e IAC-207 foram resistentes äs misturas de ragas de P. recondita em condigäo de casa de vegetagäo confirmando os resultados encontrados em condigäo de campo. Estes gen6tipos säo de grande valor ao programa de melhoramento genético do trigo, podendo ser utilizados em cruzamentos como fontes de resisténcia ä ferrugem-da-folha.

O ciclo, em dias, da emergéncia ao florescimento e da emergéncia ä maturagäo, a porcentagem de plantas acamadas, a altura da planta, o comprimento da espiga, o nümero de gräos por espiga e por espigueta e o peso de cem gräos dos gen6tipos estudados nos Oito ensaios, encontram-se na tabela 5. As linhagens Maya"S"- MON"S" (T-3) e Yaco"S" - BUC"S" (T-6) foram as mais precoces näo diferindo dos cultivares Alondra-S-46, Anahuac e IAC-18, porém apresentando diferengas significativas das linhagens 4, 5, 8 (IAC-204), 9, 15 (IAC-207) e 16 que mostraram um ciclo da emergéncia ä maturagäo variando entre 122 e 126 dias.

Todos os gen6tipos com excegäo das linhagens 5 e 10 exibiram plantas significativamente mais baixa que as do cultivar IAC-18. As linhagens 2, 6, 17, 18 e 20 apresentaram de 20 a 40% de plantas acamadas e o cultivar IAC- 18 , 40 a 60%. Tais germoplasmas näo seriam indicados para condigöes de irrigagäo por aspersäo, pois suas produgöes poderiam ser prejudicadas pelo acamamento.

TABELA 3
Graus máximos de infecção (porcentagem de área infectada e tipo de pústula) de ferrugem-do-colmo e da folha, mancha de folha* e oídio, em estado de planta adulta, nos ensaios de linhagens e cultivares de trigo semeados em condição de irrigação e de sequeiro, em diferentes regiões do Estado de São Paulo, no período 1984-87.

As linhagens NAC - MON' 'S" (T-5) e IAC-248 foram as que mostraram espigas mais compridas somente não diferindo das linhagens 1 (IAC-203), 4, 8 (IAC-204), 12, 14 (IAC-206), 15 (IAC-207) e 22 além dos cultivares de valor ao programa de melhoramento, visando o aumento do comprimento das espigas.

Em relação ao número de espiguetas por espiga a linhagem IAC-207 apresentou o maior valor diferindo, significativamente, ao nível de 5%, pelo teste de Tukey, dos demais genótipos, com exceção das linhagens [(BB - CNO 67 x CI 12703) PHO"S"] JUN"S" = T-9 e IAC-206.

A linhagem 9 exibiu o maior número de grãos por espiga, não diferindo, porém, do cultivar Anahuac e das linhagens 3, 4, 5, 12, 14 (IAC-206), 15 (IAC-207), 21, e 22. A linhagem IAC-203 apresentou o maior número de grãos por espigueta, diferindo de todos os genótipos em estudo, com exceção das linhagens 3, 6, 9, 12 e 21. Este genótipo é de grande valor como fonte genética visando o aumento da fertilidade da espiga, característica esta necessária de ser aumentadá na maioria dos cultivares atualmente recomendados para as diferentes regiões titicolas brasileiras.

A linhagem 17 apresentou os grãos mais pesados, diferindo somente do cultivar Alondra-S-46 e das linhagens 4, 5, 9 e 15 (IAC-207).

O comprimento médio das raízes dos genótipos de trigo estudados, medidos após 72 horas de crescimento nas soluções nutritivas completas, que se seguiu de 48 horas de crescimento nas soluções de tratamento contendo seis diferentes concentrações de alumínio, encontram-se na tabela 6. Pode-se verificar que as linhagens 2, 3, 5, 6, 7, 9, 10, 12, 15 (IAC-207), 20, 21, e 22 foram sensíveis a essa concentração de 2mg/l de A13 +, e as demais tolerantes.

O cultivar Anahuac e a linhagem 13 (IAC-205) foram tolerantes a 2mg/litro de A13+ na solução tratamento, porém exibiram sensibilidade quando se empregaram soluções com 4mg/litro de A13+ sendo portanto, consideradas como moderadamente sensíveis.

