Open-access Margem de Segurança para Hiperviscosidade Plasmática para Prevenção de Trombose em Pacientes com Doença Cardiovascular após Vacinação contra COVID-19

Palavras-chave
Viscosidade; Pacientes; Margem de Excisão

Keywords
Viscosity; Patients; Margins of Excision

Palavras-chave
Viscosidade; Pacientes; Margem de Excisão

Keywords
Viscosity; Patients; Margins of Excision

Caro Editor,

Foi com grande interesse que lemos o artigo intitulado “Vacinação do Cardiopata contra COVID-19: As Razões da Prioridade”.1 A Fvacinação contra a COVID-19 tem sido considerada a melhor maneira de se prevenir a doença, embora dados sobre sua segurança ainda sejam necessários. Um problema importante após a vacinação contra COVID-19 são as alterações reológicas que induzem a formação de coágulos intravasculares e complicações trombóticas.2 Mudanças na viscosidade sanguínea após a vacina da COVID-19 foram confirmadas. A vacina pode induzir uma rápida produção de anticorpo, o qual é uma proteína que pode aumentar a viscosidade do plasma em um valor estimado de 2,4 centipoise (cP) em relação a valores normais em uma pessoa saudável.3,4 O problema pode ocorrer se a viscosidade plasmática atingir níveis superiores a 5 cP, o que é considerado um estado de hiperviscosidade.5

Para qualquer pessoa que seja vacinada contra a COVID-19, deve existir uma margem de segurança para o problema de hiperviscosidade. Essa margem de segurança seria a diferença entre a viscosidade plasmática basal e o nível de hiperviscosidade. Uma preocupação em relação à margem de segurança para a hiperviscosidade deve ser considerada em relação a indivíduos com doença cardíaca subjacente. Observa-se que uma pessoa com dislipidemia ou doença cardiovascular apresenta uma viscosidade plasmática mais alta em comparação a uma pessoa saudável.6,7

Nesse artigo,1 os autores tentaram estimar uma margem de segurança para hiperviscosidade plasmática para indivíduos sadios e para aqueles com diferentes doenças cardíacas subjacentes que serão vacinados contra a COVID-19. Os valores estimados estão descritos na Tabela 1; as margens de segurança diferiram-se não somente entre indivíduos sadios e pacientes com doenças cardiovasculares, como entre diferentes doenças cardiovasculares. Uma pessoa com angina instável parece apresentar o maior risco. Pacientes com algumas doenças subjacentes podem apresentar valores mais baixos de margem de segurança, o que pode resultar em um risco maior de se desenvolver doença trombótica. Como recomendação, atenção especial deve ser dada a pacientes com doenças cardiovasculares com risco elevado de hiperviscosidade, e monitoramento de valores de viscosidade plasmática antes da vacinação pode ser útil.

Tabela 1
Margem de segurança estimada para hiperviscosidade plasmática após vacinação contra COVID-19 em indivíduos sadios e pacientes com diferentes doenças cardiovasculares

Referências

  • 1 Martins WA, Oliveira GMM, Brandão AA, Mourilhe-Rocha R, Mesquita ET, Saraiva JFK, Bacal F, et al. Vaccinating Patients with Heart Disease Against COVID-19: The Reasons for Priority. Arq Bras Cardiol. 2021;116(2):213-8. doi: 10.36660/abc.20210012.
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  • 5 Mehta J, Singhal S. Hyperviscosity Syndrome in Plasma Cell Dyscrasias. Semin Thromb Hemost. 2003;29(5):467-71. doi: 10.1055/s-2003-44554.
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  • 6 Irace C, Carallo C, Scavelli F, Esposito T, De Franceschi MS, Tripolino C, et al. Influence of Blood Lipids on Plasma and Blood Viscosity. Clin Hemorheol Microcirc. 2014;57(3):267-74. doi: 10.3233/CH-131705.
    » https://doi.org/10.3233/CH-131705
  • 7 Fuchs J, Weinberger I, Rotenberg Z, Erdberg A, Davidson E, Joshua H, et al. Plasma Viscosity in Ischemic Heart Disease. Am Heart J. 1984;108(3):435-9. doi: 10.1016/0002-8703(84)90405-8.
    » https://doi.org/10.1016/0002-8703(84)90405-8

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    03 Dez 2021
  • Data do Fascículo
    Dez 2021
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