RESUMO
A ocorrência de Beauveria amorpha (Hóhn) sobre adultos de Cosmopolites sordidus Germar, foi observada em Miracatu, São Paulo. Os maiores índices de infecção foram observados nos meses de novembro (29,0%), dezembro (21,0%) e janeiro (31,5%).
PALAVRAS-CHAVE:
Controle biológico; fungos entomopatogênicos; moleque-da-bananeira.
ABSTRACT
The occurrence of Beauveria amorpha (Hóhn) on Cosmopolites sordidus Germar adults was observed in Miracatu, SP, Brazil. Toe highest infection levels were detected during November (29,0%), December (21,0%) and January (31,5%).
KEY WORDS
: Biological control; enthomopatogenic; fungi; banana borer.
Em 1989, no Vale do Ribeira, município de Miracatu, SP, observou-se a ocorrência de insetos adultos do moleque-da-bananeira, Cosmopolites sordidus Germar, 1824, provavelmente infectado por um fungo do gênero Beauveria. Amostras desse material foram levadas ao laboratório com vistas ao isolamento do patógeno em meio de Batata-Dextrose-Ágar (BDA). Os exames ao microscópio óptico revelaram tratar-se deBeauveria amorpha (Hóhn) Samson & Evans, espécie originalmente descrita como Jsaria_ amorpha Hóhn, a partir de material coletado sobre um exemplar de cicadídeo encontrado em Java (Indonésia). Posteriormente, a mesma espécie foi descrita em detalhes como Isaria orthopterorum Petch sobre ortópteros provenientes do Sirilanka. Em revisão realizada por SAMSON & EVANS (1982), a comparação entre os dois espécimens tipo mostrou serem idênticos, com os conidióforos apresentando uma parte basal globosa e somente uma pequena elongação. Nos isolados brasileiros, obtidos de adultos de Coleoptera, os mesmos autores demonstraram que essa elongação é muito pronunciada.
Paralelamente, ao longo de 12 meses (Figura 1), foi estudado o comportamento do microorganismo na área em que foi detectado e que era formada por plantas de cultivar "Nanica" (Cavendish). As amostragens da população adulta da praga foram executadas mensalmente, utilizan do-se armadilhas (iscas) do tipo telha, formadas a partir de pseudocaules com aproximadamente 40 cm, seccionados ao meio no sentido longitudinal e espalhadas no bananal com a parte seccionada voltada para o solo·. Por ocasião das inspeções nas iscas, eram anotados os insetos sadios e contaminados pelo entomopatógeno. Os maiores índices de infecção foram observados nos meses de novembro (29,0%), dezembro (21,0%) e janeiro (31,5%).
AGRADECIMENTO
Os autores consignam seus agradecimentos ao Dr. Mário Barreto Figueiredo, Pesquisador Científico do Instituto Biológico, pelas sugestões apresentadas na elaboração do texto.