O cultivar Alondra-S-46 e as linhagens 8 (IAC-204) e 16 foram tolerantes a 4mg/litro de A13+ porém, demonstraram sensibilidade a 6mg/litro de A13+ nas soluções de tratamento. Esses genótipos foram considerados moderadamente tolerantes.

As linhagens 14 (IAC-206) e 18 foram sensíveis a 8mg/litro de A13+ nas soluções de tratamento, porém, apresentaram-se como tolerantes na presença de 6mg/litro de A13+ , sendo, portanto considerados como tolerantes à toxicidade de A13+.

Linhares e/ou Cultivares P. graminis tritici P. reconditad misturas de raças 1 (a) misturas de raças 2 (b) misturas de raças 1 (c) misturas de raças 2 (d) misturas de raças 3 (e) 1 -MON“S”-IMU=IAC-203 3 2 2PL3 2 2 2 3 2-DOVE“S”-TSI 0;l 0; 0; 0; 0; 3-MAYA“S”MON“S” 1 1 0;-4 2 - 4-(YD“S” X KAL-BB)HORK“S”-MO 3 2 2PL3 4-0; 3-0; - 5-NAC-MON“S” 3 0; 3-0; 2,1PL3= - 6-YACO“S”-BUC“S” 2+ 3- 2,23 0; - 7-TTR“S”-JUN“S” 0;l 0; 0;,lPL3 0;,1PL2 2 1Pu2++IPL3 8 -F674 BUN“S” X SIS“S” = IAC-204 0;l 2e 3 4 2 3-0;,2 - 9-[(BB-CN067 x CI12703)PHO“S”]JUN“S” 1 1 0; 0; 1,1Pu3= 10-(H.285.70-TOB x TTS-MJ692/PVN“S”)KAL-BB x ALD“S” 1 1 0; 0; 0;,1PL3 11-BOW“S”-PVN = IAC-246 2 2+ 0;-4 0; - 12-MIRLO“S” - BUC“S” 3 0; 0;-4 0;-3 - 13-PRL“S”-BUC“S” = IAC-205 1 1PL3 0; 1 2 1 3 2 14-PEW“S”/FLN-ACC x ANA=IAC-206 0; 1 2/2, 2 3.0; 2- 3 2 15-VEE“S”-TIM“S” = IAC-207 0;l 1 0; 0; 0 16-PEG“S”-PF70354(KAL-BB x /ALD“S”MRNG) 0;l 0; 0; 0; 3-0; 17-{[PJxCN067-7C(CN067-INIxBB)VAR/PCI“S”]MRNG} ALD“S”xYR-TRF“S” 3 3 2 2 32 18-IAS-63-ALD“S” x GTO/LV 1 1 0; 0; 1,1PL3-O;,1PL3 2 19-CN067-MFD/MON“S”=IAC-248 3 1 2 3/2,2 3= 2,2 3 - 20-TOB“S”/CN067-JARxKV/YACO“S” 2 0; 2,2 3/3 2- - 21-MAYA-MON“S” 1 2 2 3/0;2 1Pu3= 2 - 22-CGA-BJY“S” 1 0 2 1 2,4PL2 3 23-ALONDRA-S-46 1 0; 1 1 0;3 24-ANAHUAC 2 1 1 0; 3 0; - 25-IAC-18 3 4 4 4 - (a) mistura das raças G15, G17, G18, Gl 9, G20 e G21 ; (b) mistura das raças G22, G23, e G24; (c) mistura das raças B27 e B29; (d) mistura das raças B30, B31 e B32; (e)mistura das raças B25, B26, B27, B29, B30, B31, B32 e B33. 0; l, 1-, 2 = resistente; 2+ = moderadamente resistente, = moderadamente suscetível, 3 e 4 = suscetível, PL = planta, Pu pústula, IPL3 = uma planta com reação 3, IPu2 = uma pústula com reação 2+ - reação variável entre as notas que antecedem e sucedem o hífen, vírgula = segregação ou mistura de sementes, / = avaliações distintas.

