Open-access Polimorfismo Genético da Enzima Conversora da Angiotensina

Polimorfismo Genético; Peptidil Dipeptidase A

Polymorphism, Genetic; Peptidyl-Dipeptidase A

Polimorfismo Genético; Peptidil Dipeptidase A

Polymorphism, Genetic; Peptidyl-Dipeptidase A

Sr. Editor,

O relatório recente sobre " o polimorfismo genético da enzima conversora de angiotensina ( ECA)" é muito interessante. Albuquerque e cols.1 concluíram que "o genótipo DD foi independentemente associado à pior evolução ecocardiográfica, enquanto o genótipo DI, com melhor perfil de ecocardiografia". Na verdade, o polimorfismo da ECA é diferente em diferentes países e a relação com distúrbio clínico é amplamente mencionada2. O estudo dos polimorfismos da ECA provou ser útil no tratamento de pacientes cardíacos, especialmente para a seleção de drogas cardíacas adequadas3. No entanto, a relação com a patologia cardíaca ainda é controversa. À semelhança do presente estudo, a anormalidade da função ventricular determinada pelo ECG foi proposta para inter-relação com o polimorfismo da ECA por Yu Jin et al4. No entanto, o reduzido tamanho da amostra dos estudos publicados1,4 é o principal obstáculo para uma conclusão . O efeito da raça na relação clínica do polimorfismo da ECA exige um estudo muito mais amplo para conduzir a conclusões2.

Referências bibliográficas

  • 1 Albuquerque FN, Brandão AA, Silva DA, Mourilhe-Rocha R, Duque GS, Gondar AF, et al. Angiotensin-converting enzyme genetic polymorphism. Arq Bras Cardiol. 2013 Nov 26. [Epub ahead of print].
  • 2 Wiwanitkit V. Angiotensin-converting enzyme gene polymorphism: I and D alleles from some different countries. Clin Appl Thromb Hemost. 2004;10(2):179-82.
  • 3 Yip VL, Pirmohamed M. Expanding role of pharmacogenomics in the management of cardiovascular disorders. Am J Cardiovasc Drugs. 2013;13(3):151-62.
  • 4 Yu Jin, Kuznetsova T, Thijs L, Richart T, Stolarz-Skrzypek K, Yanping Liu, et al. Association of echocardiographic left ventricular structure with the ACE D/I polymorphism: a meta-analysis. J Renin Angiotensin Aldosterone Syst. 2011;12(3):243-53.
  • Errata
    A Carta ao Editor "Polimorfismo Genético da Enzima Conversora da Angiotensina", publicada na edição de junho de 2014 dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia [Arq Bras Cardiol. 2014; 102(6): 611-612], sofreu as seguintes correções na carta -resposta: acrescentar a assinatura dos autores da carta-resposta "Felipe Neves de Albuquerque, Andréa Araujo Brandão, Dayse Aparecida da Silva, Ricardo Mourilhe-Rocha, Gustavo Salgado Duque, Alyne Freitas Pereira Gondar, Luiza Maceira de Almeida Neves, Marcelo Imbroinise Bittencourt, Roberto Pozzan, Denilson Campos de Albuquerque."

Carta-resposta

Realmente, a limitação do tamanho da amostra é um viés universal em todos os polimorfismos genéticos na insuficiência cardíaca, e no genótipo ECA não foi diferente. A metanálise por Bai e cols.1 com 17 estudos diferentes incluiu 2.453 casos (i.e. pacientes com insuficiência cardíaca ) de todo o mundo, com apenas 60,3 % de indivíduos de raça branca. O autor concluiu que não houve associação entre o genótipo da ECA DD e o risco de falha cardíaca. A origem étnica diferente dessas populações é uma das razões para a falta de associação e, quando analisados individualmente, alguns desses estudos2,3 encontraram uma relação entre o genótipo da ECA e o risco de falha cardíaca. Ainda mais importante é a relação entre os marcadores substitutos de progressão da doença - parâmetros do ecocardiograma - e os genótipos já que os resultados clínicos serão muito difíceis de provar com o tamanho da amostra dessas populações (que teria que ser de milhares e não centenas). Andersson e cols.4, por exemplo, encontraram uma relação de parâmetros ecocardiográficos e os polimorfismos genéticos da ECA. Em conclusão, parece que todos esses estudos combinados não têm poder estatístico para responder de forma definitiva à relação entre o prognóstico de insuficiência cardíaca e os polimorfismos genéticos da ECA. Contudo, parece que estamos no caminho certo e vamos ter que continuar nele com um número muito superior de pacientes.

Atenciosamente,

Felipe Neves de Albuquerque

Andréa Araujo Brandão

Dayse Aparecida da Silva

Ricardo Mourilhe-Rocha

Gustavo Salgado Duque

Alyne Freitas Pereira Gondar

Luiza Maceira de Almeida Neves

Marcelo Imbroinise Bittencourt

Roberto Pozzan

Denilson Campos de Albuquerque

Referências bibliográficas

  • 1 Bai Y, Wang L, Hu S, Wei Y. Association of angiotensin-converting enzyme I/D polymorphism with heart failure: a meta-analysis. Mol Cell Biochem. 2012;361(1-2):297-304.
  • 2 Candy GP, Skudicky D, Mueller UK, Woodiwiss AJ, Sliwa K, Luker F, et al. Association of left ventricular systolic performance and cavity size with angiotensin-converting enzyme genotype in idiopathic dilated cardiomyopathy. Am J Cardiol. 1999;83(5):740-4.
  • 3 Raynolds MV, Bristow MR, Bush EW, Abraham WT, Lowes BD, Zisman LS, et al. Angiotensin-converting enzyme DD genotype in patients with ischaemic or idiopathic dilated cardiomyopathy. Lancet. 1993;342(8879):1073-5.
  • 4 Andersson B, Blange I, Sylvén C. Angiotensin-II type 1 receptor gene polymorphism and long-term survival in patients with idiopathic congestive heart failure. Eur J Heart Fail. 1999;1(4):363-9.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jun 2014

Histórico

  • Recebido
    03 Dez 2013
  • Revisado
    23 Jan 2014
  • Aceito
    23 Jan 2014
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