A uveíte é a mais comum alteração ocular em potros sépticos. Apesar dessa importância, sua detecção ainda é um desafio para clínicos de equinos, e, caso não tratada brevemente, pode gerar sequelas oftálmicas permanentes em potros sobreviventes. Este relato objetiva descrever achados oftálmicos e a evolução clínica de nove potros sépticos atendidos no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal de Pelotas. Os pacientes foram diagnosticados com sepse, baseando-se em parâmetros clínicos e laboratoriais. Os principais achados da uveíte foram: hiperemia conjuntival, fibrina livre e flare na câmara anterior, mudança de cor da íris e baixa pressão intraocular. Topicamente, o tratamento de eleição consistiu em duas gotas de prednisolona 1% colírio, em frequências variadas, até a recuperação dos parâmetros oftálmicos. Obtiveram-se 66% de recuperação favorável em relação ao total dos potros, e 100% de recuperação visual nos potros sobreviventes, com completa transparência do eixo visual. O presente relato demonstra que, em potros que se recuperam clinicamente da sepse, um tratamento precoce e eficaz da uveíte pode levar à recuperação visual favorável.
Palavras-chave:
oftalmologia; neonatologia; doenças sistêmicas; uveíte anterior; iridociclite
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