O cultivar IAC-18 e as linhagens 1 (IAC-203), 4, 11 (IAC-246), 17 e 19 (IAC-248) exibiram crescimento das raízes mesmo quando se adicionou 10mg/litro de A13 + nas soluções de tratamento. Dentre esses germoplasmas pode-se considerar o IAC-18 como o mais tolerante à toxicidade de

CONCLUSÕES

a) Nos experimentos conduzidos em condição de irrigação por aspersão destacaram-se quanto à produção de grãos as linhagens IAC-204 e IAC246, que diferiram do cultivar IAC-18 mas não mostraram diferenças dos cultivares Alondra-S-46 e Anahuac. A linhagem IAC-248 exibiu a maior produção de grãos nos ensaios instalados em condição de sequeiro no Vale do Paranapanema, diferindo dos cultivares Anahuac e Alondra-S-46 mas não do IAC-18. Considerando os oito experimentos em conjunto as linhagens IAC-248, IAC-246 e IAC-204 foram as que apresentaram maior produtividade.

b) As linhagens Dove' 'S" - TSI (T-2), Maya"S" MON"S" (T-3), TER' 's" - JUN"S" (T-7), [(BB - 67 X Cl 12703) PHO"S"] JUN"S" (T-9), (H.285.70 - TOB x TTS - MJ - BB x ALD"S" (T-IO), IAC-246, IAC-206, IAC-207, PEG"S" - PF 70354 (KAL BB x KVZ/ Yaco"S" (T-20) e Maya - MON"S" (T-21), bem como os cultivares Alondra-S-46 e Anahuac, foram resistentes às duas misturas de raças prevalentes do agente causal da ferrugem-do-colmo, em condições de casa de vegetação. Estes genótipos também apresentaram-se como resistentes em condições de campo.

c) As linhagens Dove' 'S" - TSI (T-2) e IAC-207 foram resistentes a três misturas de raças prevalentes do agente causal da ferrugem-da-folha em condições de casa de vegetação, confirmando a resistência mostrada em condições de campo.

d) As linhagens (YD"S" x KAL - BB) HORK"S" MO (T-4) e Mirio"S" - BUC"S" (T-12) foram as mais resistentes ao agente causal de oídio em condições naturais de infecção.

e) O cultivar IAC-18 e as linhagens NAC-MON"S" (T-5) e (H.285.70 - TOB x TTS - MJ 692/PVN"S") KAL BB x ALD"S" (T-10) mostraram plantas de porte alto diferindo das demais que exibiram porte semi-anão.

f) As linhagens NAC - MON"S" (T-5) e IAC-248 apresentaram as espigas mais compridas; IAC-207 0 maior número de espiguetas por espiga; [(BB - CNO 67 x CI 12703) PHO' 'S ' JUN' 'S" (T-9) o maior número de grãos por espiga; IAC-203 0 maior número de grãos por espiguetae ( [PJ x CNO 67 - 7C (CNO 67 - INIA x BB) VAR MR-NG} ALD"S" x YR-TRF"S" (T-17) os grãos mais pesados. Estes genótipos são de grande potencial ao programa de melhoramento do trigo como fontes genéticas dessas características.

TABELA 5
Dados médios referentes a ciclo da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, porcentagem de plantas acamadas, altura da planta, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, número de espiguetas e peso de cem grãos das linhagens e cultivares de trigo semeados, em condição de irrigação e de sequeiro, em diferentes regiões do Estado de São Paulo, na período 1984/87.

g) O cultivar IAC-18 e as linhagens IAC-203, (YD"S" x KAL - BB) HORK"S" - MO (T-4, IAC-246, [PJ x CNO 67-7C (CNO 67 - INIA x BB) VAR PCI"S"] MRNG) ALD"S" x YR-TRF"S" (T-17)e1AC-248 mostraram-se os mais tolerantes à toxicidade de alumínio por exibirem crescimento das raízes após serem testadas em soluçóes contendo 10mg/lifro de A13+.

TABELA 6
Comprimento médio das raízes das linhagens e cultivares de trigo, medidos após 72 horas de crescimento na solução nutritiva completa, que se seguiu de crescimento na solução de tratamento contendo seis concentrações de A 1 3+

AGRADECIMENTOS

A Dra. A.L. Barcellos e Dr. J. F. Sartori, a colaboração na realização dos testes de resistência em casa-devegetação.

  • *
    Financiado pelo Acordo do Trigo entre as Cooperativas Rurais do Vale do Paranapanema e a Secretana da Agricultura. através do Instituto Agronömico.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    14 Fev 2025
  • Data do Fascículo
    Jan-Dec 1989

Histórico

  • Recebido
    31 Jan 1989
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Instituto Biológico Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana - São Paulo - SP, 04014-002 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: arquivos@biologico.sp.gov.br
